Séculos de estudo: afinal, os animais são ou não capazes de pensar?

Por , em 6.07.2011

Imagine um animal em situação de perigo. Antes de se aproximar do objeto ameaçador, ele apenas observa de longe seus movimentos. Depois, vencido pela curiosidade, se aproxima, não sem saltar para trás em apreensão – e precaução. Quando considera que não há perigo, ganha confiança e volta a agir normalmente.

Esse comportamento certamente parece inteligente. Os humanos poderiam muito bem se comportar de forma similar quando se deparassem com algo estranho e potencialmente perigoso. Mas o que realmente acontece com os animais: um processo de pensamento deliberado ou mero instinto animal?

A questão é antiga. Aristóteles e René Descartes acreditavam que o comportamento animal era governado puramente por reflexos. Já Charles Darwin e o psicólogo William James argumentaram que os animais deveriam ter uma vida mental complicada.

Agora, estamos mais perto do que nunca de resolver esse debate. Uma grande quantidade de relatos de comportamentos animais está fazendo muitos biólogos acreditarem que certas criaturas realmente têm pensamentos rudimentares.

Enquanto isso, as últimas imagens cerebrais de experimentos estão ajudando os cientistas a compreender que tipo de anatomia é necessária para um cérebro pensante.

Embora seja improvável que as vidas mentais dos animais sejam tão complexas quanto a nossa, há muito mais acontecendo em suas cabeças do que se pode imaginar.

Na década de 1970, o zoólogo americano Donald Griffin começou a esquentar esse debate. Ele foi uma das primeiras pessoas a descobrir a “ecolocalização” dos morcegos, e comportamentos tais como a capacidade dos castores de cortar pedaços de madeira para encaixar precisamente nos furos particulares de suas barragens, bem como a capacidade dos macacos de usar suas vozes (chamadas diferentes) para enganar os outros – tudo sugeria que os animais podiam pensar.

Os céticos achavam que isso era muito subjetivo. As observações de Donald perderam credibilidade por ele achar que todos os animais eram conscientes – ele queria provar que, cada vez que qualquer animal fazia qualquer coisa com qualquer ingenuidade, tão primitivo quanto um vaga-lume brilhando no escuro, ele estava consciente.

Hoje, no entanto, apesar do valor do trabalho de Donald, a pesquisa está mais objetiva e sistemática. Mais popular é a ideia de que as experiências mentais de outros animais se encontram em uma espécie de espectro, variando de um tipo primitivo de consciência ao fluxo rico e complexo de pensamentos da mente humana.

A mosca da fruta é o animal perfeito para explorar uma das extremidades desse espectro. Ao longo dos últimos anos, cientistas mostraram que esses insetos têm um pré-requisito essencial para a consciência: ao invés de responder aleatoriamente a tudo à sua volta, eles podem selecionar em que prestam atenção com base em suas memórias.

Por exemplo, as moscas são mais propensas a explorar novos objetos adicionados ao ambiente do que coisas que estiveram lá por um tempo. Quando os pesquisadores reduziram a capacidade da mosca da fruta de formar memórias, isso prejudicou sua capacidade de atender a novidade, de modo que os insetos responderam mais ao acaso.

Atenção flexível existe, provavelmente, até no mais simples cérebro, o que significa que muitas criaturas, incluindo peixes, anfíbios e répteis, também pode ter esse tipo de consciência. Sendo assim, quais animais, se houver algum, mostram sinais mais avançados de experiência mental?

Os melhores indícios até agora são de animais que exibem formas particularmente complexas de comportamento, como a capacidade de planejar o futuro.

Até recentemente, os cientistas acreditavam que essa característica era unicamente humana. No final de 1990, pesquisadores descobriram que o pássaro gaio-azul pode usar memórias específicas de acontecimentos do passado para fazer planos para os tempos à frente.

Em 2006, pesquisadores descobriram que essa capacidade se estendia aos beija-flores. Eles podem se lembrar da localização de certas flores e quão recentemente estiveram em um local, e usar essas informações para orientar seu comportamento futuro.

Desde então, os estudos sugerem que primatas, ratos e polvos mostram alguma aptidão para o planejamento futuro, também.

O problema é se esse comportamento é flexível. Se não, o ato pode ser apenas um instinto evoluído, por mais complexo que pareça ser. Por exemplo, corvos conseguem usar uma ferramenta “antiga” para um novo uso (um galho para verificar objetos potencialmente perigosos foi usado mais tarde para pegar comida dentro de um tubo).

