Afinal, como acaba um furacão?

Publicado em 13.10.2010

Vamos falar de um problema que jamais entra na pauta de preocupações do povo brasileiro, mas que desperta muita curiosidade: furacões.

Analisando os tufões, furacões marinhos, temos um exemplo recente. O Furacão Paula (formado no mar próximo a Honduras no último dia 11), está “se preparando” para invadir a costa mexicana na semana que vem, mas por sorte algumas condições desfavoráveis vão rebaixá-lo ao nível de uma tempestadezinha. Mas fica a pergunta: que condições são essas? Como um furacão deixa de existir?

Vários fatores afetam drasticamente a maneira pela qual a tempestade se deteriora. Quem explica é um pesquisador do Centro Nacional de Furacões (NHC), Denis Feltgen. “Como tudo no universo, um furacão morre quando deixa de ter uma fonte de energia”. Ele explica que há três razões principais: o contato com água fria, no mar (o que se aplica aos tufões, originários de águas tropicais), a inexistência prolongada de água e o chamado cisalhamento do vento (ou tesoura de vento), que é o vetor da direção das correntes de ar.

Os furacões se desenvolvem a partir de áreas de baixa pressão que se formam sobre águas quentes do oceano, com a evaporação da água da superfície do mar. A evaporação alimenta a tempestade a partir do momento em que condensação aquece o ar ao redor. Portanto, os ventos de uma tempestade enfraquecem quando ele se move da água quente em direção à fria.

Esta é a mesma razão por que os furacões se deterioram drasticamente quando viajam de água para a terra. A súbita falta de abastecimento de água morna vai minando a energia do furacão. Além disso, a circulação do furacão pela superfície terrestre pode ser reduzida pela fricção quando ela passa sobre a terra, embora seja um fator secundário.

O alto cisalhamento do vento, como explicamos acima, é outro culpado. Trata-se da variação entre a velocidade do vento e a sua direção a uma distância curta na atmosfera. Quanto maior essa variação, menor é o espaço que o furacão tem para produzir calor e intensidade, assim vai enfraquecendo até sumir”

O ar seco, por fim, também pode contribuir para o desaparecimento de um furacão, uma vez que as tempestades precisam de ar quente e úmido para sobreviver. O ar seco por tempo e distância prolongados litralmente sufoca o furacão.

Mas os cientistas explicam que nem tudo são rosas. Mesmo um furacão em processo de desaparecimento pode voltar à vida sob certas condições. Um furacão minguante ou ciclone tropical pode retomare sua força, crescendo às vezes ainda mais do que antes, se puder se mover para uma região mais favorável. [Life's Little Mysteries]

Autor: Rafael Alves

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8 Comentários

  1. Agora ficou claro; Os furações se formam no mar quente, normalmente nos trópicos e depois vão ficando fracos e terminam. Ficou bem claro.

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  2. So por esse texto eu nao entendi nada…vou ter que decorar o que disseram para querer aparecer pra alguém um dia…

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  3. Ainda bém que aqui não tem essas coisas.Mas se o homem continuar a destruir nossas matas,pode ter serteza que a mãe naturaza vai vingar.

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  4. -”Vamos falar de um problema que jamais entra na pauta de preocupações do povo brasileiro, mas que desperta muita curiosidade: furacões.”-

    Essa frase contém uma afirmação falsa. Já houve registros de furacões no Brasil (o mais conhecido delesfoi o fenômeno chamado de “Catarina”)

    Thumb up 11

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