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“Bola cerebral” misteriosa é encontrada em lago

Por , em 4.09.2017

Parece uma grande meleca, um cérebro de algum animal estranho, ou um tatu de dragão.

Mas essa criatura gelatinosa é, de fato, um ser vivo que habita rios e lagos.

O vídeo acima foi feito no Parque Stanley em Vancouver, no Canadá, quando níveis de água abaixaram na chamada “Lagoa Perdida” (Lost Lagoon).

Briozoários

Falamos “criatura”, mas queremos dizer “criaturas”. Os briozoários são grupos de centenas de criaturas vivendo juntas em uma colônia. Um único organismo, conhecido como zooide, possui apenas uma fração de milímetro.

Os zooides são hermafroditas, mas conseguem se espalhar graças aos estatoblastos, um grupo de células que pode se reproduzir de forma assexuada se separada da colônia.

Celina Starnes, da Sociedade de Ecologia do Parque Stanley (Stanley Park Ecology Society), examinou recentemente alguns dos espécimes encontrados na Lagoa Perdida, explicando à National Geographic que eles têm uma qualidade gelatinosa e firme.

Os registros fósseis desses seres datam de antigos briozoários marinhos de até 470 milhões de anos. A espécie encontrada no Parque Stanley é comumente chamada de “bryiozoário magnífico”, ou Pectinatella magnifica, e anteriormente era apenas conhecida em áreas a leste do rio Mississippi.

Espécie invasiva?

Um relatório de 2012 do Serviço de Peixes e Vida Selvagem dos EUA teorizou que as mudanças climáticas poderiam ajudar na propagação das criaturas.

Zooides só podem sobreviver em águas mais quentes do que aproximadamente 15 graus Celsius. O aumento das temperaturas graças a mudança climática podem permitir que os briozoários se espalhem mais para norte.

Essas criaturas se alimentam de algas em águas ricas em nutrientes, e um aumento no seu número poderia prejudicar o equilíbrio ecológico de um ecossistema de água doce. Elas também podem entupir canos.

No entanto, é possível que os briozoários não sejam invasivos, e simplesmente tenham passado despercebidos em Vancouver até agora. Sua cor enlameada os ajuda a se camuflar em águas turvas e, de acordo com Starnes, eles às vezes são confundidos com ovos de salamandras ou pedras.

“Eu acho que estamos perto do limite [de habitação ao norte] deles. Com o clima aquecendo, eles podem migrar para algum lugar mais ao norte”, disse Ian Walker, professor de biologia da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá. “Só podemos especular sobre como eles podem se espalhar”. [NatGeo]

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