Criatividade é mais estimulada por leitura ou videogame?

Por , em 14.02.2012

Quem é mais criativo, os leitores assíduos ou viciados em videogames? Para a escritora Lucy Prebble, os videogames estimulam mais a criatividade do que os livros. Ela é conhecida por atacar o estereótipo popular que vê adolescentes que jogam videogame como sedentários que passam seus dias atirando em inimigos virtuais enquanto comem Doritos ou batata frita.

O que estimula mais a criatividade?

A escritora afirma que jogar videogame requer um maior envolvimento e mais contribuição criativa do que ler um livro ou assistir um filme, e também oferece mais oportunidades para ser ativo e sociável.

Ao invés de serem vistos como vilões, os games devem ser vistos como uma forma de arte, pois aumentam nossas emoções e estimulam nossa criatividade, de acordo com Prebble. Ela alertou que existe um “terror da classe média” quanto aos games, porque eles são geralmente associados ao ócio, obesidade e sedentarismo. Muitos pais também têm receios sobre o conteúdo violento de alguns jogos.

Prebble disse que videogame é parecido com o ato escrever, atividades criativas muito diferentes de ver filmes ou ler livros. Nos jogos, as pessoas têm que tomar decisões e influenciam na história. Além disso, games possibilitam mais sociabilidade, pois é possível jogar videogame com várias pessoas, ao contrário da leitura, que é uma atividade solitária.

Os videogames têm sido frequentemente acusados de uma série de questões negativas, incluindo os níveis de obesidade, violência, comportamento antissocial entre adolescentes e o declínio nas tradicionais atividades ao ar livre. Professores também manifestam preocupação de que ficar acordado até tarde jogando pode prejudicar o desempenho escolar das crianças.

Essa má reputação dos videogames ignora que a maioria dos jovens da mesma idade joga os mesmos jogos, mas não confundem a ficção com realidade, argumentou a escritora. Existe muito medo por trás dos videogames, mas eles sem dúvidas podem ser interessantes para o desenvolvimento criativo. [Telegraph, Foto de Taylor McBride]

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31 comentários

  • paulascm:

    hm… acho que faltou a reportagem nos contar como a tal escritora chegou a essa conclusão.
    observou os próprios filhos? é professora? é pesquisadora?

  • João Paulo:

    O ato de jogar videogame não elimina o ato da leitura, existem livros feitos para jogos, e sobre jogos.

    Embora a maioria dos leitores possa não jogar videogame(com isso não desenvolvendo uma visão para argumentar na área gamer, seus prós e contras)a maioria das pessoas que jogam videogame estão por aí nas bibliotecas, praias e museus. Não ficam trancafiadas em casa todo o tempo.

    Coordenação motora não cai do céu e todos que jogam sabem da sua vantagem no poder de observação e na habilidade com as mão, sem contar nos reflexos.

    Enfim, quem não joga não sabe nem do que está falando. Quem joga está jogando no seu lado e no outro!

  • Henrique Martins Botelho:

    Mais um motivo para min jogar Combat Arms.rsrsrsrsrs

  • Rubens Junior:

    A discussão é boa… e oportuna.
    Realmente eu acho que tanto os livros, quanto os videogames, não incitam a violência.
    Existem livros violentos, e também videogames violentos.
    Existem livros ruins, e videogames ruins.
    A verdade é que a sociedade gosta de rotular, mas há pessoas que já possuem pré-disposição para a violência, advinda de vários fatores (até mesmo genéticos).
    Então, culpar livros ou videogames, é totalmente sem fundamento.
    Na minha modesta opinião, eu acredito que vai da preferência pessoal de cada um. Eu fico com os dois. Embora goste muito mais de ler e pesquisar na internet, com várias fontes, e quando o assunto me interessa muito eu adquiro algum livro. Com o videogame é a mesma coisa, só que muito mais interativa que um livro. O que o texto acima abordou eu concordo plenamente, e socialização ocorre muito naturalmente.
    Só para exemplificar, Existe um jogo de dança (Dance Central 1 e 2), que mesmo quem nem curte videogame, adora ficar pulando na frente da TV. Aqui em casa as festas não são mais as mesmas. Todo mundo se diverte, mesmo sem saber dançar muito. É um verdadeiro anti-stress, se sociabiliza, e você ainda se exercita.
    Mas vale a máxima, “mente sana, corpore sano”. O importante é o equilíbrio. Tudo é válido, mas sem exageros.
    Afinal, não estamos mais na era medieval.

