Novas orientações: quando mover uma espécie que sofre com a mudança climática de um habitat

Publicado em 25.07.2011

As atitudes humanas estão causando uma onda de consequências e preocupações. Por exemplo, as mudanças climáticas estão tornando certos locais inabitáveis para plantas e animais.

Sendo assim, essas espécies têm duas escolhas: ir embora ou se extinguir. Como a culpa disso é nossa, somos nós que devemos mudá-los de lugar, e não deixá-los se extinguir, certo?

Agora, pesquisadores estão ajudando conservacionistas a saberem quando eles devem realizar a estratégia final de transportar espécies para novos habitats, o que não é nada simples.

A ideia de deslocar intencionalmente outras espécies, mesmo que para salvá-los, naturalmente levanta preocupações: ratos, formigas-de-fogo, carpas asiáticas e videiras kudzu são exemplos dos seres humanos gerando uma grande quantidade de problemas transportando coisas vivas, intencionalmente ou não, para longe de suas escalas nativas, onde se tornam invasoras.

No entanto, tais exemplos não impediram alguns de testar a ideia. Na Inglaterra, por exemplo, pesquisadores transportaram duas espécies de borboletas (Melanargia galathea e Thymelicus sylvestris) para um novo habitat muito além do limite norte de sua área nativa, para um local que modelos de mudanças climáticas sugeriram que seria um bom habitat.

Ao longo dos oito anos seguintes, ambas as espécies prosperaram, e os biólogos britânicos concluíram que as borboletas florescem em lugares que não poderiam chegar sozinhas (tornando o transporte de espécies uma boa opção).

Mas não é qualquer caso que vai se beneficiar dessa ação. Sendo assim, o mais novo trabalho na área descreve um quadro para os conservacionistas decidirem quando, e se, deve-se tentar a chamada “migração assistida”.

Funciona da seguinte maneira: se os conservacionistas estiverem certos de que a mudança climática vai prejudicar o habitat de um organismo, o melhor momento para mudar a espécie é fortemente afetado pela adequação do destino em relação ao local de origem, a taxa de sobrevivência esperada e a taxa de crescimento máximo da espécie em sua nova habitação.

No entanto, os cientistas alertam que, se a população em questão está abaixo de um certo número, ela nunca deve ser realocada.

A equipe de pesquisadores também criou um modelo para determinar o momento certo para transferência de espécies que vivem em um ambiente onde os efeitos das mudanças climáticas são incertos. Ainda assim, a decisão não é nada fácil.[LiveScience]

Autor: Natasha Romanzoti

tem 24 anos, é jornalista, apaixonada por esportes, livros de suspense, séries de todos os tipos e doces de todos os gostos.

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4 Comentários

  1. mais quentes ,pode ate ser mais os motivos deveriam ser de vulcoes criando continentes ,nem tudo eu acredito ,hoje se realmente nao levarmos a serio esta realidade logo ,logo seremos iqual a marte seco, morto , antes nao tinhamos esta quantidade de gente no planeta consumindo e poluindo ,a era industrial nao era este demonio poluidor que e hoje , modernidade ,facilidades e sinonimo de poluiçao ,fazendas para produzir etc ..requer mais espaços ,serralherias quer muitas madeiras , para conter desmatamento ,requer investimentos do mundo todo ,em um mesmo objetivo eficiencia, um inposto anbiental mundial ,para realmente bancar eficiencias mata a dentro ,cubatao a dentro ,incendios anuais a dentro ,tecnologias para substituir o petroleo.

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  2. Sempre houve e sempre haverá mudanças climáticas no planeta. O planeta já passou por muitos períodos quentes e outros muito frios. Eu fico chocado com o desmatamento e poluição dos rios, isto sim faz que um número muito grande de espécies sejam extintas. Mas não acredito que o ser humano esteja “aquecendo” o planeta. Já houve períodos muito mais quentes.

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  3. é lastimável se perdermos estas espécies também….mas, tenho certeza que nossos cientistas não permitirão tal acontecimento.

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