É a ciência fonte de todos os males?

Por , em 25.03.2013

Algumas questões do senso-comum que propalam a negação da ciência:

Em alguns dos e-mails que tenho recebido de meus leitores, e mesmo em posts de fóruns científicos que participo tenho observado a repetição das mesmas questões oriundas do senso comum e que como “negação da ciência” demonstram uma inquietação e até mesmo um inconformismo pelo estado de coisas no mundo de hoje.

Ameaça nuclear, poluição, armas químicas, drogas nas ruas. Será que o mundo piorou depois que se tornou mais científico e tecnológico?

Em outras palavras, seria a ciência ou a tecnologia que ela propicia as responsáveis pelos males que assolam nossa realidade mais imediata?

Em respeito a esses questionamentos efetuados pelos meus leitores, e mesmo discordando em muitas vezes de sua forma de pensar, quero agradecê-los, pois é por meio do debate, pela contraposição de argumentos que ativamos nossa inteligência e aguçamos nosso espírito crítico.

Compilei alguns questionamentos mais recorrentes e vou postá-las na forma de artigos. Aqui estão os primeiros:

1. É difícil, confuso ou complicado conceituar ciência. Afinal ela é “cheia” de subdivisões.

Pelo contrário, a ciência é definida com precisão, mesmo com todas as suas subdivisões. Seu conceito completo é ensinado a partir do 9.o ano do ensino fundamental e é assim enunciado:

“A ciência constitui todo um corpo de conhecimentos socialmente construído e historicamente acumulado pela humanidade e que atende aos seguintes pré-requisitos: ser dotado de objetividade e universalidade e estar sujeito à falseabilidade ou à comprovação, por meio de observações da natureza, e/ou experimentos e/ou pela aplicação da lógica e de seus recursos matemáticos como preconiza o método científico (tema abordado em meus últimos quatro artigos)”.

2. A ciência e a tecnologia são as responsáveis pela deterioração da qualidade de vida da sociedade como um todo. Veja o problema da poluição, o aquecimento global, as armas nucleares e as guerras, o estresse e a violência crescente nos grandes centros urbanos, o egocentrismo, etc. – tudo isso é provocado pelo materialismo que a ciência propiciou.

As agressões aos ambientes natural e social, a escalada bélica, o individualismo, o egocentrismo, a ambição, o materialismo, o exercício do poder para controlar as pessoas, etc. não são problemas meramente científicos ou tecnológicos. São questões políticas, filosóficas e éticas.

Para algumas questões existem soluções científicas e tecnológicas, como é o caso da poluição da água, por exemplo; Existem inúmeras técnicas de tratamentos do esgoto doméstico que são eficazes e dominadas pela ciência básica há mais de cinquenta anos. Porém, por que não são colocadas em prática?

É culpa dos políticos diz o povo. É culpa do povo dizem os políticos.  É culpa da ciência e da tecnologia dizem alguns.

Quais são os responsáveis?

a) Será que o problema do esgoto foi criado pelos cientistas?
b) Ou é o consumismo e materialismo exacerbado, apoiado por um modelo capitalista predatório que só valoriza o capital em detrimento da natureza e do trabalho?
c) Ou é a inconsciência e egoísmo de boa parte da população humana que não quer se dar o trabalho de pensar sobre a influência de seus atos individuais sobre a coletividade?
d) Ou é a explosão demográfica aliada ao crescimento desordenado das grandes cidades e à falta de preparo de nossos governantes?
e) Ou é a ambição desenfreada de uma pequena parcela da população que explora, subjuga e usa seus semelhantes e pouco se importa com a coletividade e o ambiente?

Ou todas as anteriores são verdadeiras?

Ora, o esgoto é produzido pela população. E seu descarte deveria ser um problema presente na lista de prioridades dessa mesma população. Porém, não é isso que acontece.