    • Eli Heber Oliveira:

      Esses games de dança são interessantes e saudáveis mesmo, mas a pergunta é: game estimula mais a criatividade que livro (e de quebra cinema)?… olha, acho que não. Penso que a imagem já está alí e normalmente corporificada de uma forma que embora seja bonita, é gráfica e superficial demais, e mesmo considerando a dinâmica de interfaces, existem limitações e nada pode ser mais pessoal que a criatividade humana em suas várias contextualizações individuais, como numa proposta de leitura. No cinema a imagem também já está alí, mas se o filme for bom, além de uma linguagem estética mais apurada e além dos efeitos especiais, muito provavelmente ele superará e muito um bom roteiro para jogos de videogame pois a intenção deste é divertir. Cinema é a maior diversão! dizia a embrafilme, mas isso não cabe para todos os filmes (ou livros), pois muitos vão além da superficialidade e não que eu seja contra diversão, certo? agora me aponte um jogo de videogame que não tenha como prioridade a diversão?… estão errados? não!… é como dizem: cada um no seu quadrado…

  • aguiarubra:

    Nossa, mas que “pérola” neo-liberal!

    Do jeito que está escrito, jogar videogames vai fazer essa molecada entender “equações diferenciais” depois de um bom joguinho “criativo” num video game qualquer.

    É isso aí: “videogame” é a solução para o descalabro da educação brasileira.

    Livro? Ah! Isso é obsoleto!!!!! Prá quê ler, escrever e contar, quando os videogames “resolvem tudo” pro moleque!

    Bárbaro.

    • Fernando Nickel:

      Pelo visto vc n é nem um jogador e muito menos um leitor assíduo. Se vc tivesse pelo menos o costume de ler alguma coisa, vc teria a habilidade de interpretação, pois o texto não passa nem uma letra do q vc postou. Eu pelo menos não intendi em parte alguma do texto q “videogames resolvem tudo pro moleque” ou “videogame é a solução…”. Enfim, é sobre esse tipo de preconceito q o texto se refere. Bárbaro esse tipo de pensamento, hein..
      O q eu consegui absorver do texto é q o videogame, ao contrario do q dizem, é um ótimo estimulador pra varias áreas do comportamento humano, como exemplo a sociabilidade e criatividade. Coisas q eu concordo. Um videogame te da imersão total em uma estória, ao contrario de um livro em q vc não passa de um expectador. Isso te da um melhor desenvolvimento das funções cognitivas, memória, raciocínio, atenção, percepção, juízo, imaginação, pensamento e linguagem.
      Não estou dizendo q o livro n ajuda nesses quesitos, mas o livro n chega ao mesmo nível de um jogo.
      Procure pesquisas sérias relacionadas ao assunto, vc vai ver alguns resultados q vão te surpreender.

    • aguiarubra:

      Fernando Nickel

      Artigos como esse que tentam “levantar a moral” de brinquedos eletrônicos, ainda mais apelando para o aumento da “criatividade” de quem joga videogame, tenta esconder a brutal realidade de que a maioria da juventude brasileira não tem competência para sobreviver no século XXI (ou seja, não se perde tempo jogando videogame, mas ganha-se dinheiro CRIANDO EMPRESAS DE VIDEOGAME), tendo em vista os resultados lamentáveis do PISA que, este sim, mostra o quanto nosso povo é alienado com “pão e circo” na versão contemporânea.

      Aqui https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=1&cad=rja&ved=0CC4QFjAA&url=http%3A%2F%2Fwww.estadao.com.br%2Fnoticias%2Fvidae%2Cbrasil-melhora-em-avaliacao-internacional-mas-continua-um-dos-piores-do-mundo%2C650526%2C0.htm&ei=bdz1UfS7J4-29gTpgoHQDw&usg=AFQjCNFlh84PEaJb2SEePj0zJAqxf6rGIg&sig2=fMSrgH5F7fdq43wiSXwK3A&bvm=bv.49784469,d.eWU vai um pequeno trecho dessa sordidez que vc nem sabe que está a defender em seus argumentos:

      ESTADÃO EDUCAÇÃO: “Brasil melhora em avaliação internacional, mas continua um dos piores do mundo”

      “…A matemática ainda é o ponto mais fraco dos estudantes do País. Apesar de ter subido 16 pontos, a média nacional – de 386 – ainda fica 111 pontos abaixo da média da OCDE. Em ciências, a média brasileira subiu 15 pontos e chegou a 405, enquanto em leitura, onde houve a maior evolução – 17 pontos -, alcançou 412.

      Os melhores números, no entanto, ainda deixam uma boa parte dos alunos pelo caminho. Em leitura, quase metade dos brasileiros avaliados alcança apenas o nível 1. Em três anos, houve uma melhoria de apenas 6 pontos percentuais. O nível 1 significa que esses adolescentes são capazes de encontrar informações explícitas nos textos e relacioná-las com o dia-a-dia deles. E só. Não são analfabetos, mas têm somente o grau mínimo de habilidade de leitura.

