Ritual asteca grotesco é revelado após 50 crânios serem encontrados em local de sacrifício

Por , em 14.10.2012

Arqueólogos descobriram um recinto sagrado da antiga cidade asteca de Tenochtitlan, hoje a moderna capital mexicana Cidade do México, que contém restos mortais de 500 anos de idade em torno de uma pedra sacrificial, uma espécie de “plataforma de sacrifícios” conhecida como cuauhxicalco.

50 crânios decapitados e 250 ossos de mandíbula foram escavados como evidência dos rituais brutais praticados pelos astecas. 45 dos crânios foram descobertos acima da pedra, e cinco que estavam mais fragmentados foram encontrados abaixo da pedra com buracos em ambos os lados, o que sugere que uma vez foram pendurados para exibição.

A Cidade do México já foi a capital da civilização asteca, que dominou grande parte da Mesoamérica nos séculos 14 e 16, até que foram atacados e derrotados pelos conquistadores espanhóis liderados por Hernán Cortés em 1521, que foram ajudados por um número de aliados indígenas, talvez incomodados com os constantes sacrifícios humanos em Tenochtitlan.

A cultura asteca é conhecida atualmente principalmente por evidências arqueológicas encontradas em escavações, tais como Templo Mayor da Cidade do México, além de registros escritos e relatos de testemunhas oculares dos invasores espanhóis.

Segundo o arqueólogo Raul Rodriguez Barrera, do Instituto mexicano de Antropologia e História, a maioria dos crânios são de homens e mulheres que tinham entre 20 e 35 anos de idade quando morreram. Eles podem ter sido retirados de outros locais de sepultamento e reenterrados lá. Barrera acredita que foram enterrados em algum momento entre 1440 e 1469.

Já os cinco crânios com buracos devem ter sido enterrado antes, entre 1375 e 1427. Os arqueólogos consideram-lhes uma oferta à pedra sacrificial que havia embaixo.

Os sacrifícios

No ritual asteca usual, as vítimas sacrificiais eram levadas para o topo do templo, onde quatro sacerdotes as deitavam sobre uma laje de pedra. O abdômen da vítima era cortado por um quinto “padre”, usando uma faca cerimonial capaz de atravessar o diafragma e abrir o peito do sacrificado. O padre então arranca o coração da vítima, ainda batendo.

Em seguida, esse coração era colocado em uma bacia e oferecido a uma estátua ao deus honrado. O corpo que restava era jogado para baixo do templo.

Durante a reconsagração da Grande Pirâmide de Tenochtitlan em 1487, os astecas informaram que sacrificaram cerca de 80.400 prisioneiros ao longo de quatro dias. Os historiadores acreditam que esse número possa ter sido exagerado.

A descoberta recente sugere que as vítimas encontradas morreram na forma mais usual de sacrifício asteca: nas mãos de sacerdotes que cortaram seu abdômen da barriga para a garganta e puxaram seu coração para fora.

Os arqueólogos acreditam que seus crânios foram provavelmente usados em rituais associados à Mictlantecuhtli, o deus asteca da morte.

Os furos em alguns deles foram provavelmente feitos para que fossem pendurados e exibidos perto de templos e outros locais importantes onde sacrifícios ocorriam. Outros crânios tinham sido modificados de uma forma que sugeria que seriam transformados em máscaras, trabalho que não foi concluído.

Esses tipos de máscaras, comuns entre os astecas, eram representações do deus da morte Mictlantecuhtli. Versões concluídas eram adornadas com pedra verde para simular os olhos e acompanhadas com colares, chocalhos e facas de obsidiana.[DailyMail, Discovery]

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10 comentários

  • Joselaide Sá:

    Vocês esquecem que quem comete essas atrocidades são homens que se intitulam cristãos. A verdadeira igreja está em nós, e a minha igreja não pratica isso, eu não pratico isso. Nasci em família católica, dessa maneira cresci respeitando essa religião. Não podemos esquecer que nem toda a humanidade é boa e que somos passíveis a lideres cruéis. Não podemos fechar os olhos pra o que tiranos fazem, em nome de Deus ou não. A morte de qualquer ser vivo é intolerável.