Todo o prefeito alega que se ele investir em saneamento básico acaba “enterrando” sua gestão, pois boa parte da população prefere “ver” as obras de sua cidade, como pracinhas e asfalto nas ruas e prefere desconhecer ou ignorar as implicações da poluição dos rios de sua cidade.

Ainda, boa parte dessa mesma população despreza o ensino de Ciências e tem verdadeira aversão por Matemática, Química, Física e Biologia quando frequentam as escolas:

“Se tem que pensar” – dizem alguns. “-Então estou fora!”

Isso sem contar com a classe de eleitores que “vendem seus votos”, dos políticos e empresários corruptos em conluio para desvio de verbas e outros absurdos que se somam também como questões éticas, e muitas vezes  jurídicas e até policiais.

Ora, tenho que repetir: juízo de valor, equanimidade, questões de moralidade, bem versus mal, etc. são reflexões, que entram no campo da política, da filosofia, da ética e também das religiões.

Assim como na escalada bélica, no materialismo dominante, na violência urbana, a ciência e a tecnologia tem sua participação na gestão e na solução do problema, mas não é, a meu ver, sua fonte determinante.

Seria um problema exclusivamente científico ou tecnológico se fosse possível vacinar toda a humanidade contra a inconsciência, ignorância ou falta de caráter.

Mas, infelizmente, essa vacina ainda não foi inventada!

(Não perca o próximo artigo sobre “A Negação da Ciência”!).

 

-o-

[Leia os outros artigos de Mustafá Ali Kanso]

 

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Foi premiado com o primeiro lugar no Concurso Nacional de Contos da Scarium Megazine (Rio de Janeiro, 2004) pelo conto Propriedade Intelectual e com o sexto lugar pelo conto Singularis Verita.

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46 comentários

  • Soul da Paz:

    Também achei muito interessante o comentário do EduG.

    O problema da Ciência não é a Ciência em si, mas como ela pode ser – e é – manipulada por interesses de grupos, sejam ideológicos, econômicos ou políticos. Fora as fraudes nas pesquisas científicas que estão aumentando assustadoramente.

    Vejam o que diz a matéria do Estadão do dia 24/03/2013 intitulada “Aumento de fraudes em pesquisas preocupa cientistas no mundo todo”

    Segue o link:

    http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,aumento-de-fraudes-em-pesquisas-preocupa-cientistas-no-mundo-todo-,1012525,0.htm

  • jorbs:

    Se há uma capacidade inesgotável é a nossa de apontar culpados que nunca somos nós mesmos. O culpado da vez depende de quando, onde e de quem são os dedos acusadores. Houve tempo, quando a explicação do mundo, aceita e estabelecida, baseava-se quase toda no pensamento mágico, que os culpados eram os deuses e a volubilidade de seus humores. Depois, com o advento do cristianismo, a culpa passou a ser do diabo, das bruxas e outros seres não menos fantasiosos. Num dado momento histórico descobriu-se a ciência moderna e seu método, sua busca de confronto entre as explicações propostas e a “opinião” da Natureza. Da ciência, a maior de todas as descobertas humanas, exige-se a prova, a aceitação da crítica, a imparcialidade, o respeito aos fatos, a falseabilidade, o teste das teorias, a repetibilidade das demonstrações, o banimento dos dogmas, etc. A ciência tem que “matar um leão” todos os dias, tem que, para sempre, suportar os desafios até às ideias que lhe são mais caras, mais básicas. Tem que fazer isto sem apelar para o autoritarismo, dando boas vindas aos contraditórios sérios e honestos. A nossa incipiente ciência não é perfeita, mas deu ao ser humano a capacidade de ir muito além do que poderia se continuasse nu dentro da caverna. Mas a ciência, hoje, está difícil para o alcance do entendimento do homem comum, do leigo. E que melhor culpado podemos encontrar do que aquele que nós estranhamos, que nós não entendemos? Sim, os deuses antigos eram estranhos, o diabo é estranho, as bruxas, o estrangeiro, o forasteiro e, hoje, a ciência é a nova estranha, complexa e que tem poder de mudar o mundo, torná-lo também uma coisa estranha para nós. Principalmente se estamos encastelados confortavelmente em nossas zonas de conforto. Nós tememos tudo que muda, pois mudança pode ser fonte de estranheza. Nosso discurso revoltado e infantil põe a culpa na ciência, nas armas, na tecnologia. Quando somos bons cidadãos saímos da zona de conforto e aplicamos esforço para entender como funciona a ciência. E ao conhecer como funciona adquirimos a capacidade de criticar o uso e a aplicação. Daí podemos agir conscientemente na escolha dos nossos representantes políticos. Escolhemos aqueles que irão fazer leis racionais para inibir o mau uso da ciência. Passamos a entender que, se 30 mil brasileiros morrem por ano em acidentes de trânsito, a culpa não é dos automóveis. Nenhum automóvel move-se por si só. Se pessoas morrem vítimas de acidentes com armas, a culpa não é das armas. Nenhuma arma é autoarma. Passamos a entender que não há culpados fora de nós mesmos. A culpa não é do diabo, dos deuses, da religião, do estrangeiro. A culpa não é do gatilho, é do dedo; não é do carro, é do condutor. A culpa, em última análise, quando se puxa o fio até sua ponta, encontra-se num ser humano. A solução? Temos que assumir nossas responsabilidades, mudar o ser humano, parar de buscar um culpado conveniente. Porque esta onda de culpar à ciência não é diferente de culpar bruxas, demônios, raças, religiões ou estrangeiros. Não é uma crítica construtiva é simplesmente uma condenação a priori e não penetra mais além do que a superfície enganosa das aparências.

  • Mustafá Ali Kanso:

    Caro leitor,

    Não há o que desculpar, apenas a agradecer. É por meio do debate saudável e contraposições de ideias que o pensamento científico é construído.

    Grato pela audiência

  • John jones:

    Que eu saiba não e a ciência nem a religião a fonte de todos os os males e sim o ser humano

  • Mustafá Ali Kanso:

    Caro leitor,

    Seria simplista e maniqueísta “tratar todo mundo como bandido e a ciência como o mocinho ingênuo que só faz o bem e não tem culpa de nada”.

    Um dos aspectos proeminentes da Filosofia da Ciência é separar a opinião pessoal da análise dos fatos.

    Releia o artigo e depois me diga se realmente eu expressei uma opinião simplista sobre a “inocência” da ciência, ou estou efetuando um convite para que todos pensemos sobre o assunto.

    Grato pela audiência.

    • aesirslayer:

      O ser humano no mundo enquanto ser egoísta, que se move unicamente buscando a concretização de seus interesses e, consequentemente, seu bem-estar. Não seria a ciência uma ferramenta que, tão só, capacita o egoísmo humano, uma vez que todos estes problemas supramencionados não passam de mero produto daquilo que somos em essência? Para o sim, não estaríamos muito melhor sem a ciência, menos capacitados a exercitar nosso egoismo mesquinho, onde tais problemas seriam menores? Se vivêssemos pelas leias da natureza, assim como os animais, não teríamos problemas como o da superpopulação, por exemplo. Para o não, gostaria de opiniões.

  • jaime canes:

    A ciência não está dissociada de nenhum dos comportamentos execráveis da humanidade, e com certeza ela é um deles. Este artigo é uma defesa apaixonada da ciência, e mais uma vez nota-se que ela virou quase uma nova religião! E a prova disso é que ao ser questionada é imediatamente defendida como uma entidade sagrada. Sim, a ciência curou doenças, mas o fez antes de descobrir como erradicar a fome, e como consequência países pobres estão superpovoados e com mais fome. Criou motores movidos a combustível fóssil, mas não criou métodos eficientes de limpeza da atmosfera. A ciência é sim a serva da ambição e do egocentrismo humano. Pode não ser a fonte do consumismo, mas se nutre dele e da exploração desenfreada dos recursos naturais do planeta. É um gigante que deveria nos servir, mas virou monstro que está totalmente fora de controle!