Corvídeos podem até ser capazes de adivinhar o comportamento de outra ave. Por exemplo, experiências constataram que os corvos tomam medidas para proteger alimentos de outros corvos que poderiam tê-los visto escondendo-os, mas ficam despreocupados com corvos presos atrás de um obstáculo que teriam bloqueado a sua visão (e assim não teriam visto onde eles esconderam a comida). Em outras palavras, eles têm uma “teoria da mente” básica, que não é possível sem algum tipo de processo de pensamento.

Algumas outras criaturas também devem ter essa capacidade; não surpreendentemente os primatas estão entre essa elite. Se os chimpanzés roubam comida, por exemplo, são extremamente silenciosos se outro membro do grupo estiver ao alcance de sua voz. Mais impressionante ainda, eles parecem ser capazes de adivinhar como outro pode ter agido no passado.

Durante uma caça à comida, os chimpanzés tentam adivinhar onde seus concorrentes poderiam ter procurado primeiro, para que eles possam procurar em locais menos óbvios. Baleias, ursos e cães ainda não provaram suas habilidades neste tipo de tarefa, mas não deixam de mostrar alguns sinais de empatia que sugerem que eles também devem ter uma vida mental relativamente avançada.

No entanto, ainda falta uma característica importante do pensamento humano nos animais, chamada de “metacognição”: a habilidade de monitorar e controlar memórias e percepções, permitindo-nos pensar, por exemplo, “eu sei que eu sei isso” ou “eu não tenho certeza de que estou certo”, ou ainda sentir que o nome de alguém está na ponta de sua língua.

A importância disso para o pensamento humano é comparável ao uso da linguagem e das ferramentas. Evidência de metacognição em outros animais, portanto, seria uma grande prova da existência da mente animal.

Alguns cientistas começaram a explorar o assunto no início de 2000. Por exemplo, em um experimento, um grupo de macacos observou uma imagem e, depois de um tempo, tiveram que tentar selecionar a imagem de um grupo de quatro. Para quem acertasse, o prêmio era um amendoim.

Em um fluxo de experiências, no entanto, os macacos poderiam perder a chance de ganhar o amendoim, em troca de um prêmio garantido – um alimento processado de macaco menos desejável. Os cientistas suspeitam que os macacos deixavam “passar” essa opção quando não tinham certeza da resposta.

Ele estava certo. Macacos que tinham a oportunidade de “passar” para a frente desempenharam muito melhor nos testes do que 0s do experimento “tudo-ou-nada”. Isto sugere que, quando dada a oportunidade, eles eram totalmente capazes de avaliar a sua confiança na tarefa, fornecendo evidências convincentes para a metacognição no macaco.

Novas pesquisas sugerem que eles são parte de um conjunto selecionado com essa capacidade. Os chimpanzés, como os macacos, demonstraram metacognição, mas os macacos-prego, embora inteligentes em outras áreas, parecem cair nesse obstáculo. Os resultados para os golfinhos não são claros, mas já ficou certo que criaturas como o pombo não estão à altura do desafio.

Descobrir se outras espécies inteligentes como os golfinhos e, talvez, os corvos, possuem metacognição é crucial para nosso entendimento da mente. Os cientistas precisam saber se a metacognição desenvolveu apenas uma vez, na linha dos primatas (que leva a macacos e humanos), ou se a característica se desenvolveu repetidamente e convergentemente, com picos de sofisticação cognitiva, em golfinhos, corvos, macacos e pessoas. Se esse for o caso, mudaria toda a nossa compreensão da evolução do cérebro dos primatas.

Muitos cientistas, entretanto, continuam achando que os humanos estão em um nível completamente diferente e muito maior de pensamento. Os chimpanzés, por exemplo, simplesmente não entendem conceitos físicos abstratos, como peso, gravidade e transferência de força.

Tente colocar uma banana perto da gaiola um chimpanzé e fornecer-lhe algumas ferramentas para alcançar seu potencial lanche. Ele estará tão propenso a tentar usar um material desajeitado e mole quanto um objeto rígido para alcançar a banana.

Ou seja, os chimpanzés podem raciocinar sobre coisas diretamente perceptíveis, mas somente os seres humanos têm um nível superior de pensamento que não depende apenas de estímulos sensoriais, permitindo-os formar conceitos mais abstratos, como gravidade ou força.

