Conheça todas as espécies declaradas extintas nesta década

Por , em 27.12.2019

George Solitário, a última tartaruga da Ilha de Pinta

Segundo um estudo publicado na revista Science, espécies são extintas mil vezes mais rápido do que deveriam devido à influência humana.

Talvez você não saiba disso, mas a maioria dessas vítimas não são aqueles animais belos e raros de zoológico, mas sim invertebrados, plantas e outros seres nos quais as pessoas não pensam muito sobre.

A Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) cita mil espécies conhecidas extintas. O número real pode ser muito maior, no entanto, porque não catalogamos nem metade das espécies existentes na Terra, de acordo com estimativas.

Extinção: um problema humano

O site Gizmodo fez uma compilação de todas as espécies declaradas extintas na última década. A lista contém 160 nomes, sendo que muitas dessas espécies foram vistas pela última vez na natureza há muitos anos.

Isso porque geralmente é necessário muito tempo sem avistar uma espécie, além de buscas dedicadas, antes de os pesquisadores poderem declarar sua extinção.

Infelizmente, na maioria dos casos, espécies foram extintas devido a uma combinação de vários fatores: seres humanos destruindo seu habitat, seres humanos intencional ou inadvertidamente introduzindo espécies invasoras em seus habitats, seres humanos poluindo seus habitats, seres humanos caçando ou colhendo a espécie para fins alimentares ou outros, ou seres humanos prejudicando indiretamente habitats através dos efeitos das mudanças climáticas.

Importância ecológica

É importante lembrar que mesmo as espécies “menos simpáticas”, como plantas e animais endêmicos pouco conhecidos, servem a propósitos essenciais em seu ambiente, que garantem o funcionamento adequado da natureza.

Isso inclui manter os níveis de certos gases na atmosfera, limpar a água, polinizar plantas e outros “serviços ecológicos” que funcionam melhor em habitats não degradados. É por isso que essas perdas são tão dolorosas.

E é também por isso que os seres humanos precisam começar a levar sério a tarefa de protegê-las. Sem dúvida, será preciso um esforço internacional coordenado e radical para manter a saúde de nosso planeta e as espécies com as quais o compartilhamos.

Espécies declaradas extintas na década de 2010, em ordem alfabética

Acalypha dikuluwensis

Esta planta era nativa de solos ricos em cobre no planalto de Katanga, na República Democrática do Congo. A mineração provavelmente causou sua extinção.

Acalypha wilderi

Este pequeno e raro arbusto era nativo de áreas florestais na ilha de Rarotunga, no Pacífico Sul. Desenvolvimento humano nessas áreas foi o que provavelmente causou seu fim.

Acrocephalus luscinius

Essa ave vivia nas ilhas do Pacífico, onde enfrentava ameaças como destruição de habitat, introdução de espécies invasoras e incêndios. Era um pequeno pássaro bastante comum em pelo menos um dos pântanos de Guam até 1968, mas desde então sua população declinou rapidamente.

Acrocephalus musae

Outro pássaro anteriormente comum em duas ilhas da Polinésia Francesa, que desapareceram rapidamente com o desenvolvimento humano e a introdução de espécies invasoras.

Acrocephalus nijoi

Essa ave vivia em uma das Ilhas Marianas, no Pacífico Norte. Naturalistas a registraram na ilha até 1995, mas pesquisas extensas desde então não a encontraram.

Acrocephalus yamashinae

Esse pássaro habitava zonas úmidas em uma das Ilhas Marianas. Desenvolvimento humano e uma erupção vulcânica em 1981 provavelmente dizimaram a espécie.

Aegolius gradyi

Um estudo recente de fósseis nas Bermudas revelou que provavelmente havia uma espécie única de coruja na ilha no século XVII. A causa de sua extinção é provavelmente o desmatamento e a introdução de predadores invasores devido à colonização.

Akialoa ellisiana

O Akialoa ellisiana faz parte de uma família de tentilhões que desenvolveram uma variedade de formas e comportamentos alimentares preenchendo nichos correspondentes à incrivelmente diversificada população de plantas do Havaí. A maioria dos pássaros dessa família já sofreu com o desenvolvimento humano na ilha, no entanto. Seus comportamentos especializados os tornaram especialmente suscetíveis à degradação do habitat, além de serem vítimas da malária aviária.

