É o fim da picada: Novo super-repelente de mosquitos é criado

Por , em 23.05.2011

Segundo uma pesquisa recente, uma nova classe de substâncias químicas pode afastar mosquitos através da perturbação de seus sistemas de detecção de odor. O composto, chamado VUAA1, foi identificado graças a um tipo de processo de seleção de alto rendimento que é mais comumente utilizado para descobrir drogas.

O sistema olfativo de um mosquito depende de uma variedade de receptores espalhados pelas suas antenas, conhecidos como receptores olfativos, ou ROs.

Os receptores são ajustados para responder a diferentes tipos de odores, inclusive o cheiro de suor e sangue, e ativar interruptores, chamados coreceptores RO (RO-Corep), para informar o cérebro do mosquito qual cheiro ele está sentindo.

Em um estudo atual, os pesquisadores selecionaram quase 120.000 compostos de pequenas moléculas para verificar seus efeitos sobre células embrionárias do rim, geneticamente modificadas para incluir os complexos RO-Corep.

Os cientistas ficaram surpresos ao descobrir que o VUAA1 consistentemente ativou complexos sensíveis ao odor, mesmo que eles não fossem considerados odorantes. Os pesquisadores não estavam esperando tal resultado, considerado uma anomalia nos testes.

Foi quando eles perceberam que, se um composto como o VUAA1 pode ativar todos os receptores olfativos do mosquito de uma vez, então poderia sobrecarregar o sentido de olfato do inseto, criando um efeito repelente semelhante a entrar em um elevador com alguém usando muito perfume – exceto que é muito pior para o mosquito.

Os pesquisadores compararam a eficácia do VUAA1 com o de repelentes de insetos normalmente usados. Quanto mais VUAA1 havia no ambiente, mais o mosquito se movia, como se estivesse tentando sair de perto. Uma pequena quantidade de VUAA1 teve o mesmo efeito de uma concentração dezenas de milhares de vezes mais forte de repelentes comuns.

O VUAA1 também ativa complexos de detecção de odor em moscas, traças e formigas. Os pesquisadores acreditam que todos os insetos são afetados por esta molécula. Isso é tanto bom quanto ruim. Bom, porque a nova classe de produtos químicos pode produzir novas maneiras de afastar outros tipos de insetos e pestes agrícolas. Mas seria pior se também afastasse insetos benéficos, como abelhas e borboletas.

Os cientistas entraram com pedido de patente relativa a esta classe de produtos químicos e estão conversando com empresas sobre sua comercialização, com foco especial no desenvolvimento de produtos para reduzir a propagação da malária em países em desenvolvimento.

No entanto, os pesquisadores fazem questão de alertar que o VUAA1 ainda não está pronto para ser utilizado. O produto químico ainda tem que ser verificado, como, por exemplo, a sua toxicidade, e é possível que outros produtos químicos da mesma categoria sejam mais eficazes e seguros.[MSN]

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6 comentários

  • Stanislav Skrdlik:

    O produto já é comercializado no Brasil ? Com que nome ?
    sskrdlik@yahoo.com.br

  • TrueLogic:

    Podia ter um repelente para gente chata.

  • getuliovalopes:

    TOMARAQUE SAIA LOGO DETESTO PICADURA DE MOSQUTOS.

    • Lucas Miranda:

      nunca vi um mosquito com a ‘picadura’

  • idpol:

    Será que servirá como repelente ao mosquito da dengue? Entre repelir outros como abelhas e borboletas – é melhor repelir os três do que corremos os riscos que nos trazem. Afinal, lugar de insetos é no mato, nas cidades não são bem vindos.

  • Marte:

    “o VUAA1 ainda não está pronto para ser utilizado.”

    – É o fim da picada!

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