Cientistas registram primeiro buraco de ozônio do Ártico

Por , em 4.10.2011

No início deste ano, a alta atmosfera sobre o Ártico perdeu uma quantidade sem precedentes de ozônio, tanto que as condições ecoaram o buraco de ozônio anual do lado oposto do planeta, na Antártida.

“Pela primeira vez, a perda ocorrida foi suficiente para ser razoavelmente descrita como um buraco de ozônio Ártico”, disseram os pesquisadores.

Na superfície da Terra, o ozônio é um poluente, mas na estratosfera forma uma camada protetora que reflete a radiação ultravioleta de volta ao espaço. Os raios ultravioleta podem danificar nosso DNA e levar ao câncer de pele e outros problemas.

Algum grau de perda de ozônio sobre o Ártico, e a formação do buraco de ozônio da Antártida, são eventos anuais durante os invernos respectivos dos polos.

Esses eventos são movidos por uma combinação de temperaturas frias e uma persistente destruição do ozônio.

As reações químicas que convertem químicos menos reativos em destruidores de ozônio ocorrem dentro do que é conhecido como vórtice polar, um padrão de circulação atmosférica criado pela rotação da Terra e temperaturas frias.

No inverno e na primavera passados, o vórtice polar ficou excepcionalmente forte, junto a um período excepcionalmente longo e frio.

O vórtice deste ano foi recorde: persistiu ao longo do Ártico a partir de dezembro até ao final de março, e as temperaturas frias estenderam-se a uma altitude extremamente baixa.

Em altitudes de cerca de 18 a 20 quilômetros, mais de 80% do ozônio presente em janeiro havia sido destruído quimicamente até o final de março.

A mesma dinâmica cria o buraco de ozônio sobre a Antártida. Mas acima do Polo Sul, o ozônio é completamente removido da baixa estratosfera todo ano.

Acima do Polo Norte, no entanto, a perda de ozônio é altamente variável e, até agora, tinha sido muito mais limitada.

Os países concordaram em acabar com a produção das substâncias em última instância responsáveis pela destruição do ozônio em 1987, com o Protocolo de Montreal. No entanto, esses poluentes, incluindo os clorofluorcarbonos, ainda permanecem na atmosfera.

Os cientistas acreditam que a perda de ozônio deve melhorar nas próximas décadas, conforme os níveis atmosféricos destes produtos químicos diminuem.

O aquecimento global está implicado na perda de ozônio no Ártico porque os gases de efeito estufa “prendem” a energia mais abaixo, aquecendo a atmosfera mais perto do chão, mas resfriando a estratosfera, criando as condições propícias para a formação das substâncias químicas reativas que quebram as três moléculas de oxigênio do ozônio.[LiveScience]

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16 comentários

  • CASTOR:

    eu acredito que tudo que se fala sobre a camada de ozonio é mentira … com algum objetivo eles querem amedrontar as pessoas para o futuro … não sei qual é o plano mais …
    nunca acreditei nesse terror todo que eles falam

    • Carlos:

      Você deve ser um cientista que está no segundo grau … cheio de verdades.

  • Amauri:

    Olha… Em Partes Discordo… Sim, ele forma-se sozinho, assim como tudo nesse maravilhoso planeta se Recria, porém leva tempo, e esse precioso tempo, requer paciência! Coisa que os Seres homanos parece que não têm!
    Assim como as florestas, os gases que nos protegem e nos ajudam a viver, se recriam em condições propícias, mas como dito, requer tempo…
    Se continuarmos poluindo, continuarmos com a destruição das matas, rios e afluentes…. Pode escrever, o ozônio vai tornar-se uma “espécie” em Extinção… O Precioso O3 pode acabar de Vez…

    • rodrigo gomes:

      como dito, ele se forma naturalmente nas camada superiores da atmosfera…

  • Glauco:

    O ozônio é criado naturalmente pela Terra com a presença dos raios ultra-violetas do Sol e é renovável. Não acredito que gases poluentes fariam alguma diferença num ambiente auto-sustentável como esse. Deve ser só mais um lobby da indústria…

    • Luiz:

      Então explica, a alteração do clima em todo planeta.

