Pirataria na internet não fere bolso de estúdios de Hollywood

Por , em 16.02.2012

Um estudo mostra que a pirataria do BitTorrent pode não ter o impacto negativo, tão alardeado, nos bolsos dos produtores de filmes dos Estados Unidos.

Os consumidores americanos têm mais tendência a ir ao cinema, mesmo com as numerosas opções de download disponíveis. Além disso, na época do lançamento dos filmes, as únicas opções disponíveis para download são as gravadas com câmeras comuns dentro do cinema.

Já os consumidores internacionais, devido à eventual falta de opções de lançamentos, podem escolher a pirataria como saída.

Contrariando os argumentos oferecidos pela RIAA e a MPAA (Associação dos Produtores Americanos de Cinema), de que a pirataria online prejudica as vendas, o estudo da Universidade de Minnesota e da Faculdade Wellesley prova o contrário.

“Nós não vemos evidências de grandes perdas nas vendas, e sugerimos que a demora na entrega legal do conteúdo para fora pode aumentar a pirataria”, comentam os pesquisadores. “Descobrimos que longas esperas para o lançamento do filme estão associadas com perda de vendas”.

Os grupos de direitos autorais culpam a pirataria online pela queda na renda. E parece que as grandes companhias cinematográficas não vão se manter menos firmes com relação aos usuários da internet.

“Resumindo, não vemos muita evidência de que a pirataria afeta as vendas americanas, apesar de que esses dados devem ser tomados de maneira cuidadosa, já que o experimento americano fica menos claro para a pirataria internacional”, comentam os pesquisadores.

Ao invés de atacar diretamente a pirataria online, os grupos de cinema precisam focar no número de cinemas em diferentes países, assim como na redução do tempo de espera para os lançamentos.

Por enquanto, parece que os grupos de direitos autorais vão continuar sua batalha. A MPAA vai aumentar a pressão sobre o governo americano para reforçar a legislação antipirataria. [DailyTech]

Vote: 1 Star2 Stars3 Stars4 Stars5 Stars

16 comentários

  • Dantas AB:

    O caso não é ganhar ou perder, é o que é certo e o que é errado. Baixar filmes gratuitamente da internet não é correto, o problema é que hoje em dia todo mundo quer tudo e tudo de graça.
    Cinema é caro? Aluga um filme.
    Alugar é caro? Assiste na TV.
    Não tem desculpa, o consumidor tem acesso a filmes o dia inteiro, seja por cinema, loja ou TV. O problema é o que eu disse antes, hoje todo mundo quer tudo, de graça e no tempo desejado.

  • Anderson Galvão:

    Vale apena sim comprar, mas comprar com preço justo né?, como os americanos fazem por exemplo, mas aqui no Brasil pagar mais de 100 reais para comprar um filme é um absurdo!, baixo e continuarei a baixar…

  • Renato:

    Eu nunca vou comprar um filme nem musica original de min nunc vao ganhar nem 1 centavo , nao vejo por q pagar 200 reais num filme Blu-ray só vou assistir uma vez e ja era ,a unica coisa q vale apena é assistir na SKY filmes lançamentos por 5 reais , mas nem todos tem condiçoes de ter SKY em casa

  • A.:

    Isso sempre foi óbvio! Mas antes muito tarde do que nunca, esse estudo.

    O que algumas pessoas baixam em TORRENT diminuem as vendas em migalhas pra esses estúdios e produtoras milionários, que ganham TORRENTES de dinheiro. E não é todo mundo que sabe como usar os programas, tem problemas de idioma, legenda, sincronia, codecs, etc.

    A maioria daqueles que baixaram na internet não iriam comprar o filme, de maneira nenhuma. No máximo iam locar. E um único DVD/Blu-Ray na locadora é suficiente para atender quantas pessoas? Acho que também não faria muita diferença nas vendas.

    O que vale ressaltar é que tem havido uma produção gigantesca de lixo cinematográfico, talvez as pessoas estejam começando a não aceitar qualquer porcaria.