Akialoa lanaiensis

Essa ave era conhecida apenas por três espécimes colhidos em 1892. Como outras da família, provavelmente chegou ao fim devido ao desmatamento e à doença.

Akialoa stejnegeri

A última observação dessa ave foi em 1969. Ela foi declarada extinta em 2016.

Alburnus nicaeensis

Essa espécie de peixe de água doce era encontrada na Bacia do Lago İznik na Turquia até o final do século XX. A indústria pesqueira local abasteceu o lago com outras espécies que acabaram a superando.

Alectroenas payandeei

Fósseis indicam que uma espécie de pombo azul existia na ilha de Rodrigues, no Oceano Índico, no século XVII. A indústria naval provavelmente introduziu ratos na ilha naquela época, levando o pombo à extinção antes do século XVIII.

Alinea luciae

Este lagarto caribenho pode estar extinto desde 1937, devido à introdução de mangustos na região em que vivia.

Amaranthus brownii

Esta pequena planta vivia apenas na desabitada ilha havaiana Nihoa. Apesar disso, conseguiu ser extinta depois de ter sido superada por plantas invasoras.

Anabarilius macrolepis

Anabarilius macrolepis era um peixe encontrada apenas no lago Yilong, na China. Seres humanos começaram a usar a água do lago para a agricultura, e seus níveis diminuíram a partir da década de 1950 até secar completamente por 20 dias em 1981.

Angraecopsis dolabriformis

Essa pequena planta é conhecida a partir de um único espécime, colhido na ilha de São Tomé, na costa atlântica da África Central, em 1892. Os seres humanos destruíram grande parte do habitat natural da ilha ao longo dos séculos 19 e 20, e ela não foi vista desde então.

Angraecum astroarche

Esta orquídea foi encontrada apenas em um trecho de 4 km em São Tomé e é conhecida apenas por uma amostra do século XIX.

Aphanius splendens

Este peixe era endêmico do lago Gölçük, na Turquia, mas foi superado por espécies não nativas introduzidas por pescadores. Está extinto desde a década de 1980.

Aplonis ulietensis

Essa ave viveu na Polinésia Francesa e só é conhecida a partir de uma pintura do século XVIII de um espécime perdido.

Atherinella callida

Esse peixe habitava rios rochosos em Veracruz, no México e foi visto pela última vez em 1957. Provavelmente foi extinto devido à degradação do habitat, poluição e construção de barragens.

Basananthe cupricola

Essa pequena planta era encontrada em apenas um local em estepes da República Democrática do Congo, pois exigia um solo raro rico em cobre para prosperar. Foi extinta devido à mineração na área.

Bermuteo avivorus

Evidências fósseis indicam que um falcão endêmico viveu nas Bermudas no século XVII. Foi extinto foi devido à introdução de porcos selvagens ou caça humana.

Bettongia anhydra

Esse animal australiano parecia um cruzamento entre um rato e um canguru. Os cientistas sabem pouco sobre onde ou como ele viveu. Foi visto pela última vez em 1933, provavelmente extinto devido à introdução de gatos selvagens e raposas invasoras.

Bradycellus chavesi

Este besouro habitava menos de um quilômetro quadrado de terra em São Miguel, nos Açores, no Atlântico. Foi vítima da mudança climática, que trouxe uma seca crescente à região.

Bythinella gibbosa

Este pequeno caracol de água doce vivia em Toulouse, na França. À medida que a cidade cresceu, engoliu e destruiu os riachos em que habitava.

Bythinella limnopsis, Bythinella mauritanica, Bythinella microcochlia e Bythinella punica

Quatro espécies de caracóis de água doce habitavam a Tunísia no século XIX. Nenhum foi encontrado desde então.

Calathus extensicollis

Esse grande besouro predador endêmico das florestas de alta altitude do Pico, uma ilha dos Açores, no Atlântico, foi visto pela última vez em 1859.

Calathus vicenteorum

Outro grande besouro predador endêmico das florestas de alta altitude de Santa Maria, outra ilha dos Açores, foi visto pela última vez em 1957. Sua extinção foi provavelmente causada por mudanças climáticas, que aumentaram as secas na região.