    • Mustafá Ali Kanso:

      Caro leitor,

      Será que é a ciência que está relacionada ao comportamento execrável da humanidade ou seria os que a usam sem nenhuma ética?

      Será que este artigo está defendendo a ciência ou está convidando os leitores a pensarem como mais criticidade e assim aprender a separar o joio do trigo?

      Em tempo, é impossível adotar a ciência como religião pois faz parte do método científico não adotar argumento de autoridade e admitir refutabilidade, dois princípios incompatíveis com o pensamento religioso.

      Leia meu próximo artigo, versará exatamente sobre esse tema.

      Grato pela audiência

    • Evandro Oliveira:

      Ressalto que ciência não é uma ‘entidade’ que transcede ao homem. Mas ciência é o próprio homem. É formada por homens, escrita por homens. Ciência, são pessoas, em sua essência.
      Temos que tomar cuidado para não torná-la uma ‘personificação mistica’ como fiseram os gregos de seus deuses, como forma de tratar e explciar seus questionamentos humanos.

      “A ciência é sim a serva da ambição e do egocentrismo humano.”
      Está é uma máxima!

      Li ja´um outor descrevendo que a Ciência é nada mais do que o desejo do homem de possuir controle.

  • Paulo Galliza:

    …o problema é que a Ciência está virando uma Caixa de Pandora!!

  • Italo LA:

    A resposta para esse questionamento (a ciência é a fonte de todo os male?) é a própria pergunta!

    Assim como a religião e todas as crenças, a ciência é um processo… A fonte dos males da sociedade (claro, mediantes as devidas conexões) é a tendencia para personificar as coisas e querer tirar a responsabilidade das próprias costas!

    “A culpa é da religião”, “a culpa e da ciência”, “a culpa é dos políticos”, “a culpa é das drogas”, “é culpa da natureza humana”…

    • Soul da Paz:

      Perfeito!

  • David Quirino:

    Desnecessário é perder-nos em detalhes: …o que faria um macaco, em um laboratório onde tivesse à sua disposição tudo o que fosse necessário pra, literalmente, “ficar com a macaca”? …Bem, somos estes macacos; com nossas mentes, ainda não exatamente preparadas para “SABER”… apenas isto.

  • Austregon:

    Não vejo polêmica.A ciência é um instrumento e como tal pode ser usada para o bem ou mal,alguém acredita que a terra poderia ter uma população de 6 bilhões de seres humanos sem a ajuda da ciência?Mas existem guerras e miséria então a coisa não é um mar de rosas…

    • Paulo Galliza:

      …diria 10 bilhões sem miséria, sem pobreza e sem fome. Tudo uma questão de organização!!

    • Soul da Paz:

      Só para refletir:

      Durante toda a História, ou seja, muito antes do aparecimento da Ciência, o ser humano já vivia em constantes guerras muito mais violentas que as atuais e a miséria imperava. A diferença era o número de indivíduos que habitavam o planeta.

  • neutrino:

    Um assunto extremamente polêmico. Mas pelas experiências que temos com as coisas podemos dizer a grosso modo, que o desenvolvimento científico é inevitável. Mas pare q o problema do mau da humanidade não é a ciência e sim o capitalismo ou materialismo ou a falta de consciência dê o nome que quiser.

    • kid redman:

      O mau da humanidade não foi um só, mas podemos por Hitler entre um dos piores…”mauzão merma” !
      Quanto ao mal, também há vários: o egoísmo e a ganância, também dentre os piores… mas a ciência…
      bem: a moeda tem dois lados, penso eu. É preciso ter cuidado com certos experimentos e jamais, mas
      jamais mesmo ser usada para o mal – o que infelizmente ocorre em algumas áreas.

