Crianças adotadas podem ser mais problemáticas
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Um lembrete para Angelina Jolie e Brad Pitt: a próxima década poderá ser difícil. Como os pais adotivos mais famosos do mundo, os atores podem ter ficado alarmados quando souberam dos resultados de um novo estudo que afirma que filhos adotivos possuem quase o dobro da possibilidade de, na adolescência, desenvolver problemas comportamentais ou emocionais. O estudo também abre a questão sobre o que estaria por trás desse risco acentuado: Os pais adotivos ou a genética?
O relatório divulgado nesta segunda-feira afirma que “Apesar da popularidade da adoção, há uma preocupação persistente de que crianças adotadas possam ter riscos elevados de problemas da saúde mental ou de ajustamento.
Pesquisas sobre adoção tem feito afirmações similares por muitos anos. O que este estudo desafia são as razões por trás deste fenômeno.
Foram estudadas mais de mil crianças, adotadas ou não, neste estudo liderado por Margaret Keyes. A psicóloga e seus colegas descobriram que a disparidade entre adotados e as demais crianças pode ter origem em fatores inatos como cuidados perinatais ou os genes dos pais de nascença.
Outra descoberta surpreendente feita por este estudo foi constatar o fato de que, as crianças adotadas de dentro dos próprios EUA, têm mais chance de distúrbios comportamentais do que aquelas adotadas de outros países. Estas crianças têm muito mais probabilidade de internalizar seus problemas e sofrem mais comumente de depressão ou de distúrbios de ansiedade causados por separação. Estas descobertas vão contra a noção generalizada de que crianças que são adotadas de países estrangeiros tenham mais dificuldades em se adaptar às suas novas famílias.
Apesar disso a pesquisadora afirma que não há nada nestes resultados que deva desencorajar a adoção. “Todos os adolescentes lutam para encontrar sua identidade”, disse Margaret. “Faz sentido que as crianças adotadas tenham que lutar mais do que as outros.” [Fonte]
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7 Comentários »
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Dizer a verdade, e educar de uma forma aberta e segura e o melhor caminho.
Problemas emocionais acontecem mesmo com filhos legitimos.
Adotar e AMAR DE VERDADE, cura feridas da alma.
PAZ E EQUILIBRIO A TODOS.
Apesar de o senso comum sempre colocar este assunto em pauta (crianças adotadas normalmente apresentam mais facilidade de distúrbios do que as demais), achei muito válida e interessante a pesquisa. É sempre bom ter fonte científica para os fatos.
Lembro de ter ouvido, ainda quando criança, adultos dizendo: “Fulano fez isso (algo de errado)…também, é revoltado porque é filho adotivo.”
Achei que foi de muita importância a ressalva no final da matéria, que coloca que os dados da pesquisa não devem desencorajar as adoções.
É essencial que os pais adotivos tenham conhecimento disto, para que possam agir com mais cautela e busquem mais conhecimentos na hora de educar seus filhos, fazendo com que estes índices não os atinjam.
Afinal, acredito que filhos sejam como plantas: cada uma necessita de cuidados diferentes e especiais para que sobrevivam e floresçam.
Todos os estudos realizados dentro dos princípios científicos são importantes ao conhecimento da natureza em forma geral.
Mas gostaria apenas de ponderar, que quando se realiza uma pesquisa científica, devemos levar em ponderação a metodologia utilizada, ou seja, a percentagem da população envolvida na pesquisa, o tipo de amostra populacional envolvida, o método de abordagem utilizado, entre tantas outras variantes que, mesmo dentro de uma pesquisa metodologicamente científica, podem conduzir o resultado da pesquisa a direções diferentes.
No tocante a pesquisa realizada, devemos nos atentar ao fato de que, estamos abordando o ramo da ciência comumente conhecido como “ciências humanas”, qualquer pesquisa realizada nesta área sofre impacto da ação humana, ou seja, da variação social, em suma da sociedade.
Então analisemos a base de amostragem, a sociedade americana.
Não vamos devagar sobre as diferenças entre a sociedade Anglo-Saxão americana, e a sociedade Latino Americana brasileira, acredito que todos nós em um grau maior, ou menor, conhecemos as principais diferenças entre ambas.
O que quero dizer, é que devemos ter certo cuidado, ao tomarmos por conceito ou verdade, uma pesquisa humana que tem por base de amostragem, em uma sociedade, que difere profundamente em muitos aspectos a nossa. Posso até concordar com o fato de que os seres humanos não variam tanto de uma sociedade a outra, quando analisamos o aspecto individual, mas neste caso estamos analisando um comportamento social.
