Medicina integrativa: abra sua mente para tratar da saúde

Publicado em 25.05.2010

Para quem nunca ouviu falar no assunto, medicina integrativa é a “fusão”, por assim dizer, entre as técnicas médicas ocidentais, conhecidas nossas, e os métodos orientais, tais como acupuntura, homeopatia, hipnose, ervas, meditação e yoga, apenas para citar as mais conhecidas por aqui. É desta mistura de conceitos e técnicas que vêm o nome “integrativa”.

Médicos americanos de várias universidades têm chegado à conclusão que o tratamento ideal deve conciliar, na medida do possível, ambas as culturas médicas, já que ambas contribuíram para detectar doenças.

Segundo eles, o grande valor da medicina oriental está na visão geral dos problemas de saúde. Enquanto que, historicamente, a medicina ocidental se baseou apenas em achar o remédio para curar determinada doença, e agir exatamente sobre ela, as técnicas orientais buscam ir à raiz das moléstias. É a busca para manter as pessoas saudáveis. Prevenir para não remediar.

Em geral, os tratamentos médicos na América e na Europa têm usado o seguinte procedimento: tratam a doença à moda “ocidental” (combatendo imediatamente o problema), e recorrem aos tratamentos alternativos depois, quando a cura já está encaminhada. É como tratar um paciente com dores musculares ou indisposição à base de antibióticos, e depois recomendar a ele algumas sessões de Acupuntura. A medicina integrativa foge do padrão: ouvir a queixa, receitar e dar o remédio. Ela tem um tratamento, digamos, mais “contextualizado”.

É claro que os médicos não estão descartando os métodos criados aqui. A medicina baseada em remédios de ação rápida, além de novas técnicas cirúrgicas, foi responsável por uma elevação na expectativa da população em escala mundial. Mas os doutores estão questionando os velhos métodos, por ter em mente o quão deficitário é o sistema de saúde dos Estados Unidos. Se você estiver a fim de conhecer mais sobre a medicina integrativa, devido aos benefícios que proporciona, aqui vão respostas a algumas dúvidas comuns:

Como é o atendimento com um médico adepto da Integrativa?
Prepare-se para contar ao médico a história da sua vida. A medicina alternativa busca as causas, o requer muito mais tempo a procura delas. O paciente pode passar mais de uma hora e meia descrevendo não apenas seus sintomas, mas sua rotina, família, amigos, trabalho, suas refeições, hora de dormir e acordar, hábitos, enfim, tudo. Se o médico não estiver te conhecendo ao final de uma consulta, não é medicina alternativa.

Que tipo de tratamento é recomendado?
Você ouvirá, para começo de conversa, uma série de orientações sobre alimentação, atividades físicas e o que fazer no seu tempo livre. Mas os tratamentos, propriamente ditos, são variados: acupuntura, fitoterapia (tratamento com ervas), meditação, yoga, massagens e hipnose. É um trabalho terapêutico.

Qual é a aceitação dos médicos a essas terapias?
Os doutores estão cada vez menos céticos quanto aos efeitos. A maioria foi treinada, nas faculdades, para a medicina tradicional, embora com muito mais recursos tecnológicos do que algumas décadas atrás. Mas dê uma chance ao seu médico. Se estiver com dor nas costas, por exemplo, pergunte se a acupuntura é uma boa pedida. Ele pode ser mais receptivo do que você imagina.

Essa medicina é mais cara?
Por enquanto, infelizmente sim. A maioria de tratamentos como estes não são cobertos por planos de saúde, e as sessões terapêuticas podem ter um preço bem salgado. Mas consulte o seu plano de saúde, você pode se surpreender com um ou outro tratamento que esteja coberto. E, de mais a mais, o preço vem diminuindo. Quanto mais massificadas ficarem essas terapias, mais baratas elas serão. E é essa a tendência.

Medicina Integrativa é a medicina do futuro?
Sim, segundo os médicos que a adotaram. Estes vão ainda mais longe, eles pretendem que as técnicas alternativas façam parte “oficialmente” da nossa medicina. Assim, o termo “Medicina Integrativa” deixaria de existir, pois seria uma coisa só. Não é difícil imaginar o dia em que os médicos recém-formados sairão da universidade já treinados para algumas dessas terapias. É aguardar para ver. [CNN]

Autor: Rafael Alves

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