Cambarellus alvarezi

Este lagostim de água doce vivia em uma única fonte de água no México e tinha uma população estável até 1989. O bombeamento intensivo de água subterrânea para a agricultura acabou secando seu habitat natural.

Cambarellus chihuahuae

Este pequeno lagostim vivia num lago no deserto do México, desde então seco por conta da agricultura. A espécie foi declarada extinta em 2010, mas foi redescoberta em 2015. Como a fonte de água em que vive também corre o risco de secar, os cientistas recriaram uma área natural próxima para proteger a espécie.

Centaurea pseudoleucolepis

Esta planta vivia próxima do mar de Azov, na Ucrânia. Não é vista desde 1930, embora seja possível que nunca tenha sido uma espécie única e sim um híbrido de outras plantas.

Centrobunus braueri

Esta aranha habitava uma floresta na ilha de Mahé, nas Seychelles. Foi registrada pela última vez em 1894.

Chambardia letourneuxi

Os cientistas pensavam que este mexilhão já estava extinto quando encontraram evidências de suas conchas no Delta do Nilo, mas encontraram novamente espécimes vivos no início do século XX. Não foi visto desde então, apesar de extensas pesquisas. Logo, foi declarado extinto em 2010.

Chelonoidis abingdonii

Baleeiros caçaram grande parte dessa população de tartarugas da Ilha de Pinta durante o século XIX. Cabras selvagens também destruíram grande parte das florestas nativas da ilha depois que foram introduzidas em 1979. O último espécime conhecido desse animal, George Solitário, foi descoberto em 1971 e morreu em 2012. A tartaruga foi declarada extinta na natureza em 1996.

Chenonetta finschi

Com base em fósseis, os cientistas sabem da existência de um pato grande que vivia nas florestas da Nova Zelândia até os anos 1500. Predação humana e espécies introduzidas levaram ao seu fim.

Clelia errabunda

Os naturalistas haviam documentado a presença de uma cobra preta grande canibal (que se alimentava de outras cobras) na ilha caribenha de Santa Lúcia, registrada pela última vez em 1800.

Coenocorypha barreiraensis

Esse pássaro marrom vivia em uma ilha da Nova Zelândia e foi visto pela última vez em 1870.

Coenocorypha iredalei

Semelhante ao seu colega acima, esse pássaro foi perdendo terreno lentamente para mamíferos invasores.

Colaptes oceanicus

Os cientistas descobriram recentemente os restos de um pica-pau nas Bermudas que teria sido extinto por volta ou antes da época da colonização, durante o século XVII. A perda de árvores nativas, combinada com espécies invasoras, é provavelmente o que a levou à extinção.

Columba thiriouxi

Evidências fósseis mostram que um pequeno pombo vivia nas Ilhas Maurício, no Oceano Índico, até 1730. Provavelmente foi extinto pelas mãos de caçadores e ratos invasores.

Conilurus capricornensis

Este rato noturno é conhecido apenas por ossos antigos encontrados em uma caverna australiana. Um crânio descoberto em 2003 despertou a esperança de que a espécie ainda exista, mas nenhum indivíduo nunca foi achado vivo e a IUCN declarou o animal extinto em 2016.

Contomastix charrua

Esse lagarto foi descoberto em um afloramento de granito na cidade costeira uruguaia de Cabo Polonio. Nenhum indivíduo foi registrado desde 1977. A espécie pode ter sido extinta devido ao aumento da perturbação humana por conta do turismo durante sua época de reprodução.

Copeoglossum redondae

Já esse lagarto vivia na ilha rochosa caribenha de Redonda, parte de Antígua e Barbuda. Conhecido em 1863, sumiu rapidamente desde que seres humanos trouxeram cabras e ratos para a região, dizimando a vegetação nativa.

Cyanea eleeleensis, Cyanea linearifolia, Cyanea mauiensis, Cyanea minutiflora, Cyanea parvifolia e Cyanea sessilifolia

Em 2016, a IUCN declarou extinto um grupo de arbustos do Havaí do gênero Cyanea. Em todos os casos, espécies invasoras introduzidas pelo homem, como porcos, cabras, ervas daninhas, ratos e invertebrados, como caracóis e lesmas, foram os culpados.

