Este urso polar morreu de fome devido ao aquecimento global

Por , em 10.08.2013

Este urso polar magro, de 16 anos, macho, foi encontrado recentemente a mais de 250 quilômetros de distância de sua área habitual. Especialistas acreditam que a falta de gelo no mar forçou o urso a adentrar em território desconhecido, pois procurava desesperadamente por comida – uma busca que chegou a uma conclusão sombria.

Os ursos polares se alimentam principalmente de focas e requerem o gelo do mar para capturar suas presas. Mas, no ano passado, o Ártico viu o menor nível de gelo marinho já registrado na região – um sério problema para os ursos.

O animal faminto, que foi descoberto no Ártico numa ilha arquipélago de Svalbard, parece ser uma vítima da falta de gelo no mar. De acordo com Ian Stirling, famoso especialista em ursos polares, a culpa é da mudança climática.

“A partir de sua posição deitada, a morte do urso parece simplesmente ter sido por fome”, disse Stirling. “Ele não tinha nenhum traço de qualquer gordura restante, tendo sido reduzido a pouco mais do que pele e osso”.

Além disso, o urso já havia sido examinado por cientistas do Instituto Polar Norueguês, em abril, na parte sul de Svalbard, e estava completamente saudável. A localização do urso, cerca de 250 km de distância de seu reduto regular, indica que ele provavelmente seguiu os fiordes interiores, uma vez que viajou para o norte – uma jornada bastante épica.

“A maioria dos canais e fiordes entre as ilhas em Svalbard não congelaram normalmente no inverno passado e as áreas potenciais conhecidas para caçar focas na primavera não parecem ter sido tão produtivas quanto em um inverno normal”, explicou Stirling. “Como resultado, o urso provavelmente foi à procura de alimento em outra área, mas parece ter sido vencido”.

Pesquisas já haviam mostrado que a perda de gelo marinho estava prejudicando a saúde, o sucesso reprodutivo e o tamanho da população dos ursos polares da Baía de Hudson, no Canadá, porque eles gastavam mais tempo em terra esperando o mar voltar a congelar.

Existem 19 populações de urso polar em torno do Ártico. A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), a maior rede de conservação do mundo profissional, só tem dados disponíveis para 12. Destas, oito estão diminuindo, três estão estáveis ​​e uma está aumentando.

A IUCN estima que o aumento do degelo significa perda de entre um terço e metade dos ursos polares nas próximas três gerações, ou seja, em cerca de 45 anos. E os governos dos EUA e da Rússia disseram em março que o degelo mais rápido do que o esperado pode significar a perda de dois terços da população desses animais. [io9]

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9 comentários

  • Roberta Aparecida Alves:

    É realmente triste ver o que o ser humano causa na natureza,como se já não bastasse destruir florestas agora estamos destruindo o Ártico,mesmo sabendo que estamos prejudicando tanto os animais não humanos quanto nós mesmos,infelizmente existem os ignorantes e gananciosos que fazem tudo por dinheiro sem se importar com as consequências que isso pode causar,exemplo: os preguiçosos que,em vez de arranjar tempo para acabar com ervas daninhas a queimam sem nem se preocupar com o que acontece

  • Dinho01:

    Trocentos milhões de automóveis despejando toneladas de gases na atmosfera todo o santo dia (fora indústrias, queimadas etc) e o homem não tem nada a ver com o aquecimento global. Então, tá…

  • claudemir da silva:

    tudo isso é efeito das mudanças climátícas

  • Falcone Big:

    É vergonhoso como existe alguns cientistas que se uniram pra afirmar que aquecimento global não existe!!!
    Desculpem minha suposição mas provavelmente esses gênios tem menos de 35 anos e não viveram uma fantástica maravilha da natureza chamada “Estações do Ano”!
    Quem tem mais de 35 sabe muito bem do que estou falando, durante as aulas de ciências o/a professor(a) levava a turma no pátio da escola pra ver o efeito da estação do ano vigente na natureza, no outono as folhas caindo, primavera florescendo, e exatamente da forma que estava escrito nos livros, e nem vou citar das grandes migrações…

    • Leandro Gomes:

      bom, nunca vi cientistas dizendo que aquecimento global não existe, só vi dizendo que ele não é causado pelos humanos.

    • Cobrinha:

      Entendo seu raciocínio, porém o professor Ricardo Augusto Felício explica tudo isso que você falou em uma entrevista no jô soares, se interessar-lhe pode assistir neste link

      http://www.youtube.com/watch?v=WG_PwhCldbI

      Resumidamente o professor explica que o aquecimento global é apenas uma estratégia dos países desenvolvidos para inibir o crescimento dos países emergentes.

    • Lulu:

      Não sei onde você mora, mas se, como a maioria dos brasileiros, você vive nas zonas intertropicais, não viu nada além do que estava descrito nos livros de ciência, uma vez que as 4 estação só são plenamente perceptíveis nas regiões de clima temperado. Na maior parte do Brasil, temos basicamente estação seca e chuvosa…

    • rath:

      Falcone assista a essa sequencia de videos, verás os motivos que levaram aos boatos de “aquecimento global”:
      http://noticias.band.uol.com.br/canallivre/videos.asp?id=14610336&t=canal-livre-discute-mudancas-climaticas—parte-1

      Nada mais nada menos que uma entrevista com Luiz Carlos Molion, formado em Física, PHD em Meteorologia, Pós Doutor em Hidrologia de Florestas…
      tem mais de 30 artigos publicados em revistas e livros estrangeiros e mais de 80 artigos em revistas nacionais e congressos, sendo a maioria absoluta publicada a partir do ano de 1995, em particular sobre impactos do desmatamento da Amazônia no clima, climatologia e hidrologia da Amazônia, causas e previsibilidade das secas do Nordeste, mudanças climáticas globais e regionais, camada de ozônio e fontes de energias renováveis.5 Foi cientista-chefe nacional de dois experimentos com a NASA sobre a Amazônia. Aposentou-se do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE/MCT), onde atuou de 1970 à 1995 e foi diretor de Ciências Espaciais e Atmosféricas durante praticamente todo o período, como Pesquisador Titular III. Entre 1990 e 1992, foi presidente da Fundação para Estudos Avançados no Trópico Úmido (UNITROP), Governo do Estado do Amazonas, em Manaus, onde desenvolveu pesquisas sobre desenvolvimento sustentado, em particular o biodiesel, combustível renovável feito de óleos de palmáceas nativas

      Acho que aqui ninguém tem capacitação/competência para discordar do que ele diz…

  • Eron Xavier:

    É uma pena, a solução seria enviar nossos políticos e nossos bandidos perigosos para o deleite dos ursos polares, mas os ursos correria o risco de serem corrompidos.

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