  • FartherAway:

    Nem tudo é culpa da religião , eu particularmente não atribuo culpa nenhuma a ela , e sim as pessoas que não sabem pensar fora dela vivem dentro da “caixinha” ( ou melhor dentro do livrinho ) .Na minha opinião a relação com a “religião” ou “Deus” ( eu sempre separo os dois ) … podem ser muito benéficas , se forem tratadas como uma base espiritual , somente isso , se envolver com a evolução ou qualquer outro fator “externo” se torna completamente bizarra.

  • FartherAway:

    A fonte de todos os males é a ignorância .

    • Evandro Oliveira:

      Exatamente, os Bebes são os maiores males da humanidade!

  • Lucas Noetzold:

    O objetivo da ciência é encontrar soluções, fica a encargo do ser que a exerce escolher as soluções que pretende encontrar. Se a solução que o homem procura é a de como exterminar seus vizinhos, assim a ciência fará em suas mãos, se o homem procura o bem-estar coletivo, assim a ciência fará em suas mãos.
    Então o real problema passa longe da ciência, está sim na moralidade, a ciência é apenas o instrumento do ser que decide como usá-la.
    E afinal, quem mesmo que ensina moralidade afirmando ter monopólio sobre esta a milênios?

  • Ana Suzuki:

    Negar a ciência é como dizer que nosso planeta não existe, bem como tudo o que o rodeia. A religião só atrapalha porque o homem
    tem medo de confrontá-la com a realidade. Ele quer acreditar,
    não quer saber, não quer pensar. Acreditar é mais cômodo e ainda pode garantir um lote no céu. Até minha neta, que tem seis anos,
    contestou quando li para ela o Gênesis. “Adão e Eva era um dinossauro e uma dinossaura? Se era um paraíso, como é que tinha cobra? E como que o mundo podia ser feito em seis dias, vó? Primeiro não foi tudo destruído por um meteoro pra depois começar tudo de novo?” Pois é, e eu não quero que ela seja atéia, porque acho que livros sagrados até podem ter sido inspirados por Deus, mas para sua expressão tiveram que passar pela cabeça e pela mão do homem. E com alegorias, adequadas a um determinado tempo. Levar tudo ao pé da letra, fingir que não se tem cérebro, isto é negar a ciência e partir para a ignorância.

    • Reginaldo Santino:

      Perfeito, seu comentário.

      A ciência se baseia na realidade e não em mitos, ou em ouvi dizer.
      Já li o antigo testamento, só por desencargo de consciência, para mim não passa de mitologia.
      Acredito em uma força superior, que nus atende com base na força do nosso pensamento.

  • Ana Suzuki:

    Steve, acho que a religião não é a causa, e sim o religioso, que
    não quer saber, não quer pensar, só quer acreditar, porque é mais cômodo e até pode render um lote no céu. Livros sagrados, dos hindus, dos cristãos, dos muçulmanos, podem até ser sido inspirados por Deus, mas para sua expressão tiveram q

  • Cesar Grossmann:

    Em seu épico “O Senhor dos Anéis”, J. R. R. Tolkien usou de uma metáfora, para ele, “O Anel” era a tecnologia. Ela era vista como fonte de poder corruptor, pelo qual o poderosos se batiam, e que os pequenos poderiam destruir, por serem de certa forma imunes ao seu encanto.

    É de se pensar se ele manteria a mesma ideia hoje. O épico foi escrito na época que o fascismo estava ascendendo em vários países europeus, e a industrialização seguia sem ser questionada.

    Hoje a indústria é muito mais tecnológica, e temos nossos robôs fazendo parte dela, e os escravos asiáticos e filipinos. E temos também a ciência, que parece oferecer muito mais promessas que a tecnologia.

    Mas o homem continua o mesmo.

  • Cristiano Rola:

    Muito pelo contrário, a religião não é a fonte dos males, e sim o fanatismo religioso, tal qual o mesmo com a ciência e todas as coisas, se for usada da “forma” errada, então “tudo” também é fonte do mal!
    Disse bem o Jonatas, consciência, o povo deve tê-la e não ficar atribuindo (jogando a culpa na(s) religiões). Reflita garoto….reflita antes de falar bobagem!

