Golfinhos do Irrawaddy: restam apenas cinco animais desta espécie vivos

Por , em 16.04.2015

Nesta semana, o Fundo Mundial para a Natureza (WWF) relatou a morte de um golfinho do rio Irrawaddy, no sudeste asiático, que pesquisadores acreditavam ter sido um dos apenas seis que ainda existem no Laos.

No mundo todo, cetáceos ribeirinhos correm grande perigo. Entre poluição, caça e mortes acidentais ao serem atingidos por barcos, eles acabaram desaparecendo completamente do rio Yangtze, estão cada vez mais ameaçados na Amazônia (botos-cor-de-rosa) e outras espécies estão em declínio na maioria dos outros lugares do globo.

Muito perto da extinção

O golfinho de Irrawaddy (Orcaella brevirostris) já viveu em rios e estuários na maior parte do sudeste da Ásia, bem como em ambientes marinhos costeiros. Mais estreitamente relacionados às orcas, eles chegam a medir 2,3 metros de comprimento. O seu longo período de gestação, 14 meses, torna particularmente difícil para que eles reponham populações perdidas.

Embora os golfinhos normalmente prefiram as águas salobras dos estuários, as populações se estabeleceram nos principais rios da região, incluindo o Ganges, o Irrawaddy e o Mekong. Acredita-se que apenas a população de Bangladesh esteja perto de um número sustentável, com cerca de 6.000 sobreviventes.

A população isolada de Mekong está oscilando à beira da extinção. A região deste grande rio que forma uma fronteira entre Camboja e Laos já foi um centro de população para os golfinhos, mas estima-se que seus números tenham caído para aproximadamente a metade nas últimas décadas.

Avanço implacável

O WWF considera métodos de pesca como redes de emalhar e explosivos a principal causa do declínio desses animais. Todos são ilegais no lado cambojano da fronteira, onde cerca de 80 golfinhos sobrevivem, mas redes de emalhar continuam na legalidade na maioria das partes do rio que estão sob o controle de Laos.

A gota d’água poderia ser a construção da barragem Don Sahong Dam, 3 km rio acima do principal habitat de golfinhos local.

Os golfinhos têm significado econômico, além de ecológico, atraindo dezenas de milhares de turistas para a região. “O tamanho reduzido da população e alta mortalidade de filhotes significa que esses bichos raros e belos estão enfrentando um futuro muito incerto.

Mas ainda há esperança. “Ações de conservação conjunta entre os dois países são fundamentais”, afirma Teak Seng, diretor superior de Conservação de Mekong da WWF. “A chave é a colaboração entre Laos e Camboja. É hora de acabar com o uso de todos os tipos de artes de pesca ilegais e regulamentar estritamente o uso de redes de emalhar e o tráfego de barcos. Trabalhar nestas questões é a única esperança de longo prazo para a sobrevivência dos golfinhos no Laos e no Grande Mekong”, afirma, categórico. [IFLS, Terra]

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