  • jodeja:

    O D. R. sabe, ou deve saber, que entre humanos, em quaisquer das religiões conhecidas existem pessoas boas e ruins, que gostam de evoluir e as que não gostam. A Igreja Católica ajudou muito, com a “santa” inquisição a evoluir o mundo, não é mesmo?
    No Antigo Testamento há vários exemplos de sacrifício humano.

    • Cícero:

      Jodeja, a inquisição não matou mais que 2000 pessoas num período de 400 anos! bem diferente do comunismo ateu que matou mais de 100 milhões em algumas décadas; e CONTINUA MATANDO!! Veja: http://www.youtube.com/watch?v=1U6aR_jgda8

      O fato da Bíblia mencionar esta atrocidade, não significa que aprova, assim como menciona vários outros tipos de pecados; pra nossa severa advertência.

    • Isaac Leal:

      Cíecero,
      Não importa quem matou mais ou menos, o fato é que se o cristianismo tivesse matado uma só pessoa e outras ideolgias, bilhões, o cristianismo nunca se justificaria, pois é a religião que prega amor ao próximo e tem como um dos mandamentos “não matarás”.

    • Cícero:

      Isaac,
      Os que mataram em nome do “cristianismo” ou em nome do Papa, da igreja, de Deus, de Jesus etc, na verdade estavam bem longe dos ensinos de amor, justiça e igualdade de Cristo do Novo Test.

      Nem todo o que diz Senhor, Senhor entrará no céu Jesus já dizia.
      Um ladrão assassino estuprador cruel também pode dizer que é “cristão”.

  • Tibulace:

    As religiões, sejam elas antigas como as dos astecas, ou mais modernas, como o cristianismo, têm sérios efeitos colaterais.São extremamente cruéis!Os índios, impelidos por seus sacerdotes, eram regularmente oferecidos em sacrifícios humanos aos seus deuses,supostamente, para que o sol pudesse nascer a cada dia.O cristianismo, nos seus vinte séculos de existência, deve ter matado mais pessoas, em todo o mundo,que o total da população asteca.Tudo em nome de deuses!A coisa VERDADEIRAMENTE fantástica dos dias de hoje, é que podemos nos declarar contrários a essas crenças estúpidas, sem corrermos o risco de morte, pelo menos nos países ocidentais.Quem sabe, quantos séculos ainda, levará a Humanidade, para se livrar dessas crendices?

    • D. R.:

      Quanto às religiões pagãs eu até concordo; mas, quanto ao cristianismo, eu não posso concordar, pelo seguinte:

      Quem acabou com os falsos deuses mitológicos foi a religião judaica e cristã. Enquanto o judaísmo fazia sacrifício de animais, muitas outras religiões da época sacrificavam crianças. Já o cristianismo acabou até com o sacrifício de animais, usando apenas pão e vinho em seus rituais de expiação.

      Se não fosse os cristianismo se instalar na Europa, provavelmente, os povos bárbaros continuariam com suas religiões pagãs; sendo que algumas ainda incluíam até o sacrifício humano.

      Provavelmente também, a escravidão na Europa teria durado muito mais; talvez, em alguns lugares, até os dias de hoje; como ainda ocorre em alguns países muçulmanos.

      Se não fosse o catolicismo ter se instalado na América Latina, apesar dos massacres cometidos pelos colonizadores espanhóis, talvez, muitas tribos mexicanas, incluindo o povo Asteca, teriam se extinguido devido às guerras e ao grande número de sacrifícios humanos. Basta ver o milagre da Imagem de Guadalupe (que comentei antes), que converteu mais de 8 milhões de índios ao cristianismo sem derramamento de sangue.

      E se não fosse o cristianismo, com certeza, nenhum de nós estaríamos aqui para contar a história; pois, o destino do mundo (em especial, o do Ocidente) teria sido totalmente diferente e, provavelmente, muito pior do que foi.

