Stephen Hawking: morte do grande físico é uma perda incalculável para a ciência

Por , em 14.03.2018

Um dos nomes mais consagrados da ciência, o físico e cosmólogo britânico Stephen Hawking morreu aos 76 anos, nesta quarta-feira (14), por complicações da esclerose lateral amiotrófica, doença degenerativa que lhe atingia desde a juventude.

“Estamos profundamente tristes pela morte do nosso pai hoje”, disseram seus filhos Lucy, Robert e Tim. “Era um grande cientista e um homem extraordinário, cujo trabalho e legado viverão por muitos anos”, afirmaram em um comunicado.

O físico teórico e comunicador de ciência nasceu em 8 de janeiro de 1942, 300 anos após a morte de Galileu, e morreu no mesmo dia do nascimento de Albert Einstein (14 de março de 1879).

Biografia

Hawking nasceu em 8 de janeiro de 1942, em Oxford, na Inglaterra.

Interessado por ciência desse cedo, entrou, em 1959, na University College em Oxford, onde pretendia estudar matemática, embora seu pai quisesse que ele estudasse medicina.

Como a graduação em matemática não estava disponível em tal universidade, optou por física, formando-se três anos depois, em 1962. Seus principais interesses eram termodinâmica, relatividade e mecânica quântica.

Mais tarde, fez doutorado na Universidade de Cambridge em 1966, mesma época em que diagnosticado com ELA (esclerose lateral amiotrófica), uma doença degenerativa que mais tarde lhe colocou na cadeira de rodas e lhe deu sua voz sintética que virou sua marca registrada.

Hawking foi pesquisador e professor de matemática na Universidade de Cambridge, onde passou a ocupar um cargo emérito em 2009, mesmo posto que outros grandes nomes como Isaac Newton, Paul Dirac e Charles Babbage possuíram.

Stephen Hawking morreu

Hawking casou-se pela primeira vez em julho de 1965 com Jane Wilde, separando-se em 1991. Em 1995, casou-se novamente com sua enfermeira Elaine Mason. O cientista deixa três filhos e um neto.

A doença

A ELA é uma doença rara que paralisa os músculos do corpo sem atingir as funções cerebrais, e ainda não possui cura.

A condição de Hawking foi detectada quando ele tinha 21 anos. Em 1985, teve que submeter-se a uma traqueostomia em decorrência do agravamento condição, após ter contraído pneumonia. Desde então, usava um sintetizador de voz para se comunicar e sua mobilidade era praticamente nula.

Contribuição incomparável

Hoje, a comunidade científica certamente está de luto, porque um de seus grandes nomes se foi.

Os principais campos de pesquisa de Hawking foram cosmologia teórica e gravidade quântica, nos quais ele nos presentou com muitas descobertas e hipóteses intrigantes.

Em 1971, ao lado de Roger Penrose, o físico provou o primeiro de muitos teoremas de singularidade, que fornecem um conjunto de condições para a existência de uma singularidade no espaço-tempo. Este trabalho demonstra que, longe de serem curiosidades matemáticas que aparecem apenas em casos especiais, singularidades são uma característica genérica da relatividade geral.

Stephen Hawking morre

Hawking também sugeriu que, após o Big Bang, miniburacos negros foram formados. Com a colaboração de outros pesquisadores, o cientista propôs quatro leis da mecânica dos buracos negros, fazendo uma analogia com a termodinâmica.

Em 1974, Hawking calculou que buracos negros deveriam, termicamente, criar ou emitir partículas subatômicas, conhecidas como “radiação Hawking”, nomeadas em sua homenagem.

O cosmólogo também participou dos primeiros desenvolvimentos da teoria da inflação cósmica, no início da década 80. Essa teoria tinha como proposta solucionar os principais problemas do modelo padrão do Big Bang.

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2 comentários

  • Gilberto Alves Rodrigues:

    ELE AGORA SABE QUE DEUS EXISTE.

    • Cesar Grossmann:

      Não, Gilberto, ele está morto. Mortos não sabem nada.

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