Como capturar antimatéria? Novo experimento cria armadilha

Por , em 2.10.2011

Um novo projeto de como capturar antimatéria está em andamento no laboratório de física europeu CERN, para produzir versões de prótons de antimatéria, antiprótons, e capturá-las para estudo.

Como capturar antimatéria

Antimatéria é o primo assustador da matéria normal. Para cada partícula subatômica regular, acredita-se que tenha uma antipartícula correspondente, com massa igual e carga oposta. Quando uma partícula e sua antimatéria se encontram, elas se aniquilam mutuamente e se tornam energia pura.

O CERN (Organização Europeia para Pesquisa Nuclear) é o lar de outras famosas experiências de física, incluindo o maior acelerador de partículas do mundo – o Large Hadron Collider, ou LHC – e o experimento OPERA, que recentemente anunciou a detecção de partículas que parecem estar viajando mais rápido que a luz.

O novo projeto, chamado Extra Low Energy Antiproton Ring (ELENA) inclui cientistas do Canadá, Dinamarca, França, Alemanha, Japão, Suécia, Reino Unido e Estados Unidos. Sua construção está prevista para começar em 2013 e os pesquisadores pretendem produzir seu primeiro antipróton em 2016.

ELENA é uma nova unidade destinada a entregar antiprótons com o menor energia possível, a fim de melhorar o estudo da antimatéria.

Enquanto outros experimentos, como o LHC, focam na aceleração de partículas, ELENA vai usar um anel para retardar os antiprótons. Quanto mais devagar as partículas se moverem, os cientistas serão capazes de prendê-las antes delas se aniquilarem com partículas de matéria e desaparecem.

O anel desacelerador ELENA deve ser capaz de melhorar a eficiência com que antiprótons são presos. Este é um grande passo para a física da antimatéria, que não irá só melhorar o potencial de investigação das experiências existentes, mas também permitirá que o CERN suporte uma ampla gama de experimentos com a antimatéria.

As pesquisas futuras sobre o antipróton deve ajudar os cientistas a compreender a natureza fundamental da matéria e antimatéria e pode até oferecer esperança para o desenvolvimento de novas terapias de tratamento do câncer. Mais uma vez, dedos cruzados. [LiveScience]

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8 comentários

  • Jhonathah Maars:

    isso concerteza a antimateria e tanto eficaz como tratamentos
    como propulsoes nucleares, mais traz tbem consigo a nossa destruicão mais se estiver em maos erradas, o que vcs acham sobre a energia escura? ela contribue com a antimateria ou e um outro tipo de energia? fica minha duvida :/

  • websuffer:

    Jonanta, meu caro!

    Tem uma coisa que produziria ainda mais energia do que esse aniquilamento de matéria com anti-matéria.

    Zero point of energy.

    • Magnus:

      explique melhor.

  • Jonatas:

    O encontro entre partícula e anti-partícula produz, em sua anulação, uma energia assustadora. Não é atoa que a ficção científica adora usar a reação matéria-antimatéria como meio de propulsão eficaz para naves interestelares, e algo muito similar a isso pode marcar o futuro da tecnologia de navegação espacial. Durante as reações nucleares que mantém o brilho do Sol a cinco bilhões de anos, entre os resíduos da tranformação de hidrogênio em hélio, que passou por isótopos do hidrogênio (trítio e deutério), está o pósitron, o életron da anti-matéria, isso mesmo, um “elétron positivo”, que logo deve encontrar um elétron e se anular, liberando energia. Não sei se existe alguma possibilidade de reproduzir esses evento na Terra, como sonham os projetistas dos reatores Tokamake, mas seria uma energia tão alta que chega a ser irreal, difícil imaginar. Suficiente pra sustentar países inteiros durante décadas.

    • Jonatas:

      Com poucas gramas de antimatéria.

    • Samuel:

      “Suficiente pra sustentar países inteiros durante décadas.”
      VS
      “Suficiente pra destruir países inteiros durante décadas.”

    • Jonatas:

      Não. Usada pra destruição levaria poucos minutos, não decadas.

  • JOABe:

    precisam apenas de uma molecula de Carbono, para da certo.

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