Civilização perdida é descoberta na Líbia

Por , em 9.11.2011

Enquanto jornalistas do mundo inteiro focam suas atenções na Líbia devido à crise política, um grupo de pesquisadores britânicos fez uma impressionante descoberta arqueológica no país do norte da África. Aparentemente, existe uma complexa civilização perdida instalada no meio do deserto do Saara, em um local longe de qualquer centro urbano da atualidade.

A investigação dessas evidências está sendo coordenada por pesquisadores da Universidade de Leicester (Inglaterra). A base das descobertas, conforme eles explicam, são imagens de satélite e fotografias aéreas. A área foi praticamente inexplorada durante o regime de Muammar Gadaffi, o que pode explicar o desconhecimento da região até hoje.

Apenas um grande lapso como esse explica que os objetos tenham ficado ocultos por tanto tempo: são mais de 100 vilas e fortificações rurais, todas com estrutura em formato de castelos medievais (o que inclusive tornou a pesquisa mais interessante para os ingleses, segundo o grupo de Leicester).

Conforme apuraram os arqueólogos, essa cidade perdida seria obra dos Garamantes, antigo povo sedentário que se estabeleceu em áreas que hoje pertencem ao território líbio. Os Garamantes teriam vivido o auge de sua civilização nos últimos 500 anos antes de Cristo, mas a maior parte de sua arquitetura acabaria sendo conservada.

O formato de castelo das fortificações foi apenas um dos fatores que impressionaram os cientistas. Eles descobriram prédios conservados de mais de 4 metros de altura, apesar da ação do tempo e do fato de serem feitos de tijolo de lama misturada com argila. Na observação, foi identificada uma região ampla, provida por um eficiente sistema de irrigação.

Há até pouco tempo, o senso comum da história atribuía aos Garamantes o papel de nômades bárbaros que causavam desordem no Império Romano. Esta descoberta, que indica um alto nível de civilização por parte deste povo, mostra que eles eram sedentários e possuíam uma sociedade mais bem organizada do que se imaginava.

O legado que descobertas podem deixar, conforme explicam os pesquisadores, são de interesse de arqueólogos, historiadores, e cientistas em geral. Além disso, proporcionam um forte ponto de identificação ao povo da Líbia, que resgata parte de sua história perdida. [LiveScience]

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19 comentários

  • Gecio:

    Este apelido de jumento e bem apropriado.

  • Angel:

    hype science, espero que postem mais fotos e informações assim que for possivel,nunca tinha ouvido sobre os garamantes, fico as vezes a pensar quantos mistérios ainda esperam para serem desvendados, e todo o conhecimento que com eles virá.

  • osmar leão:

    Os pesquisadores de todos tipo, cientistas dedicados , sempre descobrem novidades em todos os campos da ciencia. Arqueologia, paleoantrocpologia, biologia, e outros. Assim nós evoluimos.

  • Alex Keher:

    “Antigo povo sedentário” – Temos que ter mais atenção com o significado das palavras.
    Garamantes não tinham nada de sedentário. Eram mais avançados que a média em sua época e habilidosos construtores.

    A tradução errada pode induzir a erros críticos de interpretação.

    • EricoRec:

      Cara, “Sedentário” no texto, é no sentido de que eles tinham habitat fixo, não eram um povo nômade.

  • Lucyano Valdez:

    Eu que estudo tanto esses assuntos, nunca tinha ouvido falar desse povo. Pelo menos com esse nome: Garamantes. Seriam eles Garanhões???? rsrsrs.

  • JUMENTO:

    Inexplorada ou Respeitada por Muammar Gaddaf…???
    Até hoje estavam lá, quietinhos, com seus costumes, culturas, etc. Agora vem a “Civilização Avançada” meter o bedelho lá, da mesma forma que um dia fizeram com outros povos e até mesmo aqui no Brasil com os Indios. Daqui a pouco, fundarão Igrejas para catequiza-los, Templos Evangelicos para expulsar o Cão, Escolas… a Nathional Geografics fará reportagens que deixarão os telespectadores abismados e alegarão que eles estão atrasados e precisam acompanhar a evolução.

    • Glauco:

      Mano, essa civilização não existe mais.

    • JUMENTO:

      Valeu pela dica. Li e Reli o artigo e, associado com essa foto que mais parece a foto de um local com plantações, tive de deduzir.

    • Erico Rechenmacher:

      O troll não presta-se nem pra ler direito…

    • Samuel:

      Você é um jumento. Ótima escolha nominal.

    • Cesar:

      Jumento, o último Garamente morreu faz 2.500 anos. Não dá para catequisar nenhum deles…

    • Samuel:

      Poxa Cesar, devia ter deixado ele ir pra lá tentar !

    • Érica:

      Evolução? O que seria realmente evoluir? Criar uma sociedade de plástico, botos, viagra, petróleo e nenhuma ética?

      Não estamos evoluindo, estamos é marchando resolutamente para uma situação limite na qual teremos pouquíssimas chances de uma sobrevida digna e agradável. Pobre de quem está nascendo agora.

      Sete bilhões de seres humanos… sete bilhões de criaturas egóicas, violentas, ávidas por bens materiais e, geralmente, incapazes de fraternidade e de harmonia.

      Para se chamar realmente “evolução”, o progresso humano precisaria ser integral: tecnologia + espiritualidade + ética + filosofia… tudo em igual proporção.

      Mas não, estamos crescendo apenas no quesito TER e não no aspecto SER… e isto não vai dar certo.

    • Érica:

      Sorry…. o correto seria: Criar uma sociedade de plástico, botoX, viagra, petróleo e nenhuma ética?

      rssss…. os pobres botos são sempre bem-vindos!

    • Marcos – DF:

      Infelizmente, concodo com voce !!!
      Pobre mundo …
      Abraços

    • Garcia da montana:

      O jumento o artigo é sobre uma civilização antiga ,Eu respeito sua preocupaçao com as comunidades primitivas e a penetração de idéias novas sem respeito pela cultura autoctone,Creio que tu leu o artigo e ja ficou revoltado e não terminou a leitura

    • Marcos – DF:

      Garcia,
      legal sua resposta ao colega – voce o fez com respeito e ponderação !
      Abraços

  • Glauco:

    É claro que essa civlização se instalou nessa região quando o Saara ainda era uma região fértil e cheia de vegetação. O Saara se tornou deserto nos últimos 2700 anos depois de uma grande devastação que acometeu todo o planeta Terra ao mesmo tempo.

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