Esses cientistas céticos são minoria, mas continuam achando que os animais não têm consciência. Como Descartes, eles chegaram à conclusão de que a linguagem é essencial para o pensamento. Isso porque mesmo um comportamento engenhoso – que não envolva linguagem – pode ser feito sem estar consciente (veja os humanos dirigindo um carro sem nem pensar nisso). Os comportamentos que eles não concebem fazer inconscientemente são os que envolvem o uso de linguagem.

Um dos problemas nessa área é que os estudos de comportamento só podem chegar a um cerrto ponto: você poderia mostrar um animal como uma mosca colocando chapéu e vestindo roupas, e ainda algumas pessoas poderiam dizem que é apenas uma série de reflexos.

Por essa razão, alguns pesquisadores estão tentando novas abordagens que possam resolver o argumento de uma vez por todas. Imagens do cérebro é uma das possibilidades mais promissoras.

Por exemplo, pesquisadores usaram ressonância magnética funcional para estudar assinaturas de consciência do cérebro humano. Eles descobriram que existe um padrão similar de atividade neural cada vez que nos tornamos conscientes da mesma imagem de uma casa ou de um rosto, mas não processamos a informação da imagem inconscientemente. O trabalho sugere que o pensamento consciente não depende de qualquer região exclusivamente humana do cérebro, ou seja, não há nenhuma razão anatômica para dizer que o pensamento é exclusivo das pessoas.

Outro trabalho neurocientífico revelou alguns pré-requisitos importantes para a consciência que podem estar presentes em alguns animais. Conexões neurais que permitem que o tálamo transmita informações de sentidos para o córtex, por exemplo, parecem ser vitais para a percepção consciente. Outros mamíferos além de nós possuem tal conexão, por isso, eles têm pelo menos substratos para a consciência. Provavelmente podemos dizer o mesmo sobre as aves, o que parece se encaixar com as conclusões dos estudos comportamentais.

Algumas pessoas nunca vão se convencer do pensamento animal, já que acham que não há dados que possam responder a essa pergunta. Já outros estão otimistas com a procura dos equivalentes animais ao tálamo e córtex para resolver de vez o argumento. O que você acha?[NewScientist]

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28 comentários

  • neutrino:

    Mas fica uma pergunta:

    Se os animais tem algum tipo de consciência, os bichos mais espertos, como o macaco, cachorro, gato… seriam os que têm mais inteligência?

    e o resto do reino animal?

    Vai ser uma pendenga, que só vai resolver daqui a cem anos.

    Até lá vou continuar saboreando meu churrasquinho de fim de semana sem peso na consciência.

    Vai lá que gado nem tem inteligência!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  • Wolf:

    claro q sim,nós humanos tbm somos animais.

  • Morton:

    A questão não é que essa minoria são do contra. O que acontece na área das ciências exatas e naturais é que não podemos sair por aí gritando e afirmando com certeza teorias que não estão completas. A sua ironia aí – “[…] você poderia mostrar um animal como uma mosca colocando chapéu e vestindo roupas, e ainda algumas pessoas poderiam dizem que é apenas uma série de reflexos.” – foi completamente desnecessária. Como o artigo mostra claramente, o estudo está incompleto e faltam muitos dados ainda. Outra coisa: questionar e duvidar leva à mais estudas e mais aprimoração e isso que faz da ciência o que ela é. Os profissionais dessa área sempre se mostram céticos, até com seu próprio trabalho. É necessário. Quanto mais dados, melhor e, se houver algum erro, ninguém resitará em corrigir. Um estudo sério não pode ser apressado e isso vale para todas as áreas.

  • Baw:

    Ótimo artigo.

  • Augusto:

    isso ai pessoal, vamo comecar a ser dominados pelos animais.
    Agora eles estao tristinhos so porque nos, humanos estamos sendo superiores a eles…

  • Ilza:

    Independente de pensar, se organizar, sonhar, etc, etc., os animais precisam ser respeitados como seres diferentes dos humanos, nem melhor, nem pior. Não somos seres superiores, mas, não há como negar, somos dominantes no planeta. Isso requer maiores esponsabilidades com tudo ao nosso redor. Cabe a nós facilitar a convivência. Quem sabe um dia todos tenhamos essa consciência.

