Cientistas provam que Eistein estava errado

Howard Wiseman
Howard Wiseman

Albert Einstein pode ter sido a maior mente do século XX, mas o grande físico famoso não gostava de algumas das implicações mais estranhas da física quântica. Agora, quase um século depois de seus protestos, físicos podem ter provado um dos pontos do qual ele mais duvidava.

De acordo com a mecânica quântica, uma partícula pode ser descrita como uma onda que se propaga ao longo de uma grande distância. No entanto, a partícula ainda é apenas uma partícula. Você não pode detectá-la em dois lugares ao mesmo tempo. Quando os físicos observam a partícula em um determinado local, eles dizem que a função de onda – a matemática que descreve como uma partícula pode estar em vários lugares ao mesmo tempo – entra em colapso.

Einstein não conseguia aceitar isso. Ou, pelo menos, achava que a mecânica quântica de sua época não poderia explicar tal coisa adequadamente, referindo-se ao fenômeno agora icônico chamado de “ação fantasmagórica à distância”. Mas, em uma nova pesquisa publicada na revista “Nature Communications”, Howard Wiseman, da Universidade de Griffith, Austrália, e seus colegas usam uma única partícula para mostrar que a função de onda realmente entra em colapso desta forma estranha.

Seu trabalho assegura anos de pesquisa sobre o entrelaçamento quântico, fenômeno no qual as partículas estão conectadas de uma maneira misteriosa mesmo quando separadas, de modo que observar ou interferir em uma delas instantaneamente afeta a outra.

Apenas um fóton de luz

Experimentos anteriores haviam testado o entrelaçamento quântico com duas partículas, mas os pesquisadores queriam chegar à afirmação de Einstein pelo entrelaçamento de um único fóton de luz. Eles fizeram isso disparando um feixe de fótons em um divisor que corta cada fóton em dois, enviando metade da luz a um laboratório e metade a outro.

Usando um detector homodinas afinadíssimo – uma ferramenta usada para medir as ondas dessas partículas – o Laboratório A tentou procurar pelo seu fóton e medir sua fase. Assim também fizeram os cientistas no Laboratório B. Eles descobriram que, se os pesquisadores do Laboratório A tinham detectado o fóton, então os pesquisadores do Laboratório B não o fariam, e vice-versa. Além disso, o estado do fóton que o Laboratório B detectava dependia do que o Laboratório A detectava. Isso é exatamente o que você esperaria se o único fóton dividido fosse entrelaçado.

“A visão de Einstein era que a detecção da partícula sempre apenas em um ponto pode ser muito melhor explicada pela hipótese de que a partícula está sempre apenas em um ponto, sem invocar o colapso instantâneo da função de onda para nenhum dos outros pontos”, Wiseman disse em um comunicado à imprensa. “Por meio destas medidas diferentes, você vê o colapso da função de onda de diferentes maneiras, provando assim a sua existência e mostrando que Einstein estava errado”. [IFLS]

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