Engenheiros criam plantas que brilham

Por , em 15.12.2017

Imagine que ao invés de acender as luzes do seu escritório você simplesmente usasse o brilho de plantas que cercam a sua mesa. Engenheiros do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (EUA) acabam de tomar passo decisivo para tornar esta ideia uma realidade.

Ao conectar nanopartículas especializadas nas folhas de agrião, a planta foi induzida a liberar uma luz fraca por quatro horas. A intenção dos pesquisadores é tornar esta luz mais forte e com maior duração.

“A visão é fazer a planta funcionar como uma luminária de escrivaninha. Mas uma luminária que você não precisa ligar na tomada. A energia vem do metabolismo da planta”, diz Michael Strano, engenheiro que participa do projeto. O trabalho foi publicado na revista Nano Letters.

Essa tecnologia pode baratear as contas de luz domésticas e dos municípios, já que poderia ser usada em árvores para iluminar ruas.

Para iluminar a planta, os pesquisadores se concentraram na luciferase, enzima que dá ao vagalume seu brilho. A enzima age em uma molécula chamada luciferina, causando a emissão de luz. Outra molécula chamada enzima A ajuda o processo ao remover subprodutos que poderiam inibir a atividade da luciferase.

Esses três componentes foram colocados em um carregador de nanopartículas, e foram transportadas para as partes corretas da planta. Estes transportadores também impedem que a planta seja intoxicada caso haja uma concentração muito alta das substâncias.

Os pesquisadores usaram nanopartículas de sílica de 10 nanometros de diâmetro para carregar os componentes. Para que os transportadores cheguem às folhas, as plantas são submersas em uma solução e depois expostas à alta pressão, o que permite que as partículas entrem na planta por pequenos poros chamados estômatos. As enzimas se acumulam então nas colhas e são liberadas aos poucos. [Phys.org]

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