      Em matemática, 69% dos estudantes do País chegam apenas ao nível 1, contra 73% em 2006. Esses jovens não conseguem ir além dos problemas mais básicos e têm dificuldades de aplicar conceitos e fórmulas. Na avaliação da OCDE, eles teriam inclusive dificuldades de tirar proveito de uma educação mais avançada.

      Em ciências, 54,2% dos brasileiros avaliados ficaram no nível 1 – ou seja, conseguem apenas entender o óbvio e têm enormes dificuldades de usar ou compreender essa disciplina. Em 2006, 61% estavam nesse patamar…”

      E isso é só a ponta do iceberg dessa miséria mental perpetuada por jogos de videogame. A coisa é muito pior!

      Vide: https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=9&cad=rja&ved=0CF4QFjAI&url=http%3A%2F%2Fwww.udemo.org.br%2F2011%2FDestaque11_0111_Sem-computador.html&ei=NN31UdTPEove8wTPvIDIBg&usg=AFQjCNEWnr2zuIbRlqX2BrPwx_myqasbwA&sig2=y7Z2U6p-pcx2zwY46bqNjA

      Matéria publicada na Folha de São Paulo, 29 de outubro de 2011:
      “No Vale do Silício, uma escola sem tecnologia, com agulha de tricô”

      FOCO

      MATT RICHTEL
      DO “NEW YORK TIMES”,
      EM LOS ALTOS, CALIFÓRNIA

      O vice-presidente de tecnologia do eBay matriculou seus filhos em uma pequena escola de Los Altos. O mesmo fizeram funcionários de gigantes do Vale do Silício como Google, Apple, Yahoo! e Hewlett-Packard.

      Mas as principais ferramentas de ensino da escola nada têm de tecnológico: caneta e papel, agulhas de tricô e, ocasionalmente, argila. Nenhum computador à vista. Nenhuma tela. (????)…”

  • Flor de Lis:

    Pra mim são os livros. Os universos que eles nos mostram e aos quais nos transportam são únicos. Infelizmente, muitos dos jogos de videogame estimulam a violência; como se essa já não estivesse tão presente em nosso dia-a-dia e não fosse extremamente repudiada. Os livros são ótimos companheiros, além de nos tornarem mais cultos e descortinarem nossas mentes para novas idéias. Viva a leitura!

    • Andy:

      Concordo sobre os livros mas discordo sobre que os jogos estimulam a violência. Isso é um grande equívoco, pesquisas sugerem exatamente o contrário, muitos usam o videogame para extrapolar o estresse diário e com isso diminuem o nível de violência na vida real.

    • eduardo:

      Exatamente, Andy…
      Essa idéia distorcida de que os games violentos incitam a agressividade é um equívoco imposto, principalmente, pela mídia…
      Talvez vcs não lembrem, mas tudo começou com o caso de um rapaz que invadiu um cinema em SP atirando à esmo e matando várias pessoas. A polícia descobriu que ele jogava Duke Nuken 3D, e nesse jogo há uma passagem que leva a um cinema. Quando essa informação chegou à imprensa, as pessoas “chegaram à conclusão” de que o jogo influenciou o rapaz a cometer o crime.
      Mas ora, esse era o jogo do momento, naquela época. Quem tinha um PC em casa, tinha esse jogo também. Então por que o caso desse rapaz foi isolado?
      Por que não aconteceram outros crimes associados à violência desse jogo?
      E ainda, o fato de que ele sofria de distúrbio mental ficou em segundo plano.

      Em suma, se os jogos violentos incitassem a agressividade nas pessoas viveríamos cada um com uma arma na cintura, pronto pra atirar nos nossos “inimigos” na rua.

    • Flor de Lis:

      Eu não disse que os jogos estimulam a violência (num sentido generalizado como vc entendeu); eu disse que ‘muitos dos jogos estimulam a violência’; e isso é fato viu… não tente negar.

    • Flor de Lis:

      Andy e Eduardo, eu continuo dizendo: não generalizei, falei q muitos dos jogos incitam comportamentos violentos; e eu não to doida não…tem fundamento o q eu disse.

    • eduardo:

      Ok, girl!
      You win’s!

    • eduardo:

      Finish him!
      .
      .
      .
      .
      Fatallity!

    • Igor:

      Dizer que jogos violentos estimulam a violência eh uma agrande ignorância, desde quando isso eh ”fato”?Existem pesquisas que comprovam o contrario, e vc nao tem nenhuma de respeito que comprove oq diz, isso eh o mesmo que dizer que praticar uma luta estimula a violência, quando vc pratica atividades que envolvem a violência vc descarrega a violência que existe dentro de vc, pessoas que matam e estupram tem problemas mentais, e não eh culpa de jogo nenhum.

