Os dez festivais mais bizarros do mundo

Publicado em 20.05.2010

Quando falamos em “festival”, logo a imagem que nos vem a mente é a de concertos ao ar livre, talvez alguma exposição de arte ou algo mais dinâmico como uma apresentação de dança. A lista a seguir prova que o conceito de “festival” vai muito além disso. Muito mesmo!

1 – Festival do Bebê Chorão

Nenhuma mãe gosta quando sua criança começa a chorar, mas no Naki Sumo as lágrimas são a atração principal. Realizado no Templo Sensoji, na capital japonesa, o festival anual é uma tradição de 400 anos. Acredita-se que o evento mantém os pequenos saudáveis.

Lutadores amadores de sumô levantam as crianças e as assustam até que elas chorem enquanto um juiz de sumô acompanha o embate. O bebê que chorar mais alto e durante mais tempo é considerado vencedor. No festival desse ano, 80 crianças, todas com menos de um ano de idade, disputaram a gritos o título de campeão.

2 – Festival do Pênis de Aço

Os pênis estão por todos os lugares: em ilustrações, na decoração, no formato dos vegetais e até dos doces. Esse é o Festival do Pênis de Aço, realizado todo ano na cidade de Kawasaki, no Japão. O festival está centrado num santuário de formato fálico, usado antigamente por prostitutas que rezavam para se proteger contra doenças sexualmente transmissíveis. Hoje, o festival se tornou uma atração turística e é usado para angariar fundos para pesquisas sobre o vírus HIV.

3 – Festival da Luta com Cavalos

Isso mesmo, luta com cavalos. Já pensou? No tradicional festival, homens e mulheres duelam com os animais sem utilizar nenhum tipo de arma, a não ser a própria força física (do humano e do cavalo). O objetivo é cortar a crina e o rabo dos animais (aí sim, usando tesouras). No fim dos três dias de festividades, os cavalos são soltos, sem crueldade ou mortes.

4 – Festival da Guerra de Laranjas

O carnaval de Ivrea é um dos maiores festivais italianos graças a um ingrediente em particular: as laranjas. A batalha das laranjas tem origem na revolta do povo contra o Conde Ranieri de Biandrate, no longínquo ano de 1194. Realizada desde o século XVII, representa a liberdade de expressão da população. São três dias de guerra bem organizados pelas ruas e praças da cidade. Competem nove equipes e quase 3 mil pessoas.

5 – Festival do Testículo de Boi

Todo outono, o estado de Montana organiza o maior festival de testículos (comestíveis) do mundo, quando 15 mil apreciadores da iguaria se reúnem. No cardápio, testículos empanados, marinados na cerveja ou fritos. O evento não é um programa familiar: os participantes devem ter ao menos 21 anos e estar cientes de que os testículos de boi não serão as únicas partes íntimas a ficarem expostas.

6 – Festival de Esterco de Alce

Para celebrar o animal-símbolo do estado, uma pequena cidade do Alasca organiza um festival onde o esterco do bicho é lançado ao ar pelos participantes da festa. Criativos, não? Se o estrume sob sua tutela for o mais perto a alcançar o alvo, você pode ganhar mil dólares. É só colocar a mão na massa.

7 – Festa da Lama de Verão

A estrela da festa é a boa e velha lama. O evento é anual e acontece desde 1998 – sua popularidade é tamanha que, oito anos depois da primeira edição, já atraía um milhão e meio de visitantes para a cidade de Boreyong, na Coreia do Sul.

8 – Festival dos Cristãos vs Mouros

A grande atração do festival é a reconstrução da batalha entre cristãos e mouros que se seguiu à invasão dos estrangeiros na cidade de Alcoy. Vestes da época, armaduras e espadas são utilizadas para criar o clima. Milhares de guerreiros produzem o espetáculo e trasformam a cidade numa grande festa, que dura três dias inteiros na última semana de abril.

9 – Festival da Pesca com as Próprias Mãos

A cidade de Argungu, no interior da Nigéria poderia ser apenas mais uma aldeia de pescadores se não fosse o curioso festival que ocorre lá. Durante quatro dias, os participantes competem para ver quem pega o maior peixe (“pega” mesmo, já que eles só podem usar as próprias mãos). O evento ficou tão famoso que os turistas costumam chegar até um mês antes do festival para sentir o clima. Além da inveja de uns e admiração de outros, o vencedor da competição recebe prêmios como viagens e até carros.

10 – Festival da Torre de Buns

A cada ano, milhares de turistas vão a uma pequena ilha próxima a Hong Kong para ver os participantes da festas escalarem um montanha de 18 metros de bun, uma espécie de pãozinho enrolado. O objetivo é colher a maior quantidade de buns possível– que, no caso, são feitos de plástico – até que não reste mais nenhum na torre. Apesar da atual perda de popularidade, o festival continua sendo frenético e até violento em alguns momentos. [Oddee]

Autor: Rafael Alves

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32 Comentários

  1. Eduardo, não discordo com sua forma de pensar mas observo que muitas defesas ao proximo são muito mais emocionais que racionais.
    Projetamos nossas emoções (seja consciente ou inconsciente) no proximo (seja vegetal, animal ou humano). Baseado nisso, aprovamos ou desaprovamos o que vemos ou temos informações. Tudo depende do ponto de vista que estamos observando o fato. Se tivessemos nascido dentro de uma cultura, estariamos em defesa dela. Eu por exemplo, não ACEITO ver touros serem espadados em uma arena na Espanha, mas COMPREENDO que aquilo faz parte da tradição deles e nem por isso vou levantar um Estandarte em defesa dos Touros… daí, ao meu ver, entra a questão do RESPEITO ao proximo.

    E questiono:

    - Não é incoerencia ir contra maus tratos a cavalos e ir a favor de te-los num estabulo para ser fabricado Soro Antiofídico para salvar vidas?

    - Não é incoerencia ir contra maus tratos a ratos de laboratorio e ser a favor de matar aquela ratazana que entra na casa ou no saguao do predio?

    - Não é incoerencia ir contra maus tratos em passaros e ser a favor de que eles sejam eliminados em aeroportos por colocar em risco vidas humanas? Ou até eliminados das praças, casas porque eles defecam e além de manchar aquela melhor roupa, trazem males a saúde?

    - Não é incoerencia ir contra a poluição pelo gas-carbonico e ter um carro ou usar meios que o fazem?

    - Não é incoerencia ir contra produtos que comprometem a camada de Ozonio e ter um ar-condicionado em casa ou no escritorio e pedir pro “João do Ar” conserta-lo porque ele é mais barato e vai esvaziar o gas na atmosfera?

    Olha, não caberia aqui a relação de incoerencias… e para todas elas, cada um terá sua justificativa.

    O que quero mostrar em meu comentario (seja este ou no anterior) é que a incoerencia (regida pelas emoções) predomina nos mais variados tipos de defesas em prol do proximo (vegetal, animal ou humano) que existe seja ele dentro de casa ou em ambito mundial.

    Mas em contra-partida, quando voce observa por outro ponto de vista, começa a perceber que o que parecia ser tão ruim ou cruel, tem seu lado bom… e o mais interessante… o que de-repente achamos que é bom, pode ser tão ruim quanto.

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  2. Em relação ao “Festival da Luta com cavalos”, ele é, sim, um absurdo. Uma violência física e emocional contra aqueles animais.

    Não dá pra afirmar que não há crueldade ou mortes. Crueldade obviamente há, visto que o objetivo da “festa” é usar a força contra os animais, que tentam se desvencilhar dos humanos. Ou seja, estão sofrendo fisicamente, assim como psicologicamente, pois se encontram em situação de estresse e desconforto.

    Quanto a mortes eu não sei, mas podem ocorrer, sim.
    Muitos desses cavalos podem cair no chão e fraturar o pescoço, por exemplo. Toda hora morre cavalo em “esportes” de corrida. porque eventualmente caem e se ferem gravemente.
    O que justifica isso? A nossa diversão sádica? Nunca!

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  3. Jumento, relativismo cultural é interessante apenas até um certo ponto.
    Atacar manifestações culturais que afetam a integridade física de animais humanos ou não-humanos não é etnocentrismo. É apenas uma defesa do próximo. Uma defesa sincera, tanto emocional como racional.
    Eu combato todo tipo de violência contra animais e pessoas, seja extracultural ou parte da minha cultura. Sou partidário do veganismo.

    abraços

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  4. Conciliar “Cultura” com “Direitos” não é facil.
    Respeita-se a cultura ou respeita-se os direitos???
    Quanta cultura foi se perdendo pela questão dos direitos de defender.
    Ninguem comenta”NOSSA, COITADINHA DA VACA (OU DO BOI) QUE EU COLOCO NO ESPETO… TO COMENDO UM PEDAÇO QUE JA FOI VIDA” ou “COITADINHO DESSE FRANQUINHO QUE TO COMENDO COM GOSTO, TA SENDO MALTRATADO DESDE PEQUNININHO SENDO A MAE DELES UMA LUZ CHOCADEIRA”.
    Fora quem conversa com Flor e come esvoraçadamente outros vegetais dizendo não querer maltratar seres vivos.
    Se meu nascimento tivesse dado-se na India, com certeza criticaria quem come carne de Vaca.
    Se fosse na Espanha, a grandiosidade de um homem é dada na arena enfrentando um touro e assim vai.
    Acho que um pouco mais de conscientização, diminui criticas e aumenta a compreensão.

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  5. É.Os testículos do boi é realmente um prato muito bom,sendo considerado uma iguaria em alguns lugares do mundo,sem sacanagem.

    É como diz aquele velho ditado do interior:”Do boi se aproveita tudo,menos o berro(mugido)”.

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  6. São festivais emocionantes de curtir.
    Tenhem muitas curiosidades boas.
    Quero saber se voces podem ajudarme a testas o meu Q.I. espero resposta.

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  7. Amigos, acalmem os animos!
    O site não está a fazer apologias à nenhuma desses eventos, mas apenas informando, contribuindo para a noticia, nada mais nem menos.
    Seria bom observar antes de criticar, pois não há má fé aqui!
    É apenas informativo, coisa que a TV vem fazendo desde sua origem, e ainda assim, tem a audiencia sempre garantida quando se trata de assuntos controversos como esse, por exemplo.
    Além do mais, ninguem é obrigado a participar: são festivais e não rituais!

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  8. Quatro deles envolvem o doentio relacionamento dos animais-humanos com os animais não-humanos.

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