Impressora 3D cria braço do “Exterminador do Futuro”

Por , em 11.10.2013

A novidade pode parecer uma realidade distante, presente apenas em filmes de ficção científica, mas, na verdade, pode ser uma visão de como será o futuro das próteses humanas.

A impressão em 3D é capaz de produzir objetos do cotidiano, feitos em plástico transparente, para que possamos ver em detalhes sem precedentes como eles funcionam. E este modelo requintado de uma prótese de braço é um fantástico exemplo. Ele é um dos destaques da mostra de impressões 3D do Museu de Ciência de Londres, Inglaterra, que apresenta ao público mais de 600 objetos.

Projetado por Richard Hague, diretor do Grupo de Pesquisa de Fabricação Aditiva e Impressão em 3D da Universidade de Nottingham, Inglaterra, e por seus alunos, o braço mostra como as impressoras podem criar uma estrutura forte, com articulações móveis e sensores delicados – tais como os detectores táteis de metal em forma de espiral –, tudo em um único processo.

“É um protótipo, mas já apresenta circuitos que possuem a capacidade de identificar a temperatura externa, sentir objetos e controlar o movimento do braço”, explica Hague. “A impressão 3D nos dá a liberdade de fazer formas complexas e otimizadas, e nosso objetivo de pesquisa está focado na impressão para funções elétricas, ópticas ou mesmo biológicas”.

Tais técnicas também ajudam a baratear o custo das próteses, permitindo que elas possam ser usadas por pessoas que antes não podiam pagar por elas. Por exemplo, o projeto de código aberto, também conhecido como software livre, “Robohand”, liderado pelo carpinteiro sul-africano Richard Van As, visa imprimir, de forma econômica, próteses plásticas personalizadas para pessoas que perderam seus dedos ou que nasceram sem algum dedo ou com má-formação. Alguns de seus trabalhos – cujos modelos estão disponíveis on-line – também estão em exposição no Museu de Ciência de Londres. [New Scientist]

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