    • Luciana Silveira:

      Comentário muito inteligente da Ilza. Algumas pessoas realmente sabem o que tem a dizer, outras simplesmente dizem o que quer que seja.

  • ALX:

    É RARO VER UM ANIMAL NO BURACO QUE ELE MESMO CAIU NA PRIMEIRA OU PRINCIPALMENTE NAS OUTRAS VEZES DEPOIS DE CAIR NESSE BURACO… COLOQUE UM RATO OU CACHORRO EM UM LOCAL COM DUAS SAIDAS, UMA Q DA PRA ELE PASSAR E OUTRA Q NÃO, SE ELE FOR NA Q DA É PQ ELE PENSOU NÉ? ANIMAL PENSA MELHOR Q MUITAS PESSOAS POR AI ACREDITEM.

  • Ícaro:

    eles pensam sim, mas não do mesmo jeito que nós
    nós criamos idiomas pra transformar nossos sentimentos em vocalizações e marcas, e com isso transmitir informações para outros indivíduos, já animais só pensam nessa forma “primitiva”, e sem a capacidade de transmitir por meio de fala ou escrita[alguns animais são capazes de vocalizações para se comunicar, mas não é tão complexo, grande parte precisa ver um indivíduo fazendo alguma coisa para aprender]
    bebês antes de aprenderem a falar e animais pensam mais ou menos do mesmo jeito

  • Roberto:

    Eles pensam, entendem nossa linguagem, decidem, têm boa memória, aprendem, compreendem, brincam, sonham, realizam tarefas complexas com desenvoltura, automatizam ações, enfim, somente têm uma estrutura mental conformizada com suas possibilidades físicas.

    • Ícaro:

      não, eles não entendem nossa linguagem, alguns animais domesticados são capazes de aprender várias palavras, expressões e comandos, mas não entender

    • Baw:

      Exato. Cachorros extremamente bem treinados chegam a reconhecer uma média de 250 palavras/comandos, mas dizer que eles entendem no mesmo sentido que nós entendemos uns aos outros seria meio equivocado.

  • Kerton:

    Essa de falar que animal não tem conciência é coisa de gente que quer nos colocar acima deles e da natureza para poder depredá-los. A vida em si tem conciência e dá conciência a todas as criaturas…

  • Kerton:

    Os animais pensam, se não, o que eles seriam? Autômatos sem vida conciente? Cada animal que está na face da terra teve a capacidade de sobreviver e se adaptar, eles aprendem com o erro e sabem o que fazer para continuarem vivos. Eles não têm a complexidade que temos, mas isso não quer dizer que tudo que os animais fazem é refexo ou instinto…

  • Ju:

    E se existir o pensamento, e se este for mais complexo que o nosso, o homem será capaz de admitir?

  • Lekko:

    Somos seres ESPECIAIS. Os deficientes não são tratados assim? Portanto…

  • Geferson:

    ANTROPOCENTRISMO
    É a definição que descreve a pseudo superioridade humana.
    O Primata “Sapiens” se julga e faz juízo de todo seu entorno, logo conclui que tudo foi criado para ele, sendo o único portador de consciência, de alma, pensamento e etc.
    A Raça Humana é uma só, com diferentes etnias, segundo os últimos estudos do DNA.
    Portanto não existem mais “raça branca”, “negra” e “amarela”.
    Existem ainda quem julgue a “Raça Ariana” como a única superior; Skinheads é o nome dos “adeptos” dessa “retroteoria”.

    • Gil Cleber:

      Não existe “raça humana”, e sim “espécie humana”, com divisão em diversas raças (ou etnias). Superioridade racial está ligada a valores humanos, e, queiramos ou não, existe. O que se deve discutir é se esses valores têm um caráter absoluto – a meu ver, não têm. Cada raça da espécie humana hoje é resultado de milhões de anos de evolução e encontra-se perfeitamente adaptada a seu habitat, o que as torna iguais no quesito sobrevivência, ou seja, todas foram bem sucedidas nessa questão – donde o dito “darwinismo social” ser um erro tremendo. Donde, também, toda interferência nas formas de sociedade aborígenes serem danosas, para não dizer cruéis.
      Contudo, o tema do artigo é inteiramente outro.

