Desvendando os maiores mistérios de Mercúrio

Por , em 16.06.2011

O planeta Mercúrio é coadjuvante no sistema solar. Nem tão badalado quanto o vizinho Marte ou Saturno e seus aneis, Mercúrio possui ainda um empecilho geográfico que o impede de ser mais conhecido por nós: em virtude de ser o planeta mais próximo do sol, tem sido difícil estudá-lo ao longo dos séculos.

Telescópios têm de lidar com o brilho do sol, enquanto as sondas espaciais – puxadas pela gravidade do sol – precisam gastar muito combustível para retardar sua velocidade e conseguir mais dados do que uma simples fotografia borrada. Tudo isso contribui para que tenhamos várias dúvidas sobre esse planeta.

Porém, o estabelecimento da nave Messenger no planeta, em março deste ano, pode ajudar a responder alguns desses mistérios. Confira:

Alta densidade

Mercúrio é o segundo planeta mais denso do sistema solar, apenas um pouco atrás da Terra. Os cientistas acreditam que Mercúrio tenha um núcleo gigante, o correspondente a dois terços de sua massa. Na Terra, o núcleo corresponde a apenas um terço.

De acordo com Sean Solomon, principal investigador da missão Messenger, a origem da densidade é antiga. “Colisões entre corpos rochosos no início da história do sistema solar provavelmente derrubaram algumas das camadas externas menos densas de Mercúrio, deixando apenas o material pesado”, explica. Análises químicas feitas pelo Messenger da superfície de Mercúrio – que serão divulgadas em breve – deve confirmar (ou não) essa teoria.

Proteção magnética

Além da Terra, Mercúrio é o único outro planeta do sistema solar de interior rochoso a ter um forte campo magnético (embora possua apenas cerca de 1% da força de Terra). A existência de um campo magnético não é uma questão trivial planetária – o nosso nos protege contra a radiação prejudicial do sol. Solomon descreve o campo magnético da Terra como “o nosso guarda-chuva contra a radiação”, sem o qual seria muito difícil o desenvolvimento ou a manutenção da vida.

Os investigadores acreditam que o campo magnético de Mercúrio é gerado pelo mesmo processo que o da Terra. A sonda Messenger irá mapear a geometria do campo em detalhes, o que deve ajudar os cientistas a precisar a sua origem.

Mercúrio congelado?

O tórrido planeta não é o último lugar onde você pensaria em procurar gelo, certo? Pois algumas crateras nos polos de Mercúrio parecem discordar. Elas estão em uma sombra permanente, onde a temperatura pode chegar a menos 170 graus Celsius.

“Essas armadilhas congeladas e profundas podem conter muito mais gelo do que os depósitos encontrados na lua”, compara Solomon. Isso significa que, no sistema solar, a água está em toda parte, pelo menos como molécula”, diz.

Atmosfera renovável

Embora seja o menor planeta e, portanto, possua pouca gravidade, Mercúrio tem uma atmosfera, ainda que não muito consolidada. O que é ainda mais estranho é o fato de que os gases que compõem essa atmosfera estão escapando do planeta.

“De alguma forma, o ambiente de Mercúrio tem de ser constantemente renovado”, explica Solomon. Os cientistas acreditam que o material capturado a partir do “vento solar”, a corrente de partículas que saem do sol, contribui para esse fenômeno, bem como a poeira levantada pelo impacto de micrometeoritos.

Causa do Juízo Final?

Mercúrio já tem a órbita mais excêntrica (meio oval, em termos astronômicos) de todos os planetas do nosso sistema solar. Simulações computacionais recentes mostram que, ao longo de alguns bilhões de anos, essa órbita pode se tornar ainda mais excêntrica e Mercúrio teria 1% de chance de colidir com Vênus ou com o sol.

Mais preocupante que isso é a probabilidade de a órbita caótica de Mercúrio perturbar as órbitas dos planetas de tal forma que Mercúrio, Vênus ou Marte podem colidir contra a Terra – um cataclismo de proporções verdadeiramente apocalípticas.[Life’sLittleMysteries]

LEIA TAMBÉM: O INCRÍVEL PLANETA QUE ENCOLHEU

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22 comentários

  • nata:

    obrigado

  • Rogério:

    É incrível como achamos que conhecemos TODAS as leis da física. Podem e devem existir ainda algum fenômeno da física que não conhecemos e, não podemos prever quase nada no universo. Criação e “funcionamento” de um buraco negro, matéria escura, etc.

  • José:

    Pois, isso são apenas hipóteses, mas quando acabei de ler o Artigo, confesso que fiquei terrificado, sobretudo com a leitura do ultimo parágrafo.

    • crys:

      Eu tambem ficaria,se fosse viver bilhoes de anos.

  • EltonPaes:

    Eu só acho que é muito cedo pra fazermos especulações a respeito, não sabemos de quase nada ainda pra ficar falando, todos os nossos comentários são leigos!
    Pelo menos eu tenho ideia disso.

  • Jonatas – RE:

    Marcelo
    Não me referi a ninguém em específico nem a ti, só às pessoas que escrevem besteira nos comentários dessas matérias, querendo ridicularizar a ciência e a astronomia. Nem cuidei o português, isso era só uma mensagem ( e não uma tese de mestrado) pra compartilhar conhecimento e ouvir outras idéias, não para discriminar alguém. Cara!!! exageraste.