  • Wanderson:

    A meu ver não há nada que justifique a perseguição da industria do entretenimento aos sites de compartilhamento.A idéia de que eles estão tendo prejuízo imenso com a pirataria é uma falácia idiota.O lucro bruto dos grandes estúdios de cinema nos últimos anos foi estratosférico,os blockbusters continuam sendo blockbusters,redendo bilhões para a indústria mesmo com a pirataria,fato.

    A conclusão que podemos tirar disso tudo somente é que a indústria do entretenimento está ficando ultrapassada e não querem perder o “status quo” que adquiriram com o antigo modo de lucrar com a cultura de massa,livros,filmes,músicas e jogos.E vão fazer de tudo para se manter na sua zona de conforto milionária,objetivo esse que não conseguirão.
    A maneira que as pessoas lidam com a cultura mudou muito em poucos anos e vai mudar mais ainda,é um caminho sem volta.

    O que os dinossauros capitalistas do entretenimento devem fazer é se adaptar as mudanças,lidarem com isso ou ficarão para trás de uma vez por todas.

  • Leandro:

    Pelo amor de Deus gente! Basta a mídia comum chamar de pirataria o que não é. Até aqui (que considero um site sério e eindependente)???

    Pirataria é roubar navios!

    Brincadeira, mas pirataria, é quando alguém estaria lucrando com o trabalho de outro. Quando alguém compra um CD ou DVD gravado no computador em uma barraquinha na rua, isso é pirataria. Mas torrent, megaupload e outros, nunca foi e nunca será pirataria, pois nada mais é doque o compartilhamento amigável de arquivos.

    Ora! Se eu copro um dvd, e empersto para um amigo, ou chamo o mesmo para assitir o filme em minha casa. Que crime estou cometendo? E consideramos o mundo em que vivemos, qual a diferença de emprestar o filme fisicamente (dvd) ou disponibilizar pela internet?? E é crime eu emprestar algo para alguém que não conheço? Isso é benevolência, não crime.

    Tá na hora de pararmos de mesquinharia. Comprar ou lucrar às custas de outros, é crime, mas compartilhar, distribuir e repartir, é lição que Jesus nos ensinou, e só não fazia isso pela internet porque não tinha.

    • Fausto:

      Não é crime, pode não ser Pirataria Virtual, mas é um ilícito civil.

  • iPedro Martins:

    Fecharam o Megaupload porque ele tinha conteúdo pirata, mais agora vá olhar os computadores dos Agentes do FBI para vê se eles não tem pelomenos uns 3 ou 4 programas pirata

    • Ezio Jose:

      Não só o FBI. Aquí no Brasil e muitos outros países, nos orgão públicos, não tem quase nada original. É tudo pirataria.

  • vinicius:

    Então fecharam o MegaUpload porque algum agente do FBI não encontrou a série Prison Break em HD. Eu também ficaria frustrado.

    • Rodrigo:

      O fato da pirataria talvez não gerar tanto prejuízo, não significa que deixou de ser crime.

    • Aloisi:

      Crime que 99,99% das pessoas que usam a internet já cometeram. Prende todo mundo então.. Aplique a lei e sejam todos justos e “sensatos”.

  • Alter ego: V:

    Ainda não sei como não houve nenhum artigo sobre o SOPA ou o PIPA ou qualquer um dos projetos antipirataria neste site, mas seja como for, tais medidas não só irão combater a pirataria, mas também acabar com a privacidade e mudar a internet como ela é só para que um bando de executivos tenham mais lucro.
    Isso prova o que todos já suspeitavam: o governo governa apenas para os ricos. Se os americanos são tão democráticos, eles escutariam as milhões vozes que são contra esses projetos.
    Gostamos da internet como ela é!

  • marcello:

    Onde moro, tem muita pirataria mas nunca deixei de ir ao cinema, e quando é estréia muitas vezes tenho que ir 6 horas antes só pra comprar um ingresso, depois volto pra casa e espero….

    • deco:

      Onde você mora? Somália?

    • Ezio Jose:

      Bidê.

Deixe seu comentário!