Você não é tão inteligente quanto pensa: só confunde conhecimento acessível com conhecimento pessoal

Por , em 1.04.2015

A internet traz tantas informações a nosso alcance que tem um efeito surpreendente sobre nossos cérebros: nós acabamos pensando que somos muito mais inteligentes do que realmente somos.

Um estudo da Universidade Yale (EUA) conduziu nove experimentos diferentes com mais de 1.000 participantes e descobriu que, se os indivíduos recebem informações através de pesquisas na internet, eles avaliam a sua base de conhecimento como muito maior do que as pessoas que obtém as mesmas informações através de outros métodos.

A pesquisa

“As pessoas que buscam informações tendem a confundir o conhecimento acessível com o seu próprio conhecimento pessoal”, explica Matthew Fisher, autor principal do estudo.

Por exemplo, em um experimento, as pessoas tinham que procurar online uma resposta à pergunta: “Como um zíper funciona?”. O grupo de controle simplesmente recebeu a mesma resposta que os outros encontraram online, sem ter que procurar por si próprio.

Quando, mais tarde, todos os participantes responderam o quão bem eles entendiam outras questões completamente independentes desse conhecimento, aqueles que procuraram a informação na internet avaliaram seu conhecimento como sendo substancialmente maior do que aqueles que só leram textos. Antes do experimento, tal diferença não existia.

Efeito bizarro

O efeito foi tão forte que mesmo quando uma resposta completa a uma pergunta não foi fornecida para os pesquisadores da internet, eles ainda tinham um senso inflado de seu próprio conhecimento.

Ou seja, o “modo busca” na internet pode gerar um efeito tão poderoso que as pessoas ainda se sentem mais inteligentes mesmo quando as suas pesquisas online não revelam nada.

Para a geração mais jovem, na qual o smartphone é praticamente um apêndice de seu cérebro, esse efeito pode ser ainda mais pronunciado. “Eles nem sequer percebem que [seu conhecimento] não é real até que fiquem desconectados”, afirma um dos autores do estudo, Frank Keil. [MedicalXpress]

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1 comentário

  • Flavio Marques:

    Eu não diria mais inteligente, mais com certeza quem usa a internet para pesquisas normalmente acaba por ficar amplamente mais instruido.

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