Quantos planetas parecidos com a Terra existem em nossa galáxia?

Por , em 10.03.2014

Até aproximadamente cem anos atrás, nós não sabíamos se havia alguma outra galáxia além da nossa própria. Agora, temos certeza de que vivemos em um universo onde existem centenas de bilhões de galáxias, todas colidindo ou se afastando umas das outras em ritmos acelerados.

Há apenas 20 anos, especulávamos se haveria outros planetas orbitando alguma outra estrela além do nosso sol. Hoje, no entanto, sabemos que a galáxia onde vivemos abriga mais planetas do que estrelas. E vamos além: cada estrela de nossa galáxia possui uma média de 1,6 planeta em sua órbita.

Ou seja, se houve uma evolução tão grande assim no último século (e até nas últimas duas décadas), só podemos especular quais serão nossas grandes descobertas do futuro. E, pela rapidez com que novas informações são encontradas nesta área, pode ser que não demore tanto assim para acharmos diversos planetas com plenas condições de abrigar vida.

Nós lançamos telescópios no espaço com expectativas modestas para tentar responder a questões bem menos humildes: quantas galáxias existem no universo? Quantos planetas semelhantes ao nosso há em nossa galáxia?

Por enquanto, as respostas a essas perguntas ainda não são totalmente conclusivas. No entanto, as descobertas do telescópio espacial Kepler, durante sua missão entre 2009 e 2013, sugerem que o número de planetas semelhantes à Terra pode chegar a incríveis 20 bilhões.

O telescópio Kepler fotografou 150 mil das 300 bilhões de estrelas da Via Láctea a cada 30 minutos durante quatro anos. Analisando os dados, os astrônomos encontraram 3 mil planetas candidatos a serem bem parecidos conosco. Então, como esse número subiu para a casa dos bilhões? Usando um modelo de computador com planetas falsos para testar a validade dos algoritmos utilizados nos cálculos.

“O que fizemos foi um ‘censo de planetas extra-solares’, mas não pudemos bater em cada porta. Só depois de inserir estes planetas falsos é que fomos capaz de contabilizar o número de planetas reais que deixamos passar”, conta Erik Petigura, líder da equipe da Universidade da Califórnia, Estados Unidos, que analisou os dados do Kepler.

Usando estas informações, os astrônomos calcularam que 22% das estrelas da Via Láctea semelhantes ao nosso sol contém planetas como a Terra em sua zona habitável. Como há cerca de 20 bilhões de estrelas parecidas com o sol na galáxia, as possibilidades aumentam rapidamente – mais de uma para cada um de nós, terráqueos.

O vídeo abaixo demonstra de forma didática as descobertas do telescópio Kepler e como estas novas informações podem mudar a forma como entendemos o universo e a parte que ocupamos nele. Para ativar as legendas em português, clique no botão “legendas ocultas” no canto inferior direito do vídeo, selecione o retângulo com os idiomas e escolha “traduzir legendas”. [You Tube e CNN]

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5 comentários

  • angelo henrique:

    star trek ai vamo nós

  • Cesar Grossmann:

    Falta agora descobrir uma forma de viajar rapidamente de um planeta para outro e está aberta a porta para o universo de “Fundação” (Isaac Asimov).

    Senão, teremos que seguir o lento processo de construir colônias espaciais autônomas e enviar em viagens lentas de estrela em estrela, ou com a tripulação congelada ou então com colônias multi-geração (quem chega no destino são os tataranetos de quem partiu).

    • Robson Cassol:

      Triste realidade

    • Edinardo Neves:

      a ideia de colônias multi-geração é muito boa, assim estaríamos preparando pessoas altamente qualificadas para exercer funções especificas em um novo planeta.pessoas que não foram corrompidas pelos males da sociedade terrena, sendo que ao fazerem algo será pelo bem coletivo e não o comum.
      quem sabe até a corrupção desapareça..

    • Cesar Grossmann:

      Não sei, Edinardo, eu tenho a opinião que os “males da sociedade” são decorrentes do cérebro humano, nós temos impulsos e uma maneira de interpretar a realidade que acabam ficando no caminho de uma sociedade ordeira. Não aprendemos a lidar com estes impulsos, e tentamos o pior de tudo: suprimir. O resultado é a criminalidade, o desajuste.

      Penso que o caminho é encontrar uma válvula de escape aceitável a estes impulsos. E aprender a aceitar alguns deles, que são naturais.

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