Como as crianças conseguem que seus pais lhe comprem comida porcaria

Por , em 16.08.2011

Um grupo de cientistas fez uma pesquisa para descobrir o que qualquer um que já passou um tempo com alguma criança sabe: por que os pais acabam comprando porcarias pros filhos, mesmo sabendo que faz mal. Aparentemente existe uma coisa chamada “chateação” que as crianças sabem usar muito bem para fazer um monte de chocolate cair no carrinho de compras.

Os pesquisadores identificaram essa “chateação” constante (no sentido de pedir repetidamente uma coisa) como a principal razão dos pais comprarem alimentos com pouco valor nutritivo para seus filhos.

Será que existe alguma criança que nunca proferiu alguma variação das palavras “mamãe, me compre isso”? Mesmo o comportamento sendo onipresente, ainda é interessante saber o que faz os minúsculos importunarem.

“Nosso estudo indica que, apesar do uso geral da mídia não ter sido associado a ‘chateação’, uma de familiaridade com personagens da televisão comercial foi significativamente associada com tipos globais e específicos de chateação. Além disso, as mães citaram embalagens, personagens e comerciais como as três principais forças que fazem suas crianças as importunarem”, disse a autora do estudo, Dina Borzekowski.

A lamentação caiu em três categorias: chateação juvenil, chateação para testar limites, e chateação manipuladora. Conforme as crianças ficavam mais velhas, importunavam ainda mais, e seus métodos ficavam mais manipuladores.

As mães identificaram 10 estratégias diferentes para lidar com seus filhos pedintes e imploradores. As opções incluíam ceder, gritar, ignorar, distrair, manter a calma, evitar o ambiente comercial, negociar e estabelecer regras, permitir itens alternativos, explicar o raciocínio por trás das escolhas, e limitar a exposição comercial.

Limitar a exposição aos anúncios e explicar às crianças por que elas não estão comprando o item foram as estratégias mais populares.

Ok. Dizer que o salgadinho é cheio de conservantes pode parar temporariamente a chateação do seu filho, mas a dor de ser privado dos lanches dura pra sempre. Não é uma estratégia muito razoável para se usar com crianças.

Em última análise, os pesquisadores concluíram que a melhor maneira de reduzir a chateação é limitar a quantidade de anúncios a que as crianças são expostas. Infelizmente, os fabricantes de Lanches Felizes não vão concordar muito com isso, e são as mães que vão ficar ouvindo o dia inteiro sobre o novo brinquedo que eles querem.[Jezebel]

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6 comentários

  • Mojo Maker:

    Não, Natasha Romanzoti, as mães que vão ficar ouvindo o dia inteiro sobre o novo brinquedo et c.: as mães – e pais – vão ouvir por não muito mais do que um minuto a chateação, e as crianças mais insistentes não vão conseguir continuar por mais de cinco minutos. Ocorre que os pais não resistem nem sequer poucos segundos.

  • gloria:

    Como ñ comprar se dizemos”Meu filho terá tudo q eu ñ tive” E a tv contribue muito p\ estragar o paladar das crianças,em muitas escolas há concientização , trabalhos ,palestras e pesuizas p\ despertar nas crianças a vaidade de ser bonita, saudavel e inteligente c\ a alimentação correta ,e tem dado certo, basta um pouco de empenho dos responsáveis q eles mudam seus ´habitos alimentares.Mas q cansa, isso cansa!Mas é o futuro da humanidade q está em jogo!

  • Evandro:

    Chamam isso de pesquisa?

  • Amigo:

    Eu uso a substituição do produto ruim que elas querem por algo mais nutritivo, explicando as razões.
    Assim a criança não fica frustrada por não ganhar o que quer, aprende que aquilo é carregado de substâncias que fazem mal à saúde e não deixa de ganhar alguma coisa.

  • Miguel:

    Chateação… um método que nós usámos com os nossos pais, e os nossos pais usaram com os nossos avós (e que infelizmente, o mais certo é os os nossos filhos virem a usar conosco…).

  • Andressa:

    Isso é falta de chinelada no lombo (=

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