Cientistas se aproximam de teoria que poderia reescrever os livros didáticos

Por , em 9.02.2016

Um grupo internacional de especialistas em física envolvendo a Universidade de Adelaide, na Austrália, afirma que está mais perto de mudar tudo o que sabemos sobre um dos blocos de construção básicos do universo. Se a teoria estiver correta, anos de experimentos teriam que ser reinterpretados e os livros sobre física nuclear precisariam ser reescritos.

Como relata o portal Phys.org, em um artigo publicado online na prestigiosa revista “Physical Review Letters”, uma equipe de três físicos dos Estados Unidos, Japão e Austrália previram que seria possível provar que a estrutura de prótons muda dentro do núcleo de um átomo sob certas condições.

“Átomos contém prótons e elétrons, mas eles também têm a sua própria estrutura interna formada por quarks e glúons – estes são o que nós consideramos como os blocos básicos da matéria”, disse o coautor Anthony Thomas, do Conselho de Pesquisa australiano Laureate Fellow e professor sênior de Física da Universidade de Adelaide em entrevista ao Phys.org.

“Para muitos cientistas, a ideia de que a estrutura interna dos prótons pode mudar em certas circunstâncias parece absurda, até mesmo um sacrilégio. Para outros, como eu, a prova dessa mudança interna é muito procurada e ajudaria a explicar algumas inconsistências na física teórica”, afirma.

Experimentos em ação

Enquanto esta mudança teórica na estrutura interna de prótons ainda não foi descoberta, ele está sendo posta à prova nas instalações do Acelerador Nacional Thomas Jefferson, nos EUA, em experiências desenvolvidas pela equipe da Universidade de Adelaide.

“Ao disparar um feixe de elétrons em um núcleo atômico, você pode medir a diferença de energia dos elétrons enviados, representando o estado alterado. Estamos fazendo algumas previsões bastante fortes sobre o que os resultados desses testes vão mostrar e temos esperança [de encontrar] uma medida definitiva”, explica o professor.

“Enquanto o princípio do experimento em si é relativamente simples, fazer medições confiáveis e precisas é extremamente difícil, o que requer uma máquina excelente como a que existe no Jefferson Lab e pesquisadores qualificados”, aponta. “As ramificações para o mundo científico são significativas. [A nova teoria] poderia representar um novo paradigma para a física nuclear”. [Phys.org]

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