      Leiam o livro “UMA HISTÓRIA QUE NÃO É CONTADA” do ilustre Prof. Felipe Aquino ou o livro “COMO A IGREJA CATÓLICA CONSTRUIU A CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL” de Thomas Wood para ver que nem tudo que nos contaram na escola era verdade; pois, a Igreja é que converteu os bárbaros e construiu as primeiras escolas e universidades na Europa; fazendo com que o Ocidente avançasse nas ciências, ao contrário do Oriente; já que, para os cristãos, Deus fez tudo com medida e peso e, portanto, o universo era ordenado e racional e poderia ser compreendido pelo homem.

      Ou, pelo menos, assistam suas palestras:

      http://www.youtube.com/watch?v=t6bnO7N1AMU

      http://www.youtube.com/watch?v=-Hrdcbfpl6M

      E se o homem foi capaz de fazer barbaridades em nome de Deus e em nome de Cristo (que só pregou a paz), imagina o que não fez e o que não pode fazer aqueles que não acreditam nele e nem sequer temem um juízo eterno após a morte? Basta ler o livro “O LIVRO NEGRO DO COMUNISMO” (escrito por historiadores europeus) que mostra que o comunismo matou mais do que todas as guerras juntas, exterminando oficialmente cerca de 100 milhões de pessoas!

      Eu sei que os erros passados dos filhos da Igreja, a ação de terroristas islâmicos e o falso testemunho de muitos pastores inescrupulosos e de padres pedófilos, infelizmente, têm prejudicado muito a confiança das pessoas nas religiões em geral; mas, temos que aprender a separar a Igreja fundada por Cristo e sua sã doutrina dos erros cometidos por seus ministros e fiéis.

    • Smooke Oone:

      “Ao contrário do Oriente”?
      Poderia explicar isso?

    • Cícero:

      Vc esqueceu a principal – o marxismo-ateísta.
      Os mais de 100 milhões de mortos durante os regimes de Lênin, Stalin e Mao Tsé na ex-URSS e China, e outros países sob o comunismo de ideologia ateísta. E a matança continua!

      Na ateísta Coréia do Norte, a economia é toda direcionada para produção militar com escravidão do povo, e dizem que não há mais cachorros, gatos, ratos lá, tamanha a fome e miséria do povo.
      Pra se ter idéia da “liberdade”, quem for pego com uma Bíblia por exemplo, pega vários anos de trabalhos forçados em campos de prisioneiros ou simplesmente é morto.

      Algo comum é ver corpos boiando no rio que separa a Coréia do Norte da China.
      Afora outros países também como: Laos, Camboja, Vietnã, Cuba e até a China que apesar da abertura economica, ainda persegue muitos cristãos.
      O comunismo-ateísta ainda está bem vivo nestas nações, onde é certamente uma mancha negra na história da humanidade.

  • D. R.:

    Sem querer fazer apologia gratuita ao catolicismo, gostaria de citar um emocionante trecho da história da Imagem de Guadalupe que tem muito a ver com o artigo; pois, mostra um dos tristes motivos de tantos sacrifícios humanos e o porque que aquela imagem mudou tanto a história daqueles povos evitando um grande derramamento de sangue.

    VEJAM QUE HISTÓRIA INTERESSANTE:

    ” …

    O Povo Asteca. Quando no dia 8 de novembro de 1519 Hernán Cortés chegou ao México com um reduzido grupo de soldados espanhóis, as populações locais já existiam há quarenta mil anos na América Latina. Existiam, produzindo altas culturas com saberes sofisticados. Quase meio século depois, o historiador Bernal Diaz Del Castillo ainda se lembrava da admiração dos espanhóis quando avistaram pela primeira vez a grande cidade de Tenochtitlán (hoje México), cujos edifícios refletiam-se nos lagos salgados. O império asteca terminou sob o domínio de Hernán Cortés em 1521.

    O cristianismo chegou ao México com os conquistadores. Guerreiro e religioso, o povo asteca convivia com a morte na prática de seu politeísmo.

    Entre tantas lendas, acreditavam que os deuses Céu e Terra
    geraram os deuses Lua e Estrelas. Mas um dia Tonantzin, a deusa Terra, enquanto caminhava pelo deus monte Tepeyac, ficou grávida, concebendo o deus Sol. É por isso que o Sol nasce na Terra e não no Céu, como a Lua e as Estrelas. As deusas Estrelas não gostam do deus Sol, por ser filho adulterino de Tonantzin e Tepeyac. E a cada dia o deus Sol sob o ataque das deusas Lua e Estrelas, vai apagando-se pouco a pouco até cair totalmente vencido no final do dia, deixando o horizonte manchado do vermelho de seu sangue.

