Fotos da Terra vista de Saturno e de Mercúrio dão nova perspectiva sobre o planeta

Por , em 24.07.2013

A NASA convidou todo mundo para abanar para Saturno na última sexta-feira, 19 de julho, enquanto a sonda Cassini registrava uma imagem do nosso planeta, visto da órbita do “Senhor dos Anéis”, a cerca de 1,4 bilhões de quilômetros.

Ao mesmo tempo, a sonda Messenger, orbitando Mercúrio, também fez uma imagem da Terra, como parte de um projeto da agência norte-americana para mostrar ao mundo como nosso planeta é visto de outros locais do sistema solar.

As imagens podem ser conferidas abaixo, mas qual o significado delas para nós? Para o autor Tariq Malik, editor do site Space.com, as imagens representam primeiro uma maravilha tecnológica, já que coordenar duas espaçonaves diferentes em órbita em dois planetas diferentes, controladas por duas equipes diferentes, para fotografar um terceiro planeta entre elas não é muito fácil.

Em segundo, as imagens mostram claramente o que a NASA pretendia – o lugar exato da Terra no universo. Você e todo mundo que você conhece ou já conheceu vive em uma minúscula ilha em um planeta no vasto oceano do universo. Como o inventor do motor de dobra de “Jornada nas Estrelas”, Zephram Cochrnae, explicou depois de ver a Terra do espaço profundo, ela “é tão pequena”. E é lá onde nós vivemos, em um “pálido ponto azul”, como descreveu o astrônomo Carl Sagan.

A imagem feita de Saturno só foi possível porque o sol está oculto pelo planeta gigante, do ponto de vista da espaçonave. De outra forma, não seria possível registrá-la, já que a Terra seria ofuscada pelo brilho do astro-rei, que inclusive poderia danificar os sensores da Cassini.

A imagem apresentada pela NASA está sendo processada junto com outras que irão compor um mosaico mostrando Saturno, os anéis e a Terra. Devido à complexidade de unir imagens feitas de diferentes perspectivas e de objetos com diferenças de brilho imensas, os cientistas acreditam que a foto composta levará algumas semanas até ficar pronta.

E você? O que pensa e como se sente ao ver estas imagens retratando nosso pequeno planeta? [LiveScience, Space.com, NASA]

Estas imagens mostram a Terra e a lua da sonda Cassini da NASA em torno de Saturno (à esquerda) e sonda Messenger em Mercúrio (à direita) em 19 de julho de 2013. Cassini estava a 1,44 bilhões de quilômetros de distância da Terra na época, enquanto Messenger estava a 98 mihões del km

Estas imagens mostram a Terra e a lua vistas da sonda Cassini em torno de Saturno (à esquerda) e da sonda Messenger em Mercúrio (à direita) em 19 de julho de 2013. Cassini estava a 1,44 bilhões de quilômetros de distância da Terra na época, enquanto Messenger estava a 98 milhões de quilômetros

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23 comentários

  • Anderson Tibes:

    Que combustivel esta sonda usa para conseguir viajar 1,44 bilhões de km?

    • Leonardo Souza De Albuquerque:

      Anderson, na verdade as viagens espaciais não são como nos filmes em que a nave vai com motor ligado o tempo todo…

    • Leonardo Souza De Albuquerque:

      No lançamento é dado o impulso inicial que determina uma trajetoria mais ou menos precisa…

    • Leonardo Souza De Albuquerque:

      Tbm pode usar a gravidade de outros planetas pra ganhar impulso e acelerar a viagem, como a New Horizons fez agora pra chegar em plutão.

  • KAIA121:

    showwwwwwww

  • JOTAGAR:

    Correto Jonas

    Debater este tema é fazer chover no molhado!
    Contudo, quando falo em vastidão estéril falo de vida biológica factual, não em equações probabilísticas. Neste contesto, temos equações para comprovar até existência de Deus!
    Concordo que somos feitos da mesma matéria prima do universo, porém existe uma diferença enorme entre matéria prima e produto acabado…!
    Desista, meu caro, de rebater este tipo de argumentação com o besteirol criacionista…Ter a mente crítica é diferente do ceticismo reducionista cartesiano que me deparo diariamente no site.
    Sds

  • JOTAGAR:

    PhisicistJB
    Eu acho que depende do ponto de vista.
    Um evento necessita de um observador para lhe dar significado. Se não há observador, não há evento. Somente probabilidade.

    • Cesar Grossmann:

      Pela interpretação de Copenhagen da Mecânica Quântica…

  • JOTAGAR:

    Jonatas
    Esta imensidão é sim estéril, até que se prove o contrário…ou você tem alguma informação previligiada?

    • Jonatas Almeida da Silva:

      JOTA – não tenho nenhuma informação privilegiada, tenho a mesma informação que você: A Terra – tudo que ta aqui e é indispensável para as formas de vida, água, energia, química, vem dessa imensidão, produzido pelas estrelas e espalhadas para todos os cantos d universo – somos a prova cabal de que o universo não tem nada de estéril, e dentro da alta probabilidade, não somos únicos, e ainda dentro da alta probabilidade, não somos raros – e dentro dos fatos: não somos um elemento de fora do Universo, não temos nada de especial que o cosmos não esteja produzindo espontaneamente em toda parte, logo, não é uma imensidão estéril – quer prova melhor?
      Você provavelmente está preso na convicção de uma visão antropocêntrica, ao Princípio antrópico. Em outros debates já mostrei porque ele é apenas uma visão forçada e é muito fácil desbanca-lo. Mas não quero iniciar um debate caso sua visão seja religiosa. Mas se quiser eu explico, ok? abraços

    • Cesar Grossmann:

      Eu discordo, Jonatas.