Cyclura onchiopsis

Esse iguana vivia na pequena e árida ilha de Navassa, no Caribe. O último espécime foi registrado em 1878, mas a causa de sua extinção é desconhecida. Alguns culpam cabras e gatos invasores, e outros trabalhadores de minas que matavam o animal diretamente.

Cyperus rockii

Esta planta vivia ao longo de um riacho em Kaua’i. Foi vista pela última vez em 1916, e provavelmente foi extinta devido a plantas invasoras e porcos selvagens.

Cyprinodon arcuatus

Este pequeno peixe habitava as nascentes do Arizona, nos EUA, e as lagoas artificiais que a alimentavam. Foi provavelmente extinto como resultado de distúrbios no uso da água e da introdução do robalo.

Cyrtandra olona

Este arbusto era nativo das montanhas de Kaua’i. Não é observado desde 1909, e provavelmente foi levado à extinção por espécies invasoras de plantas.

Delissea subcordata e Delissea undulata

Dois arbustos floridos do gênero Delissea viviam nas florestas havaianas e provavelmente foram extintos devido à competição com plantas e animais invasores.

Dicrogonatus gardineri

Esse ácaro gigante vivia nas florestas tropicais da ilha de Mahé, nas Seychelles. Não é visto desde 1909 e provavelmente foi extinto devido à canela invasora.

Dryolimnas augusti

Esse pássaro com aparência de galinha vivia na ilha de Reunião, no Oceano Índico, e é conhecido apenas por ossos. Ratos e gatos invasivos foram os responsáveis por sua extinção.

Dusicyon avus

Este canídeo habitava os Pampas e a Patagônia na América do Sul. Arqueólogos o encontraram em túmulos que datam do segundo milênio aC, e pode ter sido mantido como animal de estimação. Não se sabe exatamente quando ele foi extinto, mas a datação por radiocarbono sugere que isso ocorreu entre 326 e 496 anos atrás. A caça e a competição com cães domésticos são os possíveis culpados por trás da extinção.

Eclectus infectus

Os ossos deste papagaio foram encontrados em Tonga, Vanuatu e Fiji. Caça excessiva e espécies invasoras são a causa suposta de seu desaparecimento.

Emoia nativitatis

Esse lagarto era comum na Ilha Christmas até os anos de 1970. A causa de sua extinção é multifacetada, incluindo espécies invasoras introduzidas e a perda de habitat por conta da mineração.

Erythrolamprus perfuscus

Essa cobra habitava Barbados, mas não é vista desde 1963. Provavelmente se extinguiu devido ao intenso desenvolvimento do habitat, além de mangustos, gatos e ratos introduzidos.

Eucarlia alluaudi

Este milípede foi registrado pela última vez na pequena ilha de Marianne, nas Seychelles, em 1892.

Eulophia stenopetala

Esta orquídea foi observada em colinas no Butão em 1859, mas não foi registrado desde então, apesar de extensas pesquisas. A causa da extinção não é clara, mas talvez se deva ao desenvolvimento de estradas na região.

Euphrasia mendoncae

Esta planta portuguesa foi vista uma vez em 1936 em prados montanhosos inundados. Foi adicionada à lista de espécies extintas da IUCN em 2011.

Fissidens microstictus

Este musgo habitava a ilha da Madeira em Portugal, mas seu habitat é agora uma das regiões turísticas mais populares da região. Não é visto desde 1982.

Foudia delloni

Esse pássaro famoso por tecer ninhos intricados era comum na Ilha de Reunião. A introdução humana de ratos provavelmente o levou à extinção. Foi visto pela última vez em 1672.

Galba vancouverensis

Este caracol habitava a ilha de Vancouver e as ilhas de San Juan do estado americano de Washington. Ninguém o registra desde 1939, e provavelmente chegou ao seu fim devido ao desenvolvimento humano e a poluição resultante.

Geonemertes rodericana

Este verme foi visto apenas uma vez em florestas úmidas na Ilha Rodrigues, nas Ilhas Maurício, em 1918. As florestas de Rodrigues foram desmatadas para agricultura.

Germainaia geayi

Os cientistas sabem pouco sobre esse mexilhão. Espécimes foram coletados em Madagascar, Austrália e Nova Zelândia. Foi declarado extinto em 2016.

