Nova teoria finalmente explica a sensação de déjà vu

Por , em 24.08.2016

Todo mundo já experimentou pelo menos uma vez na vida o fenômeno do déjà vu, aquela sensação de que você já passou por/viu/sentiu aquilo antes.

Agora, os pesquisadores têm uma nova explicação para essa particularidade bizarra do cérebro. Segundo Akira O’Connor, da Universidade de St Andrews (Escócia), o déjà vu pode ser apenas resultado do nosso cérebro verificando seu próprio sistema de memória.

A pesquisa

Para realizar seu estudo, os cientistas elaboraram uma técnica para provocar artificialmente o déjà vu.

Eles apresentaram aos participantes da pesquisa uma série de palavras conectadas, sem revelar a palavra que as ligava. Por exemplo, em um teste, as palavras cama, travesseiro, sonho e noite foram todas apresentadas, mas o termo dormir, que liga claramente todas, foi omitido.

Para certificar-se de que os participantes não tinham ouvido a palavra dormir, os pesquisadores perguntaram se eles tinham ou não ouvido alguma palavra que começava com “D”, e eles obviamente responderam negativamente.

No entanto, quando os participantes foram mais tarde questionados sobre as palavras que tinham ouvido, a maioria pensava que se lembrava de ouvir a palavra dormir, apesar de saber que não tinham a ouvido, resultando em uma sensação estranha de déjà vu.

Verificação de erros

Usando ressonância magnética funcional, a equipe da pesquisa observou que, quando o déjà vu ocorreu, as regiões mais ativas do cérebro dos participantes não foram aquelas normalmente associadas à memória, como o hipocampo. Em vez disso, as áreas frontais, tipicamente envolvidas na tomada de decisão, se iluminaram durante a experiência de déjà vu.

Por conta disso, O’Connor acredita que essas regiões frontais provavelmente monitoram nossas memórias conforme elas são reproduzidas, à procura de erros em seu conteúdo. Como resultado, elas se tornam ativas quando detectam uma irregularidade.

Embora mais pesquisas sejam necessárias a fim de validar esta teoria, se estiver correta, ela sugere que o cérebro se envolve em controle de qualidade, monitorando suas próprias atividades, e sinalizando quaisquer erros que possam ocorrer.

Neste contexto, são as áreas frontais que parecem fazer a verificação de inconsistências entre o que lembramos que aconteceu e o que sabemos que aconteceu. [IFLS]

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2 comentários

  • EvandroJGC:

    Hahahahaha! Bem isso mesmo!
    Não passa de impressão.

  • Edgardo Prado:

    Ler seus posts, Natasha, é como ir ao estádio ou ligar a TV na época, para ver o Romário jogar. Certeza de que valia o investimento. Saudaçõ

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