  • Orlando Rios:

    Ciencia + inconsequencia + irresponsabilidade = MAL

    Foi dado poder ao coientista de criar e inventar mas nao de policiar e fiscalizar a aplicacao de seu invento e isto foi entregue ao politico ou ao empresario. O esultado eh a ciencia a reboque de interesses escusos, militar, politicos e do consumismo materialista niilista humano.
    desculpem pelos erros digitando pelo celular.

  • Evandro Oliveira:

    A cada ‘avanço’ que se obtem de um lado, é um ‘regresso’ do outro. Um exemplo mais claro disso é o Estado, em troca de mais segurança, garantia de alimentos, infra-estrutura, subordinamos mais a nossa liberdade, privacidade.

    Da ciência do mesmo modo, em diversos aspectos, um dos aspectos é o risco. Se avançamos no poder de poder exercer e controlar alguns aspectos poderosos, como lidar com núcleos de átomos. Automaticamente regredimentos em outro aspecto, pois geramos um risco proporcional ao seu poder de destruição. Outros exemplos, se ‘avançamos’ em promover máquinas entre outros capazes de aumentar nosso conforto e necessidade enérgica, por outro, automaticamente aumentamos o risco de sedentarizar as pessoas e seus diversos efeitos colaterais. Se também avançamos nas ciencias médicas, de modo a prolongar muito a expectativa de vida, por outro regredimos no controle populacional e da éspecie; o que, talvez, seja uma das causas masi devastadoras sobre o planeta, para tentar buscar dar conta desta demanda de uma população tão alta. E por assim vai… além das questões morais. Pois para determnados ‘avanços’ cientificos, são necessários confrontar com principios morais como o de carinho, amor pelas espécies, e nisso, por exemplo, se trata como meras ‘cobáias descartáveis’ um monte de animais que são submetidas as mais inimagináveis pesquisas; tudo isto em prol do avanço da ciencia.

    Há um filme muito interessante que não me recordo o nome. E num magnifico dalogo o autor principal diz que é tudo uma questão de ‘controle’. O homem querer se sentir mais poderoso por poder ter mais controle sobre si, os demais, e a natureza. Mas que tudo isso não passa de uma ilusão. Quando rapidamente, ele pega o pescoço do advogado dizendo “poderia te estrangular agora mesmo’: Cade o seu controle agora?” Nós por fim morremos; e buscamos nos justificar personificando uma divindade chamada ‘Humanidade’, passando esses ‘poderes’ para frente.

    A questão é? Onde queremos chegar com isso? Chegar a imortalidade, com avanços que não nos permitam morrer? E se para isso for necessário nos tornarmos parte humanos parte robos? Estaremos novamente, regredindo em nossa esencia o que somos ‘em carne, em individuo’ para se obter essa coisa ‘a mais’, que valorizamos mais.

    Agora, no meu ver, classificar as coisas como ‘avanço’ ou não; isso para mim é subjetivo. A priori, nenhuma descoberta, nem nada, faz dela melhor ou não, bom ou ruim. Se julgamos tal como avanço ou não, isso se baseia no que a pessoa julga sua perspectiva do que quer obter e se tal corresponde. Pois a ciencia em si, é imparcial, inclusive se uma descoberta é um avanço ou regressão; pois a principio, SEMPRE ESTE LÁ, nós só não sabiamos. E a questão por fim que temos é: Foi bom ou não o homem ter acesso a tal? (as resposta a isso, são subjetivas, e dependem do que a pessoa quer)

  • Roger Geovane:

    A ciência não é ruim e nem fonte de todos os males. Muitas pessoas dizem que a ciência é ruim para humanidade. Mesmo que digam que graças a ciência existem as armas nucleares, as armas biológicas, ela não é ruim por causa disso. As pessoas que usam o conhecimento científico de forma indevida, para guerras e terrorismo.

