6 hilárias versões antigas de tecnologias modernas

Por , em 6.07.2015

Entre smartphones e paus de selfie, somos tentados a pensar que a humanidade já atingiu o auge da sofisticação tecnológica. No entanto, verifica-se que nós nem sequer somos tão criativos assim. Nossos bisavôs já tinham acesso a algumas das mesmas “inovações” que temos hoje (e nem eram exibidos quanto a isso).

6. O e-reader de 1922

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Sim, desde a década de 20 as pessoas são capazes de ler pornografia ou qualquer coisa da qual têm vergonha em total privacidade, tudo graças à Fiske Reading Machine, um dispositivo portátil que aparentemente foi projetado por um oftalmologista.

Era bem simples de usar. Com um tamanho de fonte que podia ser medido apenas em lágrimas de gnomo, cada livro era impresso em uma série de cartões finos. Uma vez inseridos na máquina, tudo o que o leitor tinha que fazer era olhar através do monóculo, e voilà!

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Na época, foi noticiado que o livro “The Innocents Abroad” de Mark Twain, com 93.000 palavras, pode ser reduzido para apenas 13 cartões, o que é um feito impressionante.

O cara por trás deste dispositivo, o contra-almirante Bradley Fiske, que era tão convencido quanto Steve Jobs ou Elon Musk, disse que sua invenção iria revolucionar o mundo. Ele previu que o Fiske Reading Machine anunciava a morte da imprensa moderna, o que certamente não aconteceu. Aliás, a imprensa tem sobrevivido a mais mortes certas do que o Batman.

5. Notícias entregues por uma máquina na sua casa em 1933

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Mesmo que você não tenha comprado um jornal ou assistido a um telejornal há eras, isso não significa que não conheça os principais acontecimentos do mundo, a não ser que seja um homem das cavernas. Um negócio chamado mídia social impede que as pessoas fiquem totalmente por fora dos assuntos polêmicos, muito embora as notícias venham tão rápido que a verificação dos fatos nem sequer começa até que o mais velho morador de cada lar de idosos já tenha ouvido a história.

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Apesar de parecer algo inédito, não somos a primeira geração a ter acesso a notícias imediatas. Esse sistema também existiu na década de 1930 com o advento de fac-símiles de rádio. A ideia do inventor William Finch era uma forma engenhosa de distribuição de jornais para as famílias que possuíam uma fortuna grande o suficiente para comprar as máquinas necessárias, mas não para pagar um funcionário para ir até uma banca local.

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Para receber este serviço, era necessário comprar uma impressora especial que poderia tanto receber o sinal de rádio, converter esse sinal em texto e imagens e imprimir o jornal resultante. Era prática comum das empresas jornalísticas transmitir notícias várias vezes por dia, conforme as informações chegavam, uma conveniência que seria magnífica não fosse o fato de que um jornal médio levava seis horas para imprimir e as máquinas de uso doméstico só tinham sinal entre a meia-noite e as seis da manhã.

Apesar da promessa de uma maneira mais eficiente de ler notícias, fac-símiles de rádio nunca alcançaram o grosso da população (ou seja, as classes não-super-ricas). Além disso, as empresas jornalísticas e anunciantes ainda estavam desconfiadas da tecnologia e preferiam os métodos tradicionais. Por volta de 1940, a ideia já tinha praticamente morrido.

4. Tecnologia portátil no século 17

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Como se vê, a China é pra-frentex quando se trata de tecnologia. A tendência que consideramos supermoderna de usar tecnologia de tamanho reduzido portátil já era velha conhecida das pessoas do século 17 no país asiático.

Elas inventaram um anel que continha a peça mais revolucionária da tecnologia de computação que existia no mundo naquela época: um ábaco. Este anel era usado por comerciantes para calcular o valor dos bens, não muito diferente do que sacar seu smartphone no supermercado para dividir os gastos entre as outras 258 pessoas que estão participando da vaquinha pro churrasco.

