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Cientistas descobriram uma forma de acelerar o crescimento de certas plantas

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Por em 15.12.2010 as 22:09

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Imagine a Terra totalmente coberta por grama. Esse sonho não é impossível e pode demorar menos do que se pensa para acontecer.

Uma nova pesquisa identificou um simples interruptor genético que permite que uma gramínea alta – chamada “switchgrass” e bem comum nas planícies dos Estados Unidos -, espécies Miscanthus e outras culturas de biocombustíveis cresçam muito mais rápido.

Segundo os pesquisadores, ao simplesmente desligar o gene, pode-se induzir as plantas a produção de raízes grossas e estimular a sua maturação.

Enquanto os cientistas selecionavam genes que faziam as raízes pararem de crescer, encontraram o gene UPBEAT1, que controla a expressão de uma classe de enzimas chamadas de radicais livres. Quando esse gene é ativado, as raízes mudam da proliferação (necessidade incontrolável de crescer) a diferenciação (uma tendência da planta de se estabelecer e se apoiar).

O UPBEAT1 trabalha regulando os radicais livres, os mesmos agentes de estresse que os seres humanos tentam combater com antioxidantes. Quando o UPBEAT1 é desligado, os radicais livres “correm soltos” pela raiz da planta, permitindo que ela produza mais e maiores células. Quando se aumenta a quantidade de UPBEAT1, as raízes crescem mais devagar.

Os pesquisadores esperam que, ao desligar o gene UPBEAT1 em uma população de gramíneas, eles possam produzir plantas de crescimento rápido que sejam colhidas para fazer biocombustível mais cedo. Eles também imaginam que a grama de crescimento rápido poderia “sequestrar” carbono da atmosfera em suas raízes, ajudando o meio ambiente a combater o efeito estufa. [LiveScience]

Natasha Romanzoti tem 22 anos, é jornalista, apaixonada por futebol (e corinthiana!) e livros de suspense, viciada em séries e doces e escritora nas horas vagas.

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4 comentários

  1. grace romao /

    Cristiano, concordo consigo mas permita-me acrescentar que
    o maior problema está em serem os paises ricos a fixarem os preços das produções dos países pobres.

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  2. Cristiano /

    O problema da fome no mundo não está relacionado com a quantidade de alimento produzido e/ou disponível.

    O problema da fome em países como do continente africano, por exemplo, se deve a problemas de disputas políticas, guerras entre povos (que impossibilitam a utilização do solo para plantio) e à situação econômica desses países.

    A ganâcia do homem é tão grande que em certos países dito “desenvolvidos” os produtores locais chegam a queimar a sua produção de grãos como uma forma de pressionar o aumento do preço dos grãos em época de recessão econômica…
    No Brasil mesmo, na crise de 1929, cafeicultores queimaram toneladas de café, porque o preço do grão estava muito baixo, e entregá-lo “de graça” para o povo baixaria ainda mais os preços…
    Concluindo, o problema da fome não é falta de alimentos no mundo, e sim, desinteresse dos países desenvolvidos em solucionar o problema, aliado à políticas equivocadas dos países subdesenvolvidos…

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  3. ana paula camoesas /

    Com a fominha que anda por este mundo fora,ainda pensam que essa grama vai ser para biodisel??? SONHADORES. Não vai chegar para matar a fome a um dizimo do mundo.

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  4. Algumas modificações e podemos ter plantações com colheitas rápidas, acabaria com a fome no mundo por uns 75 anos

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