  • Geleiras:

    favor só publicar este comentário, obrigado:

    religião = fonte de todos os males <- é o mesmo que dizer que a ciência o é
    temos valores culturais, temos ideais e preconceitos que criam este mal estar na sociedade.
    ninguém trabalha um trabalho que odeia por causa de cristo
    este reducionismo é tão irracional como por a culpa na ciência.
    você pode matar tanto pela religião como por um ideal científico (no início do século XX por exemplo). Pessoas testam em cobaias humanas, sendo estas cobaias parcelas da população que são desprezadas ou marginalizadas, por causa de religião?
    É muito fácil achar um único culpado de todos os males, assim como fora com os árabes, os judeus, os miscigenação no brasil, a religião, a ciência… E assim justificar mais intolerância…
    Pois fazer uma auto-crítica e procurar entender o verdadeiro problema é muito difícil…

    toda e qualquer forma de reducionismo se baseia em fé cega e preconceito.

  • Bond James Bond:

    Dizer que religião é a fonte de todos os males é tão estúpido quanto dizer que a ciência é a fonte de todos os males. A maldade não está em Deus, Buda, Ala, John Lennon, Power Rangers, etc, mas sim no homem. Uma arma não mata ninguém sem que tenha um ser para manuseá-la e a fé é como uma arma:pode fazer o bem, como pode fazer o mal. Depende de quem usa.

  • Erasmo Carlos:

    Na minha opinião não se deve utilizar o termo ciência só para feitos que envolvam química,física ou biologia…
    Pois existe ciência política também e é justamente no meu ponto de vista, a política “raiz” de todos males.Ela coloca a religião contra as “outras Ciências” e vice-versa.
    De um ponto de vista filosófico: Um Deus/divindade/ser Superior criou ou facilitou a existência de algo perigoso do mesmo modo que a(s)Ciência(s) ambos não obrigam usa-las especialmente para “o mal” nesse caso.
    Lembrando que eu quis dizer a Política como a que conhecemos [até]hoje.

  • Geleiras:

    religao = fonte de todos os males <- é o mesmo que dizer que a ciência o é
    temos valores culturais, temos ideais e preconceitos que criam este mal estar na faculdade.
    ninguém trabalha um trabalho que odeia por causa de cristo
    este reducionismo é tão irracional como por a culpa na ciência.

    você pode matar tanto pela religião como por um ideal ciêntífico (no início do século XX por exemplo). Pessoas textam em cobaias humanas, sendo estas cobaias parcelas da população que são desprejadas ou marginalizadas, por causa de religião?

    É muito fácil achar um único culpado de todos os males, assim como fora com os arabes, os judeus, os miscigenação no brasil, a religião, a ciência… E assim justificar mais intolerância…
    Pois fazer uma auto-crítica e procurar entender o verdadeiro problema é muito difícil…

    • Geleiras:

      religao = fonte de todos os males <- é o mesmo que dizer que a ciência o é
      temos valores culturais, temos ideais e preconceitos que criam este mal estar na sociedade.
      ninguém trabalha um trabalho que odeia por causa de cristo
      este reducionismo é tão irracional como por a culpa na ciência.
      você pode matar tanto pela religião como por um ideal científico (no início do século XX por exemplo). Pessoas testam em cobaias humanas, sendo estas cobaias parcelas da população que são desprezadas ou marginalizadas, por causa de religião?
      É muito fácil achar um único culpado de todos os males, assim como fora com os árabes, os judeus, os miscigenação no brasil, a religião, a ciência… E assim justificar mais intolerância…
      Pois fazer uma auto-crítica e procurar entender o verdadeiro problema é muito difícil…

  • Glauco Ramalho:

    O problema não é a ciência, o problema são os cientistas.

    O problema não é a política, o problema são os políticos.