    O filho adulterino de Tonantzin e Tepeyac, desangrando-se quase totalmente, deixa o horizonte coberto com seu sangue. Durante a noite, apesar de governada pelos deuses Lua e Estrelas, o DEUS SOL NA ESCURIDÃO PODE REFAZER-SE GRAÇAS AO SANGUE DAS JOVENZINHAS SACRIFICADAS EM HOMENAGEM A ELE pelos astecas. FORTALECIDO, o SOL é capaz de SURGIR NOVAMENTE e clarear o dia.
    Com a dominação espanhola, os sacrifícios humanos foram proibidos. O topo da pirâmide onde se celebravam os sangrentos sacrifícios foi destruído, e no seu lugar foi construída a Igreja de Santiago, ainda hoje conservada.

    Mas continuavam vivos os mitos religiosos entre o povo. Os missionários esforçaram-se muito para que os astecas descobrissem e aceitassem o verdadeiro Deus, criador do sol, a terra, a lua e as estrelas. Mas poucos se convertiam. A idolatria estava arraigada neles. No “Colóquio dos doze apóstolos franciscanos com os sábios astecas”, estes não aceitaram que suas tradições religiosas fossem extintas: “E agora nós devemos destruir a antiga regra de vida?”

    A Nova Religião. Poucos anos depois, em 1531, “a antiga regra de vida” ia ser abandonada espontaneamente. Oito milhões de índios pediriam o batismo católico, por amor a uma jovem Rainha que um deles disse ter visto no monte Tepeyac. A jovem Rainha vestia as cores com que a rainha dos astecas se vestia nas grandes festas. E a jovem Rainha não era deusa. Era superior aos “deuses” sol, lua, estrelas, porque com eles se ornava. Mas estava em adoração ao fruto do Seu ventre. Usava o cinto de arminho que a rainha dos astecas usava quando estava grávida.

    Quem seria o Menino que a jovem Rainha esperava? Sobre o peito levava um broche com a Cruz de Cristo, tal como estava nos estandartes dos conquistadores espanhóis.

    “Presidindo” a vestimenta de rainha, a Cruz de Cristo, reproduzindo em tamanho pequeno a forma e círculo, como estava nos estandartes dos conquistadores.

    Os missionários franciscanos, batizavam até 15 mil índios por dia onde hoje está a linda igreja de “El Pozito” (o Poçinho).
    Toda a nação asteca, como um só homem, batizou-se e fez-se instruir na religião que veio com aquela jovem Rainha. Ela “pode ser chamada com todo o direito a Primeira Evangelizadora da América”, frisava João Paulo II, em 6 de maio de 1990.

    O índio, hoje São Juan Diego, não podia saber que o lugar, no Tepeyac, onde ele estava tendo a visão da jovem Rainha era exatamente o centro geográfico, milimetricamente, o umbigo de todo o continente americano. Símbolo de que a Senhora desejava ser também Rainha das Américas. E de fato, em 1945, Pio XII interpretava este simbólico de suposto desejo de Nossa Senhora de Guadalupe, declarando-a “Imperatriz de todas as Américas”.

    … ”

    FONTE: http://www.clap.org.br/artigos/guadalupe/g_quemens.asp

    Viram que história triste e emocionante?

    Na sua ignorância, dia após dia, eles sacrificavam as jovens porque acreditavam que o Sol brigava com a Lua e as estrelas e, no entardecer do céu avermelhado, o Sol perdia sangue; e que, se não fizessem isso, o Sol iria morrer e não nasceria no outro dia; então, o mundo ficaria nas trevas para sempre.

    Por isso, a Imagem de Guadalupe converteu tantos índios ao cristianismo de forma tão pacífica; pois, ela era um verdadeiro códice para os nativos (que os colonizadores espanhóis não conseguiam entender); como, por exemplo, ela pisando sobre a deusa Lua que eles tanto temiam!

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