Metacognição – o que é isso? Clique aqui e descubra!

Por , em 9.02.2014
Metacognição o que é

O que é Metacognição?

Mais um neologismo que vem se tornando a competência preferida dos avaliadores nos exames de seleção e é o critério de seleção mais importante dos mais importantes headhunters no mundo.

No universo corporativo cada vez mais competitivo, não basta você conseguir conceituar direitinho e recitar de cor e salteado o que é essa tal da metacognição e estar antenado com as novas tendências da psicologia corporativa.

É preciso ficar claro que nas técnicas de avaliação das novas corporações um dos principais critérios de seleção levará em conta o candidato que tiver sua metacognição melhor desenvolvida.

Não por coincidência a corporação que avalia a metacognição não apenas oferece os melhores salários, mas também as melhores oportunidades de carreira.

Evidentemente esse tema é gigantesco.

Desta forma tenho que me desculpar desde já com os especialistas da área, frente essa minha audaciosa tentativa de resumir nessas poucas linhas conceitos tão magníficos.

Para abrandar minha consciência listo abaixo alguns livros, que penso, auxiliarão o leitor nessa maratona.

No âmbito da psicologia podemos conceituar cognição como sendo processo da aquisição do conhecimento e sua interiorização, ou seja, a conversão de tudo que é apreendido para o nosso modo de ser interno.

O conceito tem origem no termo “cognitione” atribuído às ideias de Platão nos escritos de Aristóteles e utilizado para denominar o conjunto dos processos mentais utilizados na geração do próprio pensamento e na aplicação das diversas faculdades mentais, tais como classificação, reconhecimento e compreensão, só para citar algumas.

Além do julgamento — através do raciocínio — e do aprendizado — a partir da observação, experimentação, experienciação e do estudo — a cognição amplia-se também para a compreensão dos sistemas e abarca a criatividade, bem como o desenvolvimento de soluções de problemas.

Podemos dizer numa forma mais concisa que a cognição é o funcionamento da mente humana quando percebe, aprende, recorda e pensa sobre toda informação captada através dos cinco sentidos e elabora através da criatividade informações novas e originais capazes de inferir sobre seu comportamento e interagir e/ou modificar os ambientes natural e social.

Em suma é a parte mais nobre e sofisticada da inteligência humana.

Dito isso, é fácil intuir que do ponto de vista evolutivo a cognição é a nossa melhor ferramenta de adaptação ao meio.

Nesse processo pelo qual o ser humano interage com os seus semelhantes e com o ambiente conservando sua individuação e identidade existencial, observamos que o primeiro passo cognitivo vem a ser a captação das informações do ambiente através dos órgãos dos sentidos, processo esse, que em decorrência de sua interiorização, caracteriza a percepção.

Com a repetição de vivências e experimentações, as informações vão construindo o acervo da memória individual, que também inferem na percepção.

Em ciclos cada vez mais complexos envolvendo os aspectos límbicos, sensoriais e sensíveis/emocionais o indivíduo vai construindo o seu “episteme”,  ou seja, sua tomada da realidade.

É da conjunção desses processos mentais que vai surgindo o que se denomina em psicologia cognitiva de “consciência individual” ou “cognição de si mesmo”.

Essa “consciência individual” caracteriza o entendimento de que somos um ser à parte — um ser individual — ou seja, temos aí, a percepção da nossa própria existência.

Assim podemos avançar para o conceito de metacognição como sendo a cognição da cognição.

Em outras palavras é a aplicação de todos os processos cognitivos para promover o reconhecimento, o entendimento e o controle do próprio processo cognitivo.

A metacognição é em síntese, a conjugação do metaconhecimento com o seu controle.

Ficou muito complicado?

Vamos usar, então, de uma analogia.

Vamos imaginar que tanto o seu conhecimento individual quanto os recursos da sua inteligência, tais como raciocínio, memória, fluência, etc. sejam ferramentas dentro uma caixa.

Você terá uma metacognição extraordinária se você souber com certeza:

  1. Quais ferramentas você tem na caixa e para que serve cada uma;
  2. Como usar com eficácia cada ferramenta;
  3. Quais ferramentas você precisará para realizar cada tarefa;
  4. Quais ferramentas lhe faltam;

Ficou melhor?

