Mais um cometa tenta mergulhar no sol

Apenas três meses após um cometa tentar mergulhar no sol, outro viajante estrelar quis tentar a sorte com o gigante.

O novo cometa “Swan” está em rota de colisão com nossa estrela, e deveria entrar na atmosfera solar no fim do dia 14 de março. O mergulho do Swan segue o do cometa Lovejoy, em 15 de dezembro de 2011, que saiu com a cauda danificada, mas o corpo intacto.

As chances são piores para o cometa Swan. Ele foi descoberto no dia 8 desse mês, por caçadores de cometas. Como o Lovejoy, o Swan é conhecido como um cometa rasante Kreutz. Acredita-se que todos os membros dessa família – que recebem o nome devido a órbita perto do sol – sejam restos de um cometa gigante que se quebrou há muitos séculos. Eles receberam o nome após o astrônomo do século 19, Heinrich Kreutz, ter demonstrado a relação entre eles.

Mesmo que muitos cometas mergulhem no sol, o Lovejoy era de certo modo especial, e não apenas porque conseguiu sobreviver.

Primeiro de tudo, os astrônomos o descobriram no fim de novembro, o que deu tempo suficiente para preparar e documentar o encontro solar. Depois, o Lovejoy era incrivelmente luminoso. Em seu pico, seu brilho era praticamente o mesmo do planeta Vênus.

Esse é um caminho complicado para o Swan seguir, e as chances são de que o cometa não vá aguentar o tranco. Mas mesmo que ele suma, os pesquisadores dizem que ele terá seu momento de glória.

“Penso que esse será o segundo cometa mais brilhante do grupo Kreutz, desde os anos 70”, afirma o cientista solar, Karl Battams. [LiveScience]

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13 respostas para “Mais um cometa tenta mergulhar no sol”

  1. Ninguém aborda a possibilidade de estar havendo atualmente uma perturbação na Nuvem de Oort…se tantos cometas estão sendo descobertos repentinamente, pouco antes de se chocarem com o Sol, isso significa que anteriormente pouco se sabia sobre esse fenômeno. Ainda assim, os negacionistas afirmam que não há nenhuma perturbação cometária incomum acontecendo…

  2. Não será este cOMETA’, o revalado pelos *Maias? tomara que seje foi desviado inesperadamente?
    TEM COISA AI, ESPERO QUE TENHA E QUE AINDA UM DIA IREMOS VIABILIZA-LAS.

  3. Estava pesquisando para ver se na madrugada de domingo para segunda (por volta das 03h00) havia algum relato de algo (cometa, meteoro, sei lá..rs) e acabei encontrando esse site.
    Estava na Rodovia Dom Pedro, sentido Jacarei-SP x Campinas-SP, quando nas proximidades de Igarata deu clarão que iluminou a estrada e logo em seguida um rasto muito rápido e grande cortou o ceu. Tudo bem rápido (2 a 3 segundos). Mas não encontrei nada sobre isso…lembro que os carros que estavam na minha frente pararam no acostamento por curiosidade (ou susto). Achei que fosse o sono, mas pelos 5 minutos adiante na estrada via pessoas que pararam no acostamento apontando celular esperando algo, que não ocorreu mais.
    Mas fica aqui meu relato como forma de contribuição.
    Abraço!

  4. Mas quando ele vai tentar? e porque não fazem as mesmas imagens em HD que estão fazendo ultimamente nessas EMC?
    Seria legal ve-lo indo para o astro em uma filmagem em qualidade alta.

    • A maior parte dos vídeos bonitos do espaço que vemos em documentários são animações gráficas, não que o espaço não seja bonito, mas as observações verídicas que os astrônomos usam são mais flutuações de luz e gráficos de radar do que fotos.
      Qualquer imagem óptica do evento seria indefinida, ofuscada pelo brilho do Sol. As técnicas de estudo das redondezas solares são um grande desafio, só possível a sensores de outros tipos de visão, como sensores térmicos, ultravioleta, infravermelho. Pra se ter uma ideia, nunca tivemos uma foto óptica da superfície de Vênus, mas o Radar nos permitiu mapear-la de forma muito eficiente. Se você conseguisse colocar uma câmera óptica lá, não veria mais nada além de 5 metros, dada a densidade da atmosfera. Mas essa atmosfera é invisível ao Radar.
      Outra observação legal de Radar é olhar para Júpiter e suas luas: Júpiter some, porque é basicamente gasoso. Mas suas luas podem ser vistas, porque são sólidas. Imagina alguém com olhos de Radar? Se perguntaria: “Ao redor do quê será que aquelas luas estão girando?

    • Bom, levando em conta que o nós temos acesso e podemos conpenetrar com algum estudo é somente aquilo que as autoridades nos permitem, fica difícil questionar ou não as imagens e informações disparadas na mídia. A verdadeira astronomia encontra-se muito bem trancada dentro dos cofres da inteligência norte-americana.

  5. Em astronomia, muitas hipóteses surgem e são abandonadas, outras surgem e perduram até prove-se o contrário ou a confirme, por exemplo, a Nuvem de Oort, nunca observada mas considerada objeto de estudo.
    Entre as abandonadas, estaria o Planeta Vulcano, um planeta hipotético com órbita interior à de Mercúrio. Com o tempo, a hipótese de Vulcano fora substituída pela hipótese do cinturão de Vulcano, que seria um ralo cinturão de asteroides a mais ou menos meia distância entre o Sol e a órbita de Mercúrio.
    Como nunca nada semelhante fora observado, a hipótese fora esquecida e pouco documentada ainda no século passado.
    Mas, com tantos objetos tendo sido encontrados cortejando o Sol tão de perto, penso que a hipótese dos asteroides intra-mercurianos deveria ser reconsiderada.
    Para passar em plena periferia da Coroa solar e sair ileso, me desculpe mas uma bola de neve suja está fora de cogitação, no mínimo um astro rochoso com muito ferro e se já não era seco, agora estaria.

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