Entrevista com Maurício Soares Carneiro

Por , em 10.06.2013

ESPECIAL HIPERCRÔNICAS

ENTREVISTA COM MAURÍCIO SOARES CARNEIRO

Maurício Soares Carneiro é mestre em Música pela EMBAP/UFBA, pesquisador na área de clarinetas folclóricas e indígenas, professor da Escola de Música e Belas Artes do Paraná e clarinetista e claronista da Orquestra Sinfônica do Paraná.

Foi no estúdio da Fernandes e Mendonça que gentilmente nos concedeu essa entrevista, especial para o Hypescience falando sobre sua paixão pela música, sua carreira e sua pesquisa na área de instrumentos autóctones.

Veja a entrevista (com imagens e videografismo de Mario Mendonça e edição de Megg Fernandes) clicando aqui.

CIÊNCIA E ARTE

É interessante pontuar os aspectos conceituais e científicos que cercam a clarineta e o clarone, instrumentos executados por Maurício Soares Carneiro na Orquestra Sinfônica do Paraná.

A clarineta é um dos instrumentos aerófonos mais recentes introduzidos nas orquestras sinfônicas.
É dito aerófono ou aerofono, pois sua afinação depende da variação de uma coluna de ar vibrante.

É constituído por um tubo cilíndrico, geralmente esculpido em madeira negra como o ébano ou a granadilha (também existem modelos de outros materiais), provido de uma boquilha cônica, de uma única palheta e chaves.

Clarinet

As chaves são compostas por hastes metálicas construindo um sistema de delicadas alavancas, ligadas à tampas para alcançar e vedar orifícios situados no corpo do instrumento. Orifícios aos quais os dedos não chegam naturalmente.

É por meio da liberação e/ou da oclusão desses vários orifícios, realizada pelas chaves, que se faz variar a coluna de ar vibrante no interior do tubo e com isso variar a sonoridade típica. Sonoridade essa, oriunda de sua palheta única vibrante.

A clarineta moderna é dotada de quatro registros: grave, médio, agudo e superagudo, sendo que o clarone ou “clarinete baixo” é uma clarineta grave (si-bemol) sendo geralmente posicionada uma oitava mais baixa que a clarineta padrão (clarineta soprano).

Esse instrumento apresenta atualmente uma posição de destaque nas orquestras sinfônicas em todo o mundo, em virtude:

• Da amplitude de suas possibilidades harmônicas;
• Do grande controle de suas dinâmicas;
• Da grande agilidade em sua na execução;
• Da grande extensão de notas;
• De seu grande poder sonoro

Além disso, apresenta uma diversificada natureza de timbres, destacando-se:

No registro grave, seu timbre é aveludado, pleno e noturno;

Já no registro médio, é brilhante e expressivo.

Conforme o registro vai tornando-se agudo, o timbre vai ganhando em brilho, podendo tornar-se sarcástico, e até caricato e cômico.

No Brasil, este instrumento é bastante difundido para além do erudito, destacando-se sua utilização na execução da música sacra e principalmente em excelências da música popular brasileira, tais como chorinhos, sambas de raiz, entre outras.

Disso tudo deriva seu apelido carinhoso de “violino das madeiras”.

Na entrevista Maurício Soares Carneiro discorre sobre sua carreira, sua pesquisa sobre instrumentos autóctones oriundo das mais diversas regiões do mundo – apresentando e executando alguns desses instrumentos inauditos presentes em sua coleção de pesquisador. Discorre também sobre seus intérpretes preferidos e, é claro, sobre a profissão de músico e o que é preciso nesse Brasil para que a música erudita tenha espaço também na cultura popular.

Imperdível!

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