Habenaria petromedusa

Esta planta vivia nas ilhas de Cabo Verde e só é conhecida a partir de um espécime coletado em 1787.

Heleobia spinellii

Esse molusco de água doce habitava um único pântano alpino italiano. Não é registrado desde 1850.

Heliotropium pannifolium

Este arbusto florido estava quase extinto quando os naturalistas o notaram pela primeira vez em 1810, na ilha atlântica de Santa Helena. Cabras introduzidas danificaram o habitat nativo, seguidas por plantas invasoras.

Hemignathus lucidus

Esse pássaro foi registrado pela última vez no final do século XIX. Assim como os outros havaianos, seu desaparecimento foi provavelmente causado pelo desmatamento e espécies invasoras, como ratos e mangustos, seguido pela introdução de doenças aviárias.

Hibiscadelphus woodii

Esse arbusto com flores amarelas brilhantes já estava à beira da extinção quando foi descoberto. A IUCN declarou a planta extinta em 2016. Em 2019, pesquisadores com drones avistaram três indivíduos da espécie mais uma vez em um penhasco na Kaua’i, dando a esperança de que ainda possa ser salva.

Himatione fraithii

Este pássaro habitava a ilha havaiana de Laysan e foi registrado até 1923. Já estava em declínio quando coelhos invasores destruíram as plantas que serviam como alimento para a espécie.

Hirstienus nanus

Os cientistas sabem pouco sobre esta aranha que viveu na ilha de Mahé nas Seychelles. A espécie foi vista pela última vez em 1908. Árvores de canela invasoras provavelmente destruíram seu habitat.

Islamia ateni

Este caracol de água doce foi descoberto em uma nascente da Espanha, usada como local de natação e banho. É provável que o molusco tenha sido extinto após a construção de estradas.

Labeo worthingtoni

Esse peixe habitava o lago Malawi, na África central, onde os naturalistas o registraram pela última vez em 1932.

Labidura herculeana

Esta era a maior espécie de tesourinha do mundo, um inseto do tamanho de uma mão encontrado na ilha atlântica de Santa Helena. Os cientistas o registraram pela última vez em uma visita à ilha para coletar espécimes em 1967. As grandes rochas sob as quais ele vivia foram removidas para construção, e os humanos introduziram predadores invasivos como aranhas e centopeias.

Leiocephalus cuneus

Este grande lagarto vivia em quatro ilhas das Pequenas Antilhas. Não é visto desde o século XVII.

Leiolopisma ceciliae

Os cientistas só conhecem essa espécie de lagarto a partir de restos. Provavelmente foi extinto há pelo menos 300 anos.

Leiorhagium solemi

Esse molusco da Nova Caledônia foi registrado até 1928. O desenvolvimento humana, como o aumento de incêndios em favor de plantas introduzidas, provavelmente causaram seu desaparecimento.

Lepidium amissum

Essa grama só foi reconhecida como espécie depois de sua extinção, provavelmente devido ao desenvolvimento humano na costa da Nova Zelândia.

Lepidium obtusatum

Essa planta da Nova Zelândia não é vista desde 1950, e foi declarada extinta em 2014.

Leporillus apicalis

Esses ratos construíam ninhos gigantes em seu habitat natural no sul da Austrália, frequentemente percebidos pelos primeiros visitantes estrangeiros. Já eram raros no início do século XX, sendo vítimas de gatos selvagens invasores.

Logania depressa

Esta planta pouco conhecida da Nova Zelândia foi vista por último em 1847.

Loxops wolstenholmei

Esse pássaro havaiano foi observado pela última vez em 1930. Como outros colegas, provavelmente sofreu nas mãos de espécies invasoras e doenças.

Macrobrachium leptodactylus

Os cientistas só coletaram um desses camarões de água doce em Java, na Indonésia, em 1888.

Margatteoidea amoena

Os cientistas conhecem essa planta a partir de um único espécime visto na ilha de Desroches, nas Seychelles, onde foi registrado em 1905.

Megupsilon aporus

Esse peixe pequeno viveu em uma única fonte de água em Nuevo Leo, no México. O uso humano quase a secou completamente, enquanto espécies invasoras foram introduzidas.

Melanoplus spretus

Não está claro como um dos gafanhotos mais comuns da América do Norte foi extinto. Naturalistas não o registram desde 1902, talvez devido a mudanças no uso da terra ou aração em seus locais de reprodução.