      Acho que o Universo, em mais de 99,999999% de seu volume, é estéril e hostil à vida. Excesso de radiação, vácuo sem matéria, frio extremo, na maior parte do Universo a vida seria aniquilada instantaneamente, se lá fosse colocada.

      Em alguns casos (como alguns planetas destes sistema estelar que habitamos) a vida poderia existir, mas uma vida diferente da que conhecemos. Em outros lugares, onde há um excesso de radiação, nenhuma forma de ligação molecular subsiste, e a vida não pode se desenvolver em um ambiente assim, mesmo uma forma de vida que não conheçamos – toda vida precisa de metabolismo, e o metabolismo implica em moléculas estáveis, ligações moleculares estáveis, e por aí vai.

      E esta é uma visão anti-antrópica do universo, a meu ver. Eu sou mais a hipótese da Terra Rara. Acho que a vida se desenvolve naturalmente quando as condições apropriadas surgem, mas acho que os locais onde estas condições surgem são extremamente raros e pequenos.

      Não acredito na existência de seres vivos que habitem o espaço interestelar, por exemplo.

    • Jonatas Almeida da Silva:

      Cesar, em termos de volume concordo – maior parte estéril, pois o Universo é gigantesco. A pouco escrevi uma matéria que também fala sobre o Paradoxo de Fermi que parece vir a apoio da hipótese Terra-Rara (reportagem sobre um estudo que mostra que explorar a galáxia não é tão difícil quanto pensamos, logo já deveríamos ter tido algum contato com alienígenas, pelo menos sondas alienígenas).
      Mas ainda assim, de nosso ponto de vista, ainda considero a vida um fenômeno numeroso, assim como as estrelas – apesar de existirem num número incontável, ele não é nem de longe suficiente para que o cosmos deixe de ser um lugar extremamente rarefeito, vazio e escuro.

  • Antonio Costa:

    Essas e outras fotos que nos mostram tão pequeninos em relação à imensidão do espaço só fazem nos refletir sobre a responsabilidade e o privilégio que recaiu sobre a espécie humana. Pois cabe a nós o dever de sobrevivermos para que possamos cumprir aquilo que dará sentido a todo o Universo. E que é a ocupação de todo ele, de todo este vasto espaço. Afinal, qual o sentido de um universe vazio de seres que o contemplem, que o disfrute, que o ocupe ? As tecnologias disponíveis só tateiam por enquanto essas possibilidades, mas tempo a espécie humana dispõe para isso, se se cuidar : Mais 13,6 bilhões de anos, até o próximo Big Crunch.

  • Wanderley Koyanagui:

    Imagens como esta mostram o quanto somos “pequenos” em relação a toda essa imensidão que é o universo lá fora. Isso deveria nos fazer pensar do quanto os nossos problemas são infinitamente pequenos em relação a tudo isso. Pensar que somos um “pálido ponto azul no universo” deveria colocar o ser humano em um patamar mais humilde.

  • JOTAGAR:

    O universo só existe porque existem seres sencientes para contempla-lo. É isto que torna nossa pequena ilha e todos os seres que nela habitam, singulares ante a imensidão estéril que nos rodeia.
    Infelizmente poucos refletem sobre o significado de belas imagens como esta.

    • PhysicistJB:

      Desculpe amigão, mas, que garantia temos que o Universo SÓ existe porque tem alguém observando? É muito fácil notar que o Universo não sofre nada quando um de nós neste planeta morre. Estrelas continuam como estão, planetas e todas as outras estruturas do cosmos nada se perturba quando morremos. Logo, é de se concluir que o Universo existe independentemente de qualquer observador. O que achas?

    • Jonatas Almeida da Silva:

      Desculpe mas essa imensidão não tem nada de estéril. 😉

  • Lucas Adamis:

    Eu, você, todos que você conhece, todos que não conhece, todos que vivem, que já viveram, toda a historia conhecida, aconteceu encima daquele grão de poeira brilhante.

  • Eduardo B. Ozorio:

    …sem contar o pessoal que foi a Lua e já viu a Terra!!!

  • Eduardo B. Ozorio:

    Vendo estas imagens me pergunto: quando um ser humano poderá ver com seus “próprios olhos” ao invés de uma foto estas mesmas imagens!!

  • Tiagoljr Jesus:

    Estas imagens mostram a Terra e a lua vistas da sonda Cassini em torno de Saturno (à esquerda) e da sonda Messenger em Mercúrio (à direita) em 19 de julho de 2013. Cassini estava a 1,44 bilhões de quilômetros de distância da Terra na época, enquanto Messenger estava a 98 milhões de quilômetros – E ai penso quão infinito é o poder de Deus e quão pequenos somos.

    • Lulu:

      Que Deus? Deus nenhum tem nada a ver com isso rs

    • Joao Victor:

      E ele e rei dos rei senhor dos senhor alfa ômega principio e o fim criou o ceu e a terra e tudo o que há criou tudo e todos JV.

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