Futuro: chip da HP movido a laser revolucionaria computação

Por , em 6.03.2012

Até 2017, a HP espera construir um chip de computador que inclui 256 microprocessadores amarrados com feixes de luz.

Com o codinome Corona, o dispositivo movido a laser lidaria com dez trilhões de operações de pontos flutuantes por segundo (FLOPS, que é uma unidade de medida que serve para mensurar a capacidade de processamento de um computador). Em outras palavras, se você colocar apenas cinco deles juntos, você se aproxima da velocidade dos supercomputadores atuais.

O chip de 256 núcleos iria se comunicar em surpreendentes 20 terabytes por segundo, com memória de 10 terabytes por segundo. Isso significa que o chip executaria aplicações de memórias intensivas cerca de duas a seis vezes mais rápido que um chip equivalente feito com fios elétricos.

O Corona também precisa de muito menos energia, ou seja, poderia lidar com 10 a 18 quintilhões de operações de pontos flutuantes por segundo. Isso é 100 vezes mais rápido que o supercomputador mais rápido de hoje.

Fotônica integrada

O chip ótico usa uma tecnologia conhecida como “fotônica integrada”. Redes de telecomunicações e computadores de alta velocidade já usam a luz para enviar informação mais rápida e eficiente.

O Corona é apenas um dos vários esforços para construir chips super rápidos que podem estourar a barreira exascale, incluindo Runnemede da Intel, Angstrom do MIT, Echelon da NVIDIA, e projetos X-Calibur da Sandia. Todos procuram usar fotônica integrada, de alguma forma, mas a tecnologia é o cerne da questão para o Corona HP 256-core.

O problema é que um pouco da tecnologia necessária para construir o Corona não existe. Mas isso está mudando. Recentemente, investigadores e fabricantes de chips encolheram dispositivos ópticos de comunicações de modo que eles podem ser colocados em chips.

Há dois obstáculos que impedem a continuação da intensificação do desempenho de chips no ritmo atual: quanto mais núcleos de processadores enfiarmos em cada chip, mais desafiador é coordená-los. E, como sistemas de computadores ficam maiores, a movimentação de dados dentro e fora de memória torna-se um dreno de energia enorme.

A fotônica integrada pode ajudar com ambos os problemas, proporcionando alta velocidade de baixa potência a comunicações.

A tecnologia também pode desempenhar um papel central na promoção da largura de banda e redução do consumo de energia da internet, principalmente para suporte a serviços de vídeo.

Interferência eletromagnética também é uma preocupação crescente para dispositivos móveis e eletrônicos de automóveis. Todas essas tecnologias eventualmente vão exigir fotônica integrada.

O que falta

A peça que falta do quebra-cabeça é uma forma de gerar luz: o laser. Lasers semicondutores são amplamente utilizados em equipamentos de telecomunicações, impressoras e aparelhos de DVD. Estes lasers são similares aos chips de computador e são pequenos, mas nem de longe o suficiente para serem usados como fontes de luz para circuitos ópticos construídos em chips de computador. Para isso, você precisa fazer lasers microscópicos.

Não é possível fazer um laser de silício, por isso os pesquisadores tentam fazer lasers de outros materiais semicondutores, que são mais ou menos compatíveis com o padrão de chip. Estes são geralmente de fosforeto de índio ou arseneto de gálio. Esta é a abordagem que a Intel, HP e Universidade da Califórnia em Santa Barbara estão tomando.

Já o Instituto de Tecnologia de Massachusetts recentemente surgiu com uma nova abordagem: germânio. O material produz um laser que emite luz no comprimento de onda utilizado por redes de comunicações, que opera em até 120 graus Celsius e pode ser prontamente cultivado em silício.

Especialistas apontam que essa tecnologia se provar eficiente, o chip pode ser realidade até antes de 2017.[Gizmodo]

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14 comentários

  • Lelo:

    Até 2017 isso ai ja vai ser totalmente desatualizado…
    informatica!!!! vamos falar em curtos prazos….

  • Alexandre Venturi:

    Muito legal! Visionário!

    Se utilizassem Mux e demux entre os circuitos, poderiam ajudar a reduzir?
    Desculpe qualquer coisa pela minha ignorância no assunto!!! rsrs.

  • Roni Pensador:

    Só em 2017? Bom, os primeiros pcs com está tecnologia irão custar cada um no início uns 50 mil reais. Será pra poucos. É claro com o tempo vai baixar. Seria bom se já houvesse, daria pra aposentar minha placa de vídeo que está já está cansada.¤

  • Roberto:

    HP? Me lembro até hoje da HP80 com tecnologia da NASA. De quem será que a HP “ganhou” essa nova tecnologia? Talvez nunca saibamos, mas nos custará o olho da cara.

  • Jonas:

    “Quanto mais núcleos, mais difícil de controlar”

    para os conspiradores ou entusiastas do domínio das máquinas, um computador que usa pouca energia e tem 256 núcleos é um prato cheio.

  • Rangel:

    Sera que vai rodar Crysis?

  • Jonatas:

    Eu quero um desses…

  • Glauco:

    Eu trabalho em uma dessas empresas aí…

    • Avatar:

      Glauco, com essa cara ai mano, vc só pode trabalhar na HP… kkkk… abçs.

  • Geziel:

    “O Corona também precisa de muito menos energia, ou seja, poderia lidar com 10 a 18 quintilhões de operações de pontos flutuantes por segundo. ”

    Isto não faz nenhum sentido. Esta frase está BEM MAL ESCRITA. Quem publicou isto deveria ter revisado bem, pois acho que comeu uma parte do texto.

    Quem entende de eletrônica (ou física) e computação sabe bem que isto aí está bem mal redigido e errado.

  • Volney:

    Roda Crisis!?

  • Bruno Ávila:

    Nossa, é muito estranho pensar que a luz é capaz de transmitir informações, e de maneira tão rápida. Como já dizia Lavousier: “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”.

    • Sr. Paradoxo:

      estranho que a luz possa transmitir informações de maneira tão rápida? ela é a coisa mais rápida do universo, pelo menos é o que diz a teoria da relatividade.

  • Carlos Wagner:

    Deve ser legal jogar aisleriot com esse bichinho.

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