    • Dani:

      Todos acusam videogames à violência.
      Muito pelo contrário, na minha pessoal opinião.
      Você pega um GTA, um Call of Duty, e sai matando todo mundo, você se ajuda a descarregar sua raiva num jogo e não na vida real. Quem comete crimes reais por influência de videogames tem problemas psicológicos.
      Isso é minha opinião.

    • Igor:

      Diz isso pq não joga videogame, livros não requerem o envolvimento de um jogo.

    • Shauan Dos Santos:

      Vc Disse Que videogames causam a violencia né ? entao no caso eu teria de jogar um jogo de tiro(FPS) ou um de luta qualquer né ?

    • Shauan Dos Santos:

      Entao um jogo de futebol me torna um crack de futebol né ? e um puzzle me torna eistein ? e um jogo de construção me torna engenheiro ?

    • Shauan Dos Santos:

      Ideia de uma pessoa leiga no assunto games … desculpa mas acho que voçe nunca jogou videogame na vida …

  • eduardo:

    Acho que deve haver uma dosagem entre os dois… livros não só ajudam a ter mais criatividade – já que nos fazem imaginar o universo a que estamos lendo – como também é essencial para que possamos falar corretamente e entender palavras as quais não estamos habituados a ler em jornais.

    Já os games, quando jogamos com seriedade e concentração, nos força, inconscientemente, a entrar de cabeça na história.
    Há um envolvimento muito mais interativo em relação ao livro. Algumas vezes eu até me sinto como se fosse o protagonista do jogo.

    Sou viciado em Assassin’s Creed… já zerei todos os títulos pra PC e ainda estou lendo o livro…
    Isso até me encorajou a escrever um livro também.

    Enfim, acho que os dois são de suma importância para a critatividade… só tem que saber equilibrar entre um e outro.

  • Ferreira:

    Os livros estimula mais a criatividade,os jogos de hoje em dia são todos iguais e repetitivos só estimula a preguiça.

  • Diogo dos Santos Vieira:

    Faço os dois e uso o vídeo game mais pra tira o estresse e alivia um pouco a cabeça de tantos pensamentos.
    Sempre gostei de jogos com puzzle e uma jogabilidade razoável e resolvendo os problemas das missões me faziam a força a cabeça pra entender como “a coisa” funcionava e ajudou muito na parte de logica.
    Raciocínio logico juntando com o hábito de leitura que ajuda a desenvolver textos podem fazer pessoas criarem histórias mais realistas pois ela iria imagina todos os detalhes não só o enredo e os personagens como toda atmosfera que envolve uma história.

  • Thiago Moreira:

    Para mim os dois são bons, nos livros você pode imaginar e lapidar os personagens a partir do que você lê e nos jogos é você que faz a história se desenvolver, tudo já esta la pronto mas você que determina o que acontecerá. Confesso que gosto mais de livros!

  • Nik:

    Não sei se é só comigo, mas minha criatividade é geralmente estimulada pela profunda experiência em algo.

    Creio que quanto mais idéias e noções uma pessoa conseguir absorver de “algo”, mais a sua criatividade irá se “expandir”. Simples assim.

    • Andy:

      Acho que nunca tinha pensado nisso, mas estou tentado a concordar plenamente com sua hipótese.

  • epivametal:

    O livro com certeza, tenho 31 anos, e já perdi a conta de quantos livros eu já li, e quantos jogos já joguei, jogo desde 1985 quando tinha um atari, e leio desde os 12 quando comecei a ler com a serie vaga-lume. Os livros são como drogas entorpecentes, que fazem seu cerebro viajar em dimensões irreais tão reais, que as vezes nos confundem o espaço tempo de nossas vidas. CARAMBA LINDO ISSO QUE ESCREVI NÃO!!!!!!

    • Dacio:

      Oh, Oh, Oh, William Shakespeare !!!

      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  • Paulo Eduardo:

    Os dois estimulam a criatividade! esses dias eu criei um jogo de tabuleiro e conseguir elaborar a mecânica e os personagens do jogo graças aos jogos de videogame que joguei e tambem conseguir concretizar os complementos do jogo utilizando programas de arte gráfica ex: photoshop e illustrator, e foi lendo as apostilas que aprendi a mexer nesses programas! mas nem tudo que você lê e joga favorece a sua criatividade! Há muitas coisas irrelevante nesse mundo!!

    • aguiarubra:

      Aí, sim, um excelente exemplo de criatividade, inspirada nos jogos de videogame!

      Dou-lhe meus parabéns!

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