Vejamos pelo currículo:

Existem profissionais que são comunicativos, inteligentes, sabem trabalhar em equipe, possuem um currículo invejável com graduação, pós-graduação, domínio de idiomas, MBA, etc., porém não conseguem fazer sua carreira decolar. Por quê?

Um dos diagnósticos mais frequente é a falta de metacognição que passa inevitavelmente pela falta de autoconhecimento.

Não adianta ter ferramentas e saber usá-las se você não sabe que as possui.

E o que é pior, de forma arrogante, acredita que dispõe de todas as ferramentas de que precisará.

Frente ao exposto é fácil entender a notícia de que existem apenas no Brasil centenas de vagas na alta gerência com salários bem acima dos 5 mil dólares que simplesmente não conseguem ser preenchidas.

E por que os mais eficientess headhunters têm dificuldade de conseguir no Brasil um profissional adequado para ocupar esses cargos?

Por que é Brasil.

Quem tem caixa não tem ferramentas, quem tem ferramentas não tem caixa e quem tem caixa e tem ferramentas ou não sabe que tem ou tem preguiça de usá-las.

-o-

[Imagem: Tools by Zzpza]
[Leia os outros artigos de Mustafá Ali Kanso]

 

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Navegando entre a literatura fantástica e a ficção especulativa Mustafá Ali Kanso, nesse seu novo livro “A Cor da Tempestade” premia o leitor com contos vigorosos onde o elemento de suspense e os finais surpreendentes concorrem com a linguagem poética repleta de lirismo que, ao mesmo tempo que encanta, comove.

Seus contos “Herdeiros dos Ventos” e “Uma carta para Guinevere” foram, em 2010, tópicos de abordagem literária do tema “Love and its Disorders” no “4th International Congress of Fundamental Psychopathology.”

Foi premiado com o primeiro lugar no Concurso Nacional de Contos da Scarium Megazine (Rio de Janeiro, 2004) pelo conto Propriedade Intelectual e com o sexto lugar pelo conto Singularis Verita.

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6 comentários

  • ¯(°_o)/¯:

    Aquí a inépcia generalizada não deixa sombra de dúvida quanto ao mais moderno jeito de ser atrasado, ou, tão ignorantes a ponto de desconhecer o tamanho da própria ignorância, puro Déficit Cognitivo!

  • pmahrs:

    Das exigências muito é desnecessário ou market para aludir a qualidade da empresa ou “coelho” estas vagas normalmente são criadas para não serem preenchidas e para provocar uma certa competitividade, empenho, motivação e esperança nos que o galgam; é como uma cenoura pendurada por uma vara na cabeça do cavalo. RS!! Desculpe! US$ 5 mil nos EUA nem é um bom salário para alta gerência e que tem as qualidades e “alegorias” exigidas aqui ou vão para o exterior ou se tornam bons empreendedores.

    • pmahrs:

      Na nossa experiência, o que multinacionais têm é nomes novos para ferramenta velhas enfeitadas e motivações como coelho para corrida de cães e ambiciosos iludidos esperando o dia da recompensa divina até serem demitido para cortar gastos e recomeçar o ciclo com estagiários cheio de esperança e “ferramentas novas inúteis. Alguns estudantes de administração e economia aprendem mais como noviços que creem em mestres sem questionar do que como cientista que analisa testa e questiona paradigmas.

    • Elton Muniz:

      Meu caro, sua opinião sobre metacognição entre outros novos nomes de ferramentas inovadoras é 10.
      Nada é mais impactante que a dedicação, conhecimento e berço. O resto é blá blá blá.
      O pior é que algumas dessas novas “babaquices” chegam a apoiar a arrogância ou mau humor como bons diferenciais competitivos. O dó!

  • Eglitz:

    “Por que é Brasil.
    Quem tem caixa não tem ferramentas, quem tem ferramentas não tem caixa e quem tem caixa e tem ferramentas ou não sabe que tem ou tem preguiça de usá-las.”
    Simplesmente conciso e perfeito.

    • Elton Muniz:

      Tenho certeza por vivência de 20 anos em multinacionais e nacionais que temos muitos profissionais com a caixa e as ferramentas e apoio opiniões como a do colega “pmahrs”. Infelizmente não concordo com a sua por ser “Brasil”.
      Conheça melhor lá fora antes de nos subestimar.

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