  • Jonatas – RE:

    Os fenômenos orbitais envolvem uma complexa matemática. Por exemplo, antes havia um modelo totalmente confiável da formação do Sistema Solar. Os materiais mais pesados formaram planetas rochosos perto do Sol e os mais leves e voláteis formaram os Gigantes Gasosos. Até que se começou a observar outros sistemas e se encontrou gigantes como Júpiter colados em seus sóis, muito mais próximos de sua estrela que o próprio Mercúrio. Daí todos os antigos modelos de formação planetária e orbital foram abalados. Aqui no Sistema Solar, as gravidades dos planetas mantém o equilíbrio junto com seus vizinhos, o que os astronomos chamam de ressonância. se abalada, é difícil prever o que aconteceria.

    • gargwlas:

      ok.. só q esse gigantes gasosos perto dos seus sois nao poderia indicar uma força gravitacional da estrela forte o suficiente para ter engolido os planetas mais proximos?

      e esse gasoso visto nao estaria na mesma condição, de ser engolido por sua estrela mae?

    • Jonatas – RE:

      não, até que são estrelas como o Sol, mas de fato, esses planetões provavelmente seráo devorados, eles devem já estar perto de se desmanchar, tem um que por essas condições se expandio, tem quase o dobro do tamanho de Júpiter e metade de sua massa. Esses gigantes chamam-se Júpiteres quentes. Não sabemos se o Sol já não engoliu algum..

    • larissa:

      é verdade concordo plenamente[…]

  • Jonatas – RE:

    Se não nada inteligente a dizer, não diga nada.

  • Marcelo M.:

    Jonatas,

    Uma dessas pessoas às quais você se referiu (eu, naturalmente) tem algo a dizer: que tal prezar pela correta gramática e ortografia? Um pouco mais de cultura e erudição não faz mal a ninguém…

    Por exemplo:

    – “As colisões planetárias, se viessem a ocorrer, seriam…” ou “As colisões planetárias, se vierem a ocorrer, serão…” em vez de “As colisões planetarias, s vierem a ocorrer, seriam…”;

    – “desequilíbrio” em vez de “desiquilíbrio”;

    – “de novo” em vez de “denovo”…

    Além disso, há bastante confusão nos tempos e modos verbais empregados…

    E que tal um pouco de ética para respeitar os que têm opiniões diferentes das suas? Afinal, a Constituição de 1988 garante liberdade de expressão…

    De qualquer maneira, como o comentário veio de uma dessas pessoas às quais você se referiu, provavelmente você não fará caso do que escrevi…

    • Jonatas – RE:

      Inventou essa dos erros de português pra ter o que escrever. É claro qu sempre alguem escreve algo idiota, o exemplo está aí. É claro que tem erros de português não é uma dissertação de mestrado é só uma mensagem rápida. Bah… O artigo é de astronomia, não de ortografia e gramática. Acho ridículo citar o nome das pessoas para falar mau delas, nada a ver…

    • Jonatas – RE:

      Marcelo
      Não me referi a ninguém em específico nem a ti, só às pessoas que escrevem besteira nos comentários dessas matérias, querendo ridicularizar a ciência e a astronomia.

  • João Paulo:

    Jônatas, parabéns pelo comentário! Realmente é horrível ler porcarias em vez de comentários brilhantes como o seu!

    Tinha ficado muito preocupado, pois pensava os eventos previstos ocorreria daqui a milhões de anos, mas depois eu li em outro artigo que seria daqui a bilhões de anos. Ufa, vou dormir aliviado!

  • gargwlas:

    é bem possivel sim… o pessoal que esta falando mal da noticia com certeza não esta levando em conta que não é somente o sol que tem gravidade.. todos os planetas o tem

    se fosse o contrario… com certeza o sol ja teria “sugado” todos os planetas

  • Jonatas:

    Louco? eu disse que haveriam comentários idiotas depois do meu. Ainda escreve em inglês achando que eu não entenderia, é sem duvida alguma infantil. Eu não disse que essas coisas vão acontecer, seu ridículo, eu disse que existe remota possibilidade, ao contrário dos bestas que acham que um planeta nibiru vai chocar com a terra. e dos bestas imcapazes de fazer seu proprio comentário e ficam se metendo nos dos outros. vai estudar um pouco antes de vir bancar o besta.

  • Nuno Ribeiro:

    Tens uma imaginação enorme mas acho que estás a pensar bem é provável que assim seja.cumps

    • Jonatas:

      Não é imaginação meu amigo. tudo que descrevi são fenômenos orbitais possíveis, mas com menos que 1% de chance.

  • Wong Kong Fu:

    Qualquer coisa a gente chama o goku que faz uma genki-dama e repele Mercúrio para não colidir com a Terra…

    • Jonatas:

      mas só o Mr Satã, o Lula ou o Hitler podem convencer as pessoas da Terra e reunirem este poder!!!

  • José Calasans:

    Temos que unir nossas forças,recursos científicos etc…para entender melhor o funcionamento da mecânica celeste,pois de uma hora para outra pode acontecer algum fenômeno que não estejamos preparados pare uma resolução eficaz.

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