Mais burros que pensávamos: nova análise revela que não temos tantos neurônios assim

Por , em 1.03.2012

Parece que toda a raça humana ficou um pouco mais burra: uma nova análise do número de neurônios que temos – as células cerebrais que transmitem pensamentos – voltou com um número incrivelmente menor do que se pensava – 14 bilhões de células cerebrais a menos, ou o tamanho do cérebro de um babuíno.

Antigamente, pensávamos que tínhamos cerca de 100 bilhões de células cerebrais, número que não resiste à investigação experimental real.

A pesquisa foi liderada por Suzana Herculano-Houzel, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

O estudo foi realizado em quatro cérebros humanos, de homens com idades de 50, 51, 54 e 71 anos, que doaram seus cérebros para a ciência.

O método usado envolve a dissolução das membranas celulares das células no interior do cérebro, criando uma mistura homogênea. Em seguida, tira-se uma amostra dessa “sopa”, contando o número de núcleos de células pertencentes aos neurônios (em oposição a outras células no cérebro tais como células gliais) e, em seguida, dimensiona-se para obter o número total.

A grande vantagem deste método é que, ao contrário da contagem do número de neurônios em uma parte do cérebro para, em seguida, extrapolar o total, elimina o problema de que diferentes regiões do cérebro possam ter mais ou menos neurônios.

O resultado foi que, em média, o cérebro humano tem 86 bilhões de neurônios, com nenhum dos quatro cérebros examinados tendo 100 bilhões de neurônios.

“Mesmo que possa soar como uma pequena diferença, a quantidade de 14 bilhões de neurônios é praticamente o número de neurônios que um cérebro de babuíno tem, ou quase metade do número de neurônios no cérebro de um gorila. Então é uma diferença muito grande”, disse Suzana.

Mas, no fim das contas, os cientistas debatem o quão importante este número é. Pesquisas anteriores sobre cérebros de animais indicam que o maior não é necessariamente o melhor; os cérebros mais volumosos, que têm muitos neurônios, podem ter apenas o necessário para controlar corpos maiores.

Outros afirmam que os nossos grandes cérebros são necessários para nossa complexa vida social, o nosso uso extremo de ferramentas ou a nossa capacidade de “pensar sobre o pensamento”, chamada metacognição.

Já outros pesquisadores acreditam que a nossa inteligência não está no tamanho do nosso cérebro, mas na complexidade das interações dele. O cérebro humano é tão complexo e emaranhado que, na verdade, desvendar como ele funciona tem sido um enigma aparentemente sem fim.[LiveScience]

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19 comentários

  • leandro balbino:

    foram contar quantos neuronios os celebros dos idosos de 70 e 60 anos tinham e perceberam que o numero era menor doque o esperado si contar quanto neuronios tem na cabeça da Suzana Herculano-Houzel, ai sim o numero vai diminuir drasticamente

  • Evaldo:

    Isso prova que o ser humano esta mais preguiçoso, pois com o advento dos computadores, o homem deixou de lê livros,simplesmente pesquisa no google, não escreve, digita e muitas vezes destroem a língua portuguesa com abreviaturas inexistentes no dicionário, não se relaciona pessoalmente, só através do MSN ou FACE e assim por diante. Um cérebro que não trabalha, não se exercita a tendência é diminuir mesmo pois fica preguiçoso e não evolui.

    • Someone:

      Mas no caso desses homens que doarem o cérebro, o mais novo deles tinha 50 anos. Não creio que nessa idade eles já utilizassem essas novas tecnologias e que tivessem tido tempo para surgir efeito.
      Creio que a sua teoria seria mais válidas para os próximos anos…

    • Someone:

      doaram*

  • Valdeir:

    Pode ser o efeito dos PCBs, produto produzido pela Monsanto que diminui a inteligência dos filhos de pais contaminados com este produto. Já que o PCB contaminou todo o planeta, gerações e mais gerações de pessoas com menos neurônios tem se formado. Continuando assim faremos a evolução as avessas até virarmos amebas.

  • Bovidino:

    Muito embora já era de se supor que não somos tão inteligentes mesmo, me parece que no caso, quantidade não seria tão importante quanto a qualidade e a funcionalidade.

    • Someone:

      Falou tudo!
      Uma coisa é a quantidade e outra a qualidade.

  • Douglas:

    foi usado um novo meio de calcular os neuronios,
    se usar isso em babuinos e macacos, com certeza esse numero tambem iria cair

  • gloria:

    O estudo é falho, ñ foi feito em cérebros jovens, de pessoas mundialmente conhecidas por serem mais inteligentes q a média.E daí q temos menos neuronios?Se o estudo nunca provou q alguém q tem mais é mais inteligente,continuamos sendo quem somos c\ pouco ou c\ muitos!

  • Chuck Norris®:

    Acredito que existem outras civilizações assustadoramente inteligentes. Nós estamos muito atrasados.

    • Matheus:

      o que isso tem haver com o texto?

      todo mundo odeia o chris

    • Chuck Norris®:

      O site não é seu. O m.o.d.e.r.a.d.o.r pode deletar meu comentário quando quiser.

  • JHR:

    Seria nossa inteligência, memoria e psi produto único e exclusivo de um agragado de funções orgânicas e celulares ou haveria algo mais?

    • nicknick:

      Eu só achei estranho que os cérebros estudados eram de pessoas com idade que normalmente é esperado perda de neurônios. Acho que o estudo ainda não é conclusivo.

  • Zeca:

    Outro lado da moeda:
    Na prática isso não muda NADA nos nossos cérebros, o que mudou foram os números estimados de neurônios. Se com menos neurônios ainda temos o mesmo cérebro = nossos neurônios são mais eficientes..

  • Ivete matos:

    isso justifica

  • Fernando:

    Alguns pesquisadores argumentam também que as células da glia, as neuróglias, têm papel fundamental nesse quesito, pessoas mais espertas as teriam em maior quantidade. A função delas seria servir como uma espécie de ‘reserva de energia’ para as sinapses.

  • Giih:

    Agora as besteiras que fazemos estao justificadas rs

  • Guilherme:

    Recontaram também o número de neurônios em babuínos e gorilas?
    Parece piada…

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