    • rodrigo gomes:

      é natural, sempre ocorre, como o amigo falou ai em cima, a terra é auto sustentável… tudo culpa da imprenssa sensacionalista.

      quem me negativar discordando q a imprensa nao é sensacionalista vá fazer favor d fazer serviços voluntários num prostibulo.

      e para os mais cétidos… Deus é ciência meus caros…
      só q muita coisa não temos capacidade de processar a informação, temos d criar novos conceitos, idéias e abstrações para entendermos os mais variados fenômenos…

      onde existe algo q deva ser entendido, existe um projeto…

      até mais paz a todos.

    • feio:

      …É,explica.então!

    • Glauco:

      Já expliquei.

    • Nik:

      Na natureza acho que tudo se renova né, mas é preciso “dar um tempo”. E como prega a crença humana… TEMPO É DINHEIRO! E DINHEIRO NUNCA É DEEEMAAAAIS!!!

    • Glauco:

      Essa história toda de gases do efeito estufa são lobby da indústria e da ciência para garantir mais uma forma de controlar as políticas e a forma de pensar das pessoas. Todo o calor que produzimos na Terra não chega nem a um milionésimo do que recebemos do Sol todo dia, e mesmo assim nossa atmosfera continua se resfriando à noite.

      Nosso ciclo de resfriamento é ótimo, o problema de queimarmos tantos combustíveis “fósseis” é que estamos consumindo o oxigênio do planeta e poluindo a Natureza. O que os cientistas chamam de aquecimento global nada mais é do que a Terra voltando ao seu ponto de equilíbrio termal após as grandes mudanças climáticas causadas a poucos milhares de anos atrás pela Era Glacial. Para o clima, assim para a geologia, 10000 anos não é nada.

    • Nik:

      Tem certeza? 10000 anos? Qualquer pessoa com mais de 50 anos (ou menos) pode dizer que antigamente não sentia tanto calor quanto sente hoje.

      Sendo verdade ou não o que você diz seria muita ignorância pensar que os humanos podem continuar tratando a Terra da forma que tratam hoje, ou então ignorar essa forma de manipulação que é o “efeito estufa” como você diz e ACELERAR AINDA MAIS o desenvolvimento industrial.

    • Glauco:

      Não dá prá dizer que a temperatura da Terra aumentou só pq uma pessoa com cinquenta anos nunca sentiu tanto calor na sua vida. Esse é um intervalo pequeno demais para tirar conclusões do tipo “nunca tivemos um clima tão quente nos últimos 10000 anos”, sendo que começamos a coletar dados de temperatura ao redor do globo apenas à partir do Século XVIII com a frota marinha inglesa. E temperatura e calor são duas coisas completamente diferentes: não existe nada de real em colocar um termômetro fora da janela e dizer que o calor aumentou só pq a leitura do termômetro mudou!

    • Nik:

      Ok, Glauco. Peço desculpas pela minha ignorância, me esqueci de que você nunca erra.

    • Glauco:

      Eu só repito o que os cientistas de minha confiança dizem…

    • Jonatas:

      As mudanças climáticas fazem parte da história da Terra. Tivemos extinções, aquecimento global e era do gelo. Realmente é ruim emitir gases poluentes e destruir florestas, mas não somos os causadores diretos das mudanças que acontecem, o que produzimos não é suficiente pra isso, pelo menos nessas décadas.
      Mas sabem como é a mídia, se um cientista disse que os gases que emitimos em rítimo crescente pode ameaçar o equilíbrio climático daqui a cem anos, imediatamente a mídia começa a propagandizar que teremos o apocalypse agora, e fazem um filme cheio de efeitos chamado “O dia depois de amanhã”, que não espera nem o depois de amanhã porque tudo acontece duma hora pra outra.

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