Como você pode notar na imagem acima, o ábaco não era exatamente adequado para qualquer pessoa abençoada com dedos humanos. Medindo 1,27 centímetros por 0,50 centímetros, os grânulos eram não maiores do que 0,07 centímetros e só podiam ser movidos com uma espécie de alfinete. Apesar disso, a ideia foi certamente um avanço.

3. Sistema de navegação para carro em 1932

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Um sistema de navegação para carro nos primórdios do século 20? Difícil de acreditar, visto que o GPS ainda não existia e somente um grupo muito seleto de pessoas sequer podia ter um carro.

E, ainda assim, o Iter Avto foi inventado em 1932 por uma companhia italiana a fim de “guiá-lo através de suas viagens com precisão impecável”, de acordo com um anúncio publicitário. De fato, era um sistema impressionante para a época.

Dentro do carro havia uma caixa que continha um mapa da rota. Conforme o carro percorria seu caminho, o mapa rolava automaticamente, graças a um sistema que o conectava ao velocímetro do veículo, fornecendo ao condutor uma localização atualizada.

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O mapa também fornecia ao motorista informações úteis sobre a área, por exemplo, se ele estava perto de um rio/ferroviária/hotel/local de execução da máfia, etc, permitindo-lhe tomar medidas imediatas, se necessário.

A única desvantagem é que o Iter Avto contava com o motorista para criar um mapa da rota, bem como todos os seus perigos possíveis, o que realmente acabava com toda a graça de ter um sistema para orientá-lo em seguida. Deve por isso que há uma tonelada de informações sobre o dispositivo, mas quase nada sobre o seu desaparecimento, como se a humanidade tivesse decidido coletivamente nunca mais falar dele novamente.

2. “Google Street View” de 1979

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Falando de tecnologia de mapa sendo inventada mais cedo do que você pensava ser possível, uma espécie de “Google Street View” existia três décadas antes de se tornar padrão pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts, EUA).

No entanto, só permitia que as pessoas explorassem as ruas de Aspen, no Colorado. O objetivo deste projeto não tão grandioso quanto o de Larry Page, mas sim apenas criar um mapa interativo da cidade que deixasse residentes locais explorarem suas ruas, ver fotos históricas e ouvir entrevistas com outros residentes. Em cenas que lembravam a realização de um filme de ação de grande sucesso, este projeto envolveu uma tonelada de carros e estudantes com câmeras nas ruas.

Após as filmagens, as imagens foram “costuradas” usando computador para criar o “Aspen Movie Map”, essencialmente o Google Street View: Aspen Edition. Assim como no Street View, os usuários podiam viajar ao longo das ruas, girar a câmera e conferir as casas de habitantes da cidade e listagens de empresas.

1. Trolls de patentes em 1879

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Se há uma coisa que resume quão pentelha a tecnologia moderna é, é a existência de trolls de patentes: terríveis sugadores de alma que arquivam patentes vagas para que possam processar as empresas que, eventualmente, inventarem algo que viole mesmo que ligeiramente sua “ideia”.

É reconfortante, então, saber que os nossos antepassados também tiveram que lidar com esses caras. Dito isto, eles tinham a opção de desafiá-los para um duelo e resolver disputas legais ridículas em uma fração de segundo, de forma que inveja resume.

Um dos trolls de patentes mais antigo conhecido foi o porco desonesto George Selden (foto acima), um engenheiro com fetiche de ler patentes. Ele conseguiu uma galinha dos ovos de ouro no final do século 19 com seu “motor de estrada”, um projeto para uma carruagem sem cavalos justamente nos dias em que ninguém estava interessado em fazê-las. Ainda.

Selden apresentou sua patente em 1879 e, através da manipulação hábil das regras relativas ao registo de patentes, conseguiu atrasar o processo de concessão da mesma até 1895, quando a fabricação de automóveis era a nova carreira mais popular na cidade.

Assim, Selden garantiu que ninguém mais fosse capaz de fazer uma porcaria de um carro sem sua permissão. Sempre que um fabricante de automóveis inventava um novo modelo, Selden, muitas vezes alegando que o projeto violava sua patente, dizia que o problema poderia ir embora com um cheque gordo.

Pode-se dizer que esse golpista foi uma grande pedra no sapato da indústria. [Cracked]

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