    O problema não é a religião, o problema são os religiosos.

    O problema não é a população, o problema são as pessoas.

    Nós só temos aquilo que merecemos, e esse jogo implantado de empurra-empurra só afasta as pessoas da Verdade.

  • Sonia F Burger:

    O problema é que o desenvolvimento espiritual e intelectual humano não acompanhou na mesma medida o desenvolvimento científico.
    A ciência prospera e o homem comum regride moral e intelectualmente. Pode haver um conhecimento adquirido, mas o que vemos espelhado nas manchetes todos os dias é expressão da mais pura barbárie, tanto na relação entre humanos em todos os escalões sociais, como na relação com a natureza e os outros animais.
    É antagônico.

    • Luiz:

      Sonia!!! Concordo plenamente com sua opinião….. Uma análise perfeita.

    • Evandro Oliveira:

      mas são dependentes.

      A Revolução Industrial por exemplo, foi um dos maiores fatores que destruiu de certa forma idéias de e conceitos sobre apreciar o tempo, a beleza, a arte; valorizar muitas coisas que até então eram dificeis e demoradas, exigiam muito talento e ‘arte’ para se fazer, para algum simplificado, mais modelado, rapidamente processado, de baixo valor, de pouca exigencia de dedicação, talento e trabalho manual… isso naturalmente, com o tempo, causaria com causou diversas consequencias na humanidade. Desde o de tornar produtos ‘descartáveis’, a até tratar ‘pessoas e relações como produtos e descartáveis’.

      Sem contar os avanços cientificos que são extrapolados para interpretações metafisicos, de modo a querer destruir muitos principios e essencias metafisicas. E suas consequencias a humanidade.

  • Luiz:

    Isso tudo que foi colocado e discutido é EFEITO….
    Não existe somente um causa; porém uma das principais CAUSAS é a ignorância do povão (falta de conhecimento) que em muitos casos é,inclusive, de interesse e financiado pelas classes mais abastadas e que não tem nenhum interesse na completa socialização do conhecimento…. “diminuindo” ou “dividindo” as sensações de serem “poderosos” perante seus “semelhantes”…. Resumindo: Falta Conhecimento e Educação…. e a Internet, graças à Deus, esta aí para minimizar tais “problemas”….

  • Jonatas:

    A fonte de todos os males é a falta de consciência (encarem essa palavra pelo real sentido de “consciência” e pelo sentido sonoro: “com ciência”, ou seja, falta consciência e falta ciência a população);
    – a fonte da falta da consciência é a falta de educação, uma educação de valor;
    – a fonte da falta de educação é a falta de uma administração governamental inteligente;
    – a fonte da falta de uma administração inteligente é a falta de um povo educado o bastante para elege-la e exigi-la, povo ao qual falta consciência.

    Logo, um círculo vicioso muito difícil de desfazer.

  • Steve C:

    religao = fonte de todos os males.

    • Bond James Bond:

      Dizer que religião é a fonte de todos os males é tão estúpido quanto dizer que a ciência é a fonte de todos os males. A maldade não está em Deus, Buda, Ala, John Lennon, Power Rangers, etc, mas sim no homem. Uma arma não mata ninguém sem que tenha um ser para manuseá-la e a fé é como uma arma:pode fazer o bem, como pode fazer o mal. Depende de quem usa.

    • Luiz:

      Não concordo…. Atribuir somente à religião a “causa” de TODOS os “problemas” é uma ação, no mínimo, desprovida de razão e foco…..

    • Evandro Oliveira:

      se religião fosse encarada como ‘amar ao próximo como a si mesmo’… a história seria outra. Mas como ela mesma denuncia: ‘O amor ao poder, ao dinheiro, ao egoismo, é a raíz de todos os males’… e nisso, muitos ‘religiosos’ produziram suas religiões de ‘poder’.

    • Cristiano Rola:

      você Steve C é fonte do mal também, só pela sua cara, já se vê que é do mal!

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