Você não vai acreditar no equipamento usado para fazer estas fotos

Por , em 17.11.2013

A macrofotografia é um tipo de fotografia especializada em fotografar o bem pequeno. Quase todo mundo já deve ter examinado sua câmera, encontrado o botão ou o modo de macro, e tentado fotografar uma borboleta, uma flor, um selo, com resultados variáveis.

Para fazer macrofotografias, o fotógrafo russo Alexey Kljatov resolveu usar uma lente de aumento na frente da lente da câmera, algo conhecido como “filtro de close-up”. Só que a lente que ele usou não é uma simples lupa, e sim a lente de outra câmera, uma Helios 44M, das antigas russas Zenith.

A macrofotografia consiste em registrar objetos no sensor com o seu tamanho real, e pode ser feita de várias formas:

  • Usando uma lente macro;
  • Usando um tubo ou fole de extensão, que afasta a lente da câmera;
  • Usando um filtro de close-up, normalmente uma lente comum, na frente da lente da câmera;
  • Invertendo a lente da câmera, colocando o elemento frontal apontando para a câmera.

Alexey montou a lente Helios invertida na ponta de um tubo, de forma que ela ficasse a 1 cm da lente da sua Canon A650, firmando todo o conjunto usando uma tabuinha. Usar uma lente normal invertida é uma técnica consagrada para fazer macrofotografia barata.

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Para preparar as fotos, Alexey usa um banquinho virado de cabeça para baixo, e sobre ele um vidro onde apoia a câmera sobre seu tema, flocos de neve. Para iluminar os flocos por trás, ele usa uma lanterna com duas camadas do plástico de sacolas para uniformizar o brilho. Para a foto não sair tremida, ele usa o temporizador da câmera.

Na pós-produção, o fotógrafo combina várias fotos idênticas para eliminar o ruído introduzido pelo sensor, e depois acrescenta alguma cor para as fotos não ficarem muito acinzentadas. [Bored Panda, Blog do Alexey, Flickr]

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17 comentários

  • Bruno Dml:

    Cesar, me da uma ajuda, to conhecendo esse negocio de macrofotografia agora, tenho uma lumix fz100, e uma lupa, da pra fazer alguma coisa com isso? 😛 vlw’

    • Michel Kanemaru:

      Sim procure sobre as lentes/filtros close-up. Ela serve para diminuir a distância minima de foco. Só acho que talvez o valor dioptria seja muito alto da lente de aumento deixando a distância minima de foco no “negativo”.

    • Cesar Grossmann:

      Desculpa o silêncio, não sei como a minha inscrição nos comentários deste artigo foi cancelada…

      Você pode usar uma lupa, mas não sei se vai conseguir muita coisa. A lupa vai servir como filtro de close-up, como apontou o Kanemaru, ou seja, ela vai permitir que a câmera faça foco em assuntos mais próximos, mas ela também vai deixar bordas roxas no que estiver sendo fotografado (aberração cromática), além de introduzir outras distorções.

  • Teo Nesterov:

    Tenho uma lente igual, vou tentar fazer esta experiencia .-)

  • Marcos A. Santos:

    que susto! achei que fosse uma Tekpix

  • Eliezer Tavora Nunes:

    Para fazer isso, basta inverter a lente, diminuir a abertura e iluminar bem o objeto a ser fotografado.

    • Cesar Grossmann:

      Com flocos de neve tem o problema do calor.

  • Michel Kanemaru:

    pela foto do equipamento dele acredito que tenha mais coisas que apenas uma zenith 44-4 invertida e uma outra lente… mesmo sabendo que a tecnica de lente invertida dar uma das maiores ampliações não sei se chega a ser capaz de tanto o máximo de ampliação que eu consegui com a tecnica foi de 0,5cm em uma camera de sensor 3/4! Isso fica um fator de 5:1

    • Cesar Grossmann:

      A Canon A650 tem zoom de 6x, com comprimento focal equivalente de 35mm-210mm. A distância mínima de foco é de 1 cm. Não sei aí qual o cálculo e se dá para fazer o foco a 1 cm quando a lente está no comprimento focal de 210 mm (equivalente).

  • Matheus Marques:

    Muuito lindo!

  • JOTAGAR:

    O que impressiona mesmo é a beleza geométrica das formas, a simetria e precisão. Será que existe alguma pesquisa referente ao mecanismo de formação destas estruturas? Quais são as variáveis envolvidas?

    • Paulo Espirito Santo:

      amigo tem sim,isso e um efeito natural,ocorre em plantas em animais,essa pesquisa vem do periodo grego com o pentagono,depois retangulo de ouro,a equaçao de Fibonacci de uma pesquisada.

    • Deivid Marques:

      Sim e inúmeros isso intriga matemáticos até hoje, falam que cada floco é igual impressão digital a possibilidade de ter outro floco igual apesar da semelhança é igual zero, o formato é por causa da estrutura molecular da água… até kepler já estudou… tem falando sobre isso no livro “Almanaque das curiosidades matemáticas”!

    • Cesar Grossmann:

      É parte da físico-química e trata do crescimento de cristais. O processo é chamado de nucleação. Quando você tem uma substância dissolvida em outra, as moléculas do soluto ocasionalmente colidem, ficam juntas por um tempo, e depois se separam. Eventualmente uma outra molécula pode colidir no grupo e ele aumentar e depois separar. Se acontecerem “agregações” suficientes, o pequeno núcleo atinge um tamanho chamado tamanho crítico e a partir daí não vai se desfazer, mas vai crescer cada vez mais.

      Só que as moléculas não se prendem de qualquer forma, existem posições em que elas podem se prender e outras em que elas não podem. Este comportamento microscópico vai acabar gerando uma macro-estrutura ordenada, o cristal.

      Alguns cristais crescem rapidamente em questão de segundos (existem experiências que se fazem em laboratórios de escolas para mostrar o crescimento de cristais), ou dias (experimente fazer uma solução supersaturada de água e açúcar e deixar ela evaporar lentamente), ou mesmo milênios (como as delicadas “árvores” cristalinas que aparecem em certas cavernas).

      No caso dos flocos de neve, a posição em que as moléculas se prendem depende de fatores como a pressão atmosférica, a umidade relativa, a velocidade do ar, a turbulência presente, etc. Cada floco tem uma história diferente, de quando encontrou cada um destes fatores, quantas vezes encontrou e quanto tempo permaneceu em regiões com mais ou menos pressão, mais ou menos turbulentas, etc. Assim, cada um tem uma forma única.

      http://www.chemistry.co.nz/crystals_forming.htm
      http://www.ccmr.cornell.edu/education/ask/?quid=742
      http://www.mnh.si.edu/earth/text/2_2_2_2.html
      http://science.howstuffworks.com/environmental/earth/geology/how-are-crystals-made.htm
      http://geology.com/articles/snowflakes/

      Já existe um algoritmo matemático que foi baseado nas leis da física e que permite fazer cristais de neve virtuais
      http://www.scientificamerican.com/article.cfm?id=how-do-snowflakes-form

      Não sei se toda a física do crescimento de cristais é conhecida, mas já temos um modelo muito bom de como funciona.

    • Thiago Alexandre Dos Santos:

      Bela explicação do Cesar, tinha uma grande curiosidade quanto a isto.

    • Jhonata Ferreira:

      Fico mais impressionado nao pelo equipamento, mas sim pela geometria perfeita desses cristais de gelo.

    • Cesar Grossmann:

      Bom, a simetria não é perfeita, se você olhar com atenção vai ver que cada seção tem alguns defeitos que não aparecem nas outras seções.

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