Melicope macropus

Esse citrino vivia no vale de Kalalau, em Kaua’i, ao lado de outras espécies de plantas nativas devastadas por cabras, porcos, veados e plantas invasoras.

Melicope nealae

Outro citrino que vivia na floresta montanhosa de Kaua’i. Não é visto desde 1960.

Melomys rubicola

Essa pode ser a primeira espécie de mamífero extinta devido aos efeitos das mudanças climáticas. Este pequeno roedor vivia em uma pequena ilha na Grande Barreira de Corais da Austrália. Seu declínio começou em 1983. O aumento das tempestades destruiu a vegetação nativa da ilha, e os cientistas não o veem desde 2009.

Mercuria letourneuxiana

Esse molusco é conhecido apenas a partir de registros do século XIX de uma fonte termal que não existe mais.

Metazalmoxis ferruginea

Esta aranha, endêmica da ilha de Mahé, nas Seychelles, não é vista desde 1892. Provavelmente chegou ao fim devido a espécies de plantas invasoras.

Miconia abscondita

Essa pequena árvore era nativa das encostas íngremes de Parc Macaya, no Haiti. Não é vista desde 1926.

Myosotis laingii

Esta flor habitava a Nova Zelândia, mas não é registrada ou colhida desde 1912.

Nactus soniae

Os cientistas só conhecem essa espécie de lagartixa da Ilha de Reunião a partir de ossos.

Neocnemis occidentalis

Este inseto vivia em uma área muito pequena de floresta nativa em Santa Maria, nos Açores. Grande parte de seu habitat foi perdido devido às mudanças climáticas.

Neoplanorbis tantillus

Este caracol era nativo do rio Coosa, no Alabama. Uma série de barragens construídas em 1914 a 1967 destruiu seu habitat.

Nesoenas cicur

Essa ave é conhecida a partir de ossos encontrados nas Ilhas Maurício. Foi extinta antes da chegada dos primeiros colecionadores de história natural à ilha.

Nobregaea latinervis

Esse musgo vivia apenas no lado nordeste da ilha da Madeira, em Portugal, onde não é visto desde 1946. A área foi alvo de desenvolvimento humano.

Notomys robustus

Esse rato da Austrália é conhecido apenas a partir de ossos e pedaços de pele indigestos regurgitados por corujas, no século XIX.

Noturus trautmani

Esse peixe de Ohio, EUA, desapareceu em 1957, mas a causa de sua extinção ainda é desconhecida.

Nyctanassa carcinocatactes

Ossos de pássaros apareceram na ilha das Bermudas, pertencentes a uma espécie de garça que pode ter vivido na ilha até o século XVII. Caça e gatos selvagens provavelmente levaram ao seu fim.

Ornithogalum visianicum

Essa planta relacionada aos espargos vivia em uma ilha na costa da Croácia, mas não é vista por cientistas desde 1911. Seu desaparecimento é um mistério; além de um farol e turistas ocasionais, a ilha é praticamente inalterada.

Orthomorpha crinita

Esse milípede é conhecido por um espécime coletado em 1894 na ilha de Mahé, nas Seychelles. Não foi registrado oficialmente desde então. É provavelmente vítima de plantas invasoras.

Pacifastacus nigrescens

Este lagostim vivia na área da baía de São Francisco. Desenvolvimento urbano destruiu seu habitat no século XX.

Pennatomys nivalis

Esse rato habitava as ilhas caribenhas de São Cristóvão, Nevis e Santo Eustáquio, e já foi um componente importante da dieta dos povos nativos. Com os colonos europeus, vieram mamíferos invasores que provavelmente superavam o animal. A IUCN declarou-o oficialmente extinto em 2011.

Peromona erinacea

Os cientistas observaram essa aranha pela última vez nos bosques da ilha de Mahé, em Seychelles, em 1892. Como outras da região, provavelmente foi extinta devido a plantas invasoras, principalmente a canela.

Pipilo naufragus

Esse pardal das Bermudas é conhecido a partir de restos encontrados em cavernas. Deve ter sido extinto por conta de predadores invasores, como gatos selvagens.

