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Filhos se queixam do uso exagerado de smartphones pelos pais

Por , em 24.04.2017

Uma pesquisa com 2 mil adolescentes de 11 a 18 anos mostrou que um terço deles já pediu para os pais pararem de olhar o celular toda hora. Além disso, 14% afirmaram que seus pais ficavam online na hora das refeições. O curiosos é que 3 mil desses pais foram entrevistados separadamente e 95% deles negaram que têm este hábito.

A pesquisa foi conduzida pela Digital Awareness UK (Reino Unido). Outros resultados entre os jovens foram:

  • 82% dos adolescentes acreditam que as refeições devem acontecer sem smartphones;
  • 22% disseram que o uso de smartphones impede que eles aproveitem a companhia um do outro;
  • 36% afirmaram já ter pedido aos pais para guardar o celular. Entre estes, 46% disseram que os pais nem notaram o pedido, enquanto 44% contaram que os pais ficaram irritados com o pedido;
  •  72% deles afirmaram que ficam online entre 3 e 10 horas por dia. 11% disseram que chegam a passar 15 horas na internet nos finais de semana e férias;
  • para 47% deles, a maior preocupação em relação ao aparelho é a falta de sono causada pelo uso dos smartphones à noite.

Já entre os pais, apenas 10% acreditam que o uso de smartphones incomodava os filhos, apesar de quase metade deles ter dito que gastavam muito tempo online.

  • 37% dos pais disseram estar online entre 3 e 15 horas por dia nos finais de semana;
  • 5% disseram que passavam até 15 horas por dia online nos finais de semana;
  • apenas 10% dos pais se preocuparam que o abuso dos smartphones impactasse negativamente as noites de sono dos filhos.

Mike Buchanan, diretor do colégio Ashford School, na cidade de Kent, afirma que já passou da hora dos pais, professores e alunos reescreverem as regras de uso de aparelhos móveis. Segundo o diretor, eles se tornaram uma parte integral da vida na escola, no trabalho e no lazer.

“Nossa pesquisa mostra que os adolescentes estão cientes dos vários riscos associados ao abuso da tecnologia, mas eles precisam que os adultos que convivem com eles estabeleçam limites e sejam um bom exemplo de comportamento. Para fazer isso, precisamos unir a escola e o lar, e dar recomendações consistentes”, diz Buchanan. [BBC]

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