Somente gostaria de salientar este ponto, pois estamos nos acostumando a tomarmos por verdade, pesquisas “humanas” realizadas em sociedades com características sócio-econômicas, um tanto quanto diversa da nossa.
Estamos analisando crianças, adolescentes, pais e psicólogos de origem social americana, e estamos adotando os resultados desta análise como padrão para nosso comportamento, brasileiro, latino americano.
Além de que, quando a matéria, diga-se de passagem, muito bem dimensionada, ressalta que o casal deverá se preocupar na próxima década com o comportamento dos filhos, me parece um pouso ilógico manter uma premissa social por um período tão grande, e tão passivo de alterações, como o comportamento humano e a sociedade moderna.
Como exemplo, podemos citar o comportamento social dos jovens nos anos 70, e o comportamento social dos anos 80, é flagrante a variação, o que não acontece se analisarmos o comportamento social dos jovens, nos anos 10, 20 ou 30, onde a variação não é expressiva.
Não obstante as minhas palavras concordo que em “via de regra”, o aspecto psicológico de crianças adotadas é diferente das crianças mantidas no convívio biológico, tanto para estável, como para instável, ou no popular, tanto para melhor, como para pior.
Não concordo veementemente que esta variação comportamental seja um empecilho para que as pessoas optem por não adotar uma criança, pois acima da ciência e da lógica racional humanas, está um pequeno ato característico de nossa espécie, ato que nos torna diferentes dos demais seres vivos que habitam este planeta, ato a que, chamamos humanidade. A qual por sua vez provém de um sentimento, um tanto quanto esquecido, um ato chamado simplesmente, AMOR!!! Não amor ao próximo, mas ao próximo que não seja nosso próximo.
Um pensador do qual não me recordo o nome disse: “Os filhos biológicos são amados porque são filhos, os filhos adotados são filhos porque são amados.
ACHO QUE SÓ QUEM PASSA POR ISSO É QUE SABE REALMENTE O QUE SENTE,POIS FUI ADOTADA QUANDO CRIANÇA MEUS PAIS SEMPRE ME FALARAM ISSO.QUANDO EU ERA CRIANÇA NÃO LIGAVA PRA ISSO ,MAIS AGORA O FATO DE SER ADOTADA ME ENCOMODA BASTANTE;ODEIO ESSA HISTÓRIA DE SER ADOTADA,ACHO QUE NUCA ADOTARIA UMA CRINÇA,POIS NÃO GOSTARIA QUE ELA PASSASSE POR ESSA ANGÚSTIA QUE ESTOU PASSANDO AGORA.
Perla, se você não fosse adotada por ninguém, o que aconteceria com você.
Eu sou adotado e posso dizer exatamente o q acontece em minha mente.
Ñ importa o q seu os pais biológicos sejam, sempre existirá um laço q faz ligação com seus filhos. O sonho de todo filho adotado era q seus pais biológicos os amassem. Uma pessoa adotada carrega a vida inteira a dor de um dia ter sido rejeitada pela pessoas mais importantes de sua vida. Por mais q uma pessoa ñ goste de seus pais biológicos existe uma energia (alguns chamam de espírito) q sempre o faz pensar como seria se tudo fosse normal. Existe muito preconceito em relação à uma pessoa adotada, sempre q ela é citada os autores do comentário deixam bem claro que ela é adotada. Os pais adotivos podem amar seu filho, mas sempre faltará o laço “espiritual”, pois este só existe entre a família biológica.
Olá, Carlos.
Ao meu entender o laço espiritual é forjado em vida e mais importante do que um laço biológico. Se este laço espiritual fosse tão forte certamente nenhum filho nunca seria abandonado pelos seus pais. Fica evidente que apenas o que resta, quando se deixa o próprio filho na mão de outros, é uma ligação genética, nada mais.
Eu já comprovei que laços espirituais nós criamos com quem queremos e eles são mais fortes do que os cosanquíneos. Um exemplo é o que ocorre entre marido e mulher (obviamente não entre todos os casais).
Acho que grande parte daqueles adotados que são abandonados pelos seus pais tem uma grande dívida de gratidão com seus pais adotivos e tem que agradecer pelos pais biológicos terem sido inteligentes o suficiente para se darem conta que não estão à altura da empreitada da maternidade/paternidade. Tantas desgraças e misérias ocorrem por falta de consciência sobre isso, quando pessoas incapazes insistem em não dar seus filhos para adoção.