Pipistrellus murrayi

Cientistas assistiram o declínio desse morcego da Ilha Christmas em tempo real, desde que iniciaram seu monitoramento nos anos 90. Em 2009, restavam apenas quatro deles. A causa de sua extinção é um mistério, já que 75% das florestas nativas da ilha permaneceram após a chegada dos humanos. Espécies invasivas como gatos selvagens podem ter desempenhado um papel.

Platytropius siamensis

Este peixe doce habitava rios e zonas úmidas na Tailândia. Apesar de inúmeras pesquisas, não é visto desde 1975-1977. Barragens e canais no rio Chao Phraya, bem como o desenvolvimento e poluição extrema, são os culpados pelo desaparecimento da espécie.

Plectostoma sciaphilum

Esse caracol vivia em apenas uma colina de calcário na Malásia. No entanto, uma empresa de cimento que explorou a montanha na década de 2000 varreu o habitat do mapa.

Pleorotus braueri

Os cientistas conhecem essa aranha a partir de um único espécime visto na ilha de Mahé, nas Seychelles, em 1894. Provavelmente foi extinto devido a plantas invasoras, especialmente a canela.

Pleurobema perovatum

Esse mexilhão de água doce morava nos rios Coosa e Conasauga, parte da Bacia Hidrográfica do Mississippi e do Alabama. Os cientistas não o veem desde o início do século XX.

Porphyrio paepae

Esse pássaro foi observado pela última vez em duas ilhas da Polinésia em 1937. Caça e predação por gatos e ratos são a causa provável de seu desaparecimento.

Procambarus angustatus

Um biólogo encontrou um único espécime desse lagostim no estado americano da Geórgia em 1958, mas não é visto desde então.

Prosobonia cancellata

Os cientistas encontraram evidências desta espécie de ave apenas recentemente, mas ela provavelmente foi extinta na década de 1850 por predadores invasores.

Pseudamnicola barratei, Pseudamnicola desertorum, Pseudamnicola doumeti, Pseudamnicola globulina, Pseudamnicola latasteana, Pseudamnicola oudrefica, Pseudamnicola ragia e Pseudamnicola singularis

Oito membros do gênero de caracóis Pseudamnicola foram declarados extintos em 2010. Os animais eram extremamente sensíveis às mudanças nas fontes de água (na Tunísia e uma delas na Argélia) em que habitavam.

Pseudomys auritus

Esse grande roedor que vivia em florestas, bosques e áreas cobertas de vegetação na Austrália é conhecido a partir de espécimes coletados nos anos 1800. Não é observado desde a década de 1850.

Pseudophoxinus handlirschi

Este peixe de água doce habitava o lago Eğirdir, na Turquia. Não é registrado desde a década de 1980, quando sua população declinou devido à introdução de um popular peixe de caça, conhecido como zander ou lúcio-perca.

Pyrocephalus dubius

Essa ave vermelha era nativa da ilha de San Cristóbal, em Galápagos, e não é encontrada desde os anos 1980. Foi provavelmente extinta por conta de ratos e borboletas invasoras, além da gripe aviária.

Sanicula kauaiensis

Esta erva habitava encostas íngremes de Kaua’i e não é vista desde a década de 1950. Chegou ao fim provavelmente por causa da competição com plantas invasoras na ilha.

Scelotes guentheri

Este lagarto vivia na África do Sul e não é observado há mais de 150 anos. Sua extinção é provavelmente culpa de plantas e animais invasores.

Schiedea amplexicaulis

Outra planta havaiana que não é vista desde a década de 1850. Como outras, foi vítima de espécies invasoras.

Sitalcicus gardineri

Essa aranha vivia na ilha de Mahé, nas Seychelles. Foi registrada pela última vez em 1908, provavelmente vítima de destruição de habitat.

Spirobolellus praslinus

Esse milípede da ilha Praslin, nas Seychelles, foi registrado pela última vez em 1902. Plantas invasoras destruíram seu habitat nativo.

Stachytarpheta fallax

Essa espécie vegetal é conhecida apenas a partir de espécimes coletados nas ilhas Atlânticas de Cabo Verde em 1808. Não foi registrada desde então, então a IUCN a declarou extinta em 2017.

