Por que nosso desempenho melhora quando recebemos um elogio?

Por , em 9.12.2012

Quando alguém nos diz que estamos nos saindo bem em uma tarefa, é comum nos sentirmos motivados a fazer jus ao elogio. Socialmente, não é muito difícil de entender – afinal, gostamos de ser reconhecidos. Contudo, como será que esse fenômeno ocorre em nosso cérebro? Recentemente, uma equipe de pesquisadores do Japão analisou o efeito “cerebral” de um elogio.

Em estudo anterior, eles haviam concluído que o corpo estriado (importante estrutura do cérebro, uma das mais afetadas por demências como doença de Parkinson ou de Alzheimer) é ativado quando uma pessoa é recompensada com um elogio ou com dinheiro. Desta vez, eles mostraram que essa ativação parece encorajar a pessoa a se esforçar mais em uma tarefa.

Para isso, eles reuniram 48 adultos e os ensinaram a executar uma ação (apertar teclas de um teclado em uma ordem específica o mais rápido possível em 30 segundos). Em seguida, dividiram os participantes em três grupos: o primeiro incluía um avaliador, que elogiaria quem tivesse um bom desempenho; no segundo, alguns participantes observariam outros sendo elogiados; no terceiro, cada voluntário avaliaria o próprio desempenho. No dia seguinte, aqueles que faziam parte do primeiro grupo tiveram um desempenho melhor que o dos demais.

“Parece haver uma validade científica por trás da mensagem ‘louve para encorajar o desenvolvimento'”, aponta o pesquisador Norihiro Sadato. “Elogiar alguém pode se tornar uma estratégia fácil e eficiente na sala de aula e durante uma reabilitação”. Ele acrescenta que, para o cérebro, receber um elogio é uma recompensa social similar a ser pago em dinheiro.[ScienceDaily]

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2 comentários

  • Newton Tibúrcio:

    MOTIVAÇÃO! É NECESSÁRIO EM QUALQUER MOMENTO DA VIDA.

  • Davi Sidarta Oliveira:

    De acordo com o Teorema Áureo de Bernoulli, com um grupo de apenas 48 pessoas ( no caso, 3 subgrupos de 16 pessoas), estamos sujeitos a uma margem de erro gigantesca. Pode ser mero acaso. Ou não? Esses “cientistas” precisam tomar vergonha na cara e fazer experimentos com margens de erro pequenas o bastante para considerá-los verdades!

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