  • Patrix:

    É, esse foi o estopim para eu começar a duvidar das religiões quando mais novo.
    É óbvio que os animais pensam, planejam, se organizam … Quanto a isso não resta nenhuma dúvida. Basta observar uma matilha de lobos caçando, o sistema hierárquico em grupos de primatas e outros animais, a utilização de ferramentas por alguns animais, entre outras coisas. Tudo é influenciado pelo ambiente em que vivem.
    O problema do homem é achar que somos exclusivos, achar que tudo foi criado para nós.
    Lembram do caso da vaca que abria o portão com a língua?

  • Andrômeda:

    Só sei que a orelha é idêntica a do Renato Aragão.

  • vicente:

    Cara, não tenha duvida disto.

  • gustavo ferreira:

    A consciência é a monitorização em tempo real do que se passa com o corpo e acontece, é uma ferramenta, quer no homem quer no animal .
    A cosciência é o primeiro passo para que seja dado o próximo passo, que pode ser continuar parado .Nos animais verifica-se um processamento imediato e automático dos dados, no homem os dados apenas podem demorar muito mais tempo a ser processados dada a complexidade enorme de dados e algoritmos para processar esses mesmos dados .
    Nós apenas(e faz toda a diferença)temos a excelente capacidade de manter o nosso ´”pé” indefinidamente levantado antes de dar o próximo passo .
    Há quem chame a essa habilidade pensamento .

  • ADELMO:

    claro.ele PENSA e não RACIOCINA.Pois se ele não pensasse não saberia quem são suas presas,suas caças,seus predadores,não sentiam frio,não protegiam seus filhotes,demarcavam territórios,não saberiam diferenciar o que é bom e o que é ruim para eles.E tem mais não saberia diferencia o sexo macho e fêmea.por exemplo o cachorro tem um sentimento pelo homens e atende o homem,o papagaio que fala. abraços

  • ADELMO:

    claro.ele PENSA e não RACIOCINA.Pois se ele não pensasse não saberia quem são suas presas,suas caças,seus predadores,não sentiam frio,não protegiam seus filhotes,demarcavam territórios,não saberiam diferenciar o que é bom e o que é ruim para eles.E tem mais não saberia diferencia o sexo macho e femia.abrços

    • Cesar:

      Adelmo, onde termina o instinto e onde começa o comportamento premeditado, ou pelo menos, pensado? Um mosquito não precisa pensar sobre onde está a sua presa, ele tem sensores que indicam a ele onde há calor e emissão de gás carbônico (o que geralmente implica em um animal de sangue quente) e instintivamente procura sua presa. Não é preciso pensar para isto. E para o que mais não é preciso pensar?

  • Diego:

    É incrível a arrogância humana. Está certo que enquanto espécie conquistamos muito. Conseguimos mesmo contornar a natureza.
    Mas… não consigo acreditar que isso seja uma questão tomada como séria pela ciência.
    Parece-me óbvio que os animais pensam, afinal têm SNC, e também é óbvio que as suas capacidades são bastante mais básicas e dependem das espécies e individualmente.
    Pergunto-me se também existem seres superiores intelectualmente superiores (extra-terrestres) também a questionar se nós humanos temos a capacidade de pensar. Ou imagino um geniozinho a questionar essa capacidade das fãs de restart!?

    • Cesar:

      Talvez a arrogância esteja na análise superficial de alguns. Será que um Sistema Nervoso Central seja suficiente para que existam pensamentos, e pensamentos conscientes, e metaconhecimento (conhecimento sobre o conhecimento)? A atitude correta não é assumir “a priori” como existindo, mas tentar verificar se é verdade. E é o que os cientistas estão fazendo.

    • Bovidino:

      Meu caro,
      Nós não conseguimos contornar a natureza. Nós conseguimos destruí-la. Aliás, tudo que fazemos tem esse objetivo destrutivo. Nós conseguimos aumentar assustadoramente a produção de alimentos e criamos um mercado destinado ao ‘enriquecimento’ financeiro de alguns e deixar praticamente a metade da população mundial passando fome. Nós construimos armas mortíferas e fazemos guerras absurdas para matar nossos próprios irmãos. Não é possivel listar todas as idiotices que fazemos e temos a pretensão de dizer que somos seres INTELIGENTES.
      É evidente que o que chamamos de animais ‘irracionais’ são muito superiores a nós em ‘inteligência’.
      Também é evidente que se houver outros seres INTELIGENTES, eles estão em outros planetas ou outras galáxias.

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