Stagnicola pilsbryi

Esse caracol de água doce habitava uma única fonte de água em Utah, EUA. Foi visto pela última vez em 1968. Seu desaparecimento foi provavelmente devido a desenvolvimento humano próximo ao habitat.

Stellaria elatinoides

Esta planta vivia nas ilhas Norte e Sul da Nova Zelândia, ao longo de lagos e rios. Ervas invasoras provavelmente mudaram seu habitat até causar sua extinção.

Stipax triangulifer

Esta aranha era o único membro de seu gênero e vivia na ilha de Mahé, nas Seychelles. Foi observada pela última vez em 1894, provavelmente vítima de plantas invasoras que mudaram seu habitat nativo.

Sus bucculentus

Este porco conhecido apenas por restos fósseis habitava florestas do sudeste asiático. Não é registrado desde 1892.

Tachybaptus rufolavatus

Este pássaro habitava principalmente a área ao redor do maior lago de Madagascar, o Alaotra. A última vez que foi visto foi em 1982. Vários fatores provavelmente levaram a sua extinção, incluindo plantas e peixes invasores, agricultura, erosão do solo e o crescente uso de redes de nylon para pescar em grande parte do lago.

Thomasettia seychellana

Outra aranha de Mahé, nas Seychelles, que não é vista desde 1908 e foi provavelmente extinta devido a plantas invasoras.

Tokea orthostichon

Cientistas descobriram um único espécime desta minhoca no Monte Wellington, em Aukland, na Nova Zelândia, há mais de 150 anos. Enquanto os maoris comiam minhocas desse gênero, os animais foram provavelmente extintos depois da colonização europeia, que substituiu culturas nativas por espécies invasoras.

Tribonyx hodgenorum

Cientistas descobriram restos deste pássaro da Nova Zelândia datando do século XVII. Sua extinção foi devida provavelmente à caça e à introdução de espécies invasoras, como o rato polinésio.

Trilepidea adamsii

Esse arbusto habitava as margens de florestas da Ilha Norte da Nova Zelândia. Não é visto desde 1954, e foi provavelmente extinto devido a degradação do habitat, perda de insetos polinizadores e gambás invasores.

Tristramella sacra

Esse peixe vivia apenas no mar da Galiléia, em Israel, e não é observado desde 1990. A destruição de seu habitat é provavelmente a culpada por sua extinção.

Unio madagascariensis

Esse mexilhão era nativo de rios próximos à costa leste de Madagascar e não é visto desde 1841. Uso de pesticidas e escoamento da agricultura foram provavelmente as causas de sua extinção.

Unio malgachensis

Esse mexilhão de Madagascar é conhecido apenas por um espécime de 1908-1909. Apesar de haver um debate sobre sua taxonomia, nenhum indivíduo foi registrado desde então, e foi declarado extinto em 2016.

Viola cryana

Esta flor vivia apenas no lado sul das colinas de calcário de Bourgogne Yonne, na França. Não é registrada desde 1927, e a extração do calcário foi provavelmente a causa de seu fim.

Vitrea storchi

Esse caracol conhecido apenas por fósseis vivia nas rochas da ilha de Chios, no Mar Egeu.

Wikstroemia hanalei

Esse arbusto habitava vales na ilha havaiana de Kaua’i, mas não é registrado desde 1897. Foi provavelmente extinto devido à competição com espécies invasoras.

Zonites santoriniensis

Esse caracol terrestre era endêmico de Santorini, na Grécia. Uma erupção vulcânica há 1.450 anos provavelmente extinguiu a espécie.

Zonites siphnicus

Este pequeno caracol habitava três ilhas do Mar Egeu em terras ricas em calcário, mas não é observado desde 1933-1935.

Zosterops conspicillatus

Esse pequeno pássaro amarelo habitava as Ilhas Marianas do Norte em vários locais, inclusive áreas urbanas. Não é observado desde 1983, no entanto, provavelmente extinto devido a introdução de cobras invasoras.

Zosterops semiflavus

Esse pássaro vivia na Ilha Marianne, nas Seychelles, embora possa ter vivido em mais locais. Provavelmente foi extinto por volta de 1888 devido a introdução de espécies invasoras. [Gizmodo]

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2 comentários

  • Aderval Rossetto:

    Faltaram as imagens

    • Edson Leal:

      verdade, sem imagem não tem graça

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