Saber as calorias dos alimentos ajuda a emagrecer?

Publicado em 17.01.2011

Nos EUA, uma nova lei obriga os restaurantes a informar o valor nutricional de seus pratos nos menus. Isso gerou esperança de que a população se tornasse mais saudável e consciente quanto à sua alimentação.

Agora, um estudo que acompanhou uma cadeia de fast food com cardápio nutricional em Washington por um ano descobriu que mostrar aos consumidores exatamente quantas calorias tem sua comida faz muito pouco para mudar seus hábitos alimentares. As informações nutricionais nos menus não alteraram o comportamento das pessoas.

Os pesquisadores limitaram a sua análise para uma cadeia de restaurantes, o fast-food mexicano “Taco Time”. A partir de janeiro de 2009, todos os restaurantes com 15 ou mais lojas na região foram obrigados a disponibilizar informação nutricional. Após 13 meses, os pesquisadores não encontraram nenhuma alteração no número médio de calorias ingeridas nos restaurantes com informação nutricional em relação aos restaurantes sem informação.

Os resultados sugerem que os rótulos nutricionais por si só não aliviarão a epidemia de obesidade. Mas campanhas de saúde pública que expliquem como os rótulos podem ser usados pelos consumidores para controlar sua dieta e melhorar a saúde podem ser mais úteis.

As novas descobertas também sugerem que quem quer comer saudável já sabe quais as opções de menu que contém menos calorias, então a informação nutricional disponível não muda o comportamento desses clientes.

Como o estudo analisou apenas uma cadeia de restaurantes em uma parte do país, mais estudos precisam ser feitos para determinar se a rotulagem pode ter um impacto maior se for implementada em grande escala.

Os pesquisadores acham que é possível que a rotulagem tenha efeito maior sobre restaurantes à la carte do que em restaurantes de fast food. Em restaurantes de fast-food as pessoas não têm um olhar cuidadoso sobre o menu. Eles sabem o que vão pedir quando entram no local.

Por outro lado, a exigência da informação nutricional pode levar alguns restaurantes a alterar seus pratos ou porções para que os números não pareçam tão assustadores. Por exemplo, o restaurante Taco Time tinha identificado alimentos saudáveis com uma etiqueta “saudável” antes da rotulagem ser exigida. Um simples logotipo identificando quais alimentos são mais saudáveis pode ser tudo que o consumidor precisa para escolher uma alternativa mais benéfica à saúde. [LiveScience]

Autor: Natasha Romanzoti

tem 24 anos, é jornalista, apaixonada por esportes, livros de suspense, séries de todos os tipos e doces de todos os gostos.

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10 Comentários

  1. Os comentários do “oloco” tem razão. Não só eu, como qualquer doador, desleixa-se no costume de retirar os resultados dos exames grátis à cada doação e isto nem é levado em conta. Evidente que quando constata-se qualquer doença contagiosa, o banco de sangue contatará com o doador para comunicar-lhe.
    Sou doador de sangue há 30 anos aproximadamente e cada 3 meses faço isto espontaneamente. Acontece algum intervalo maior quando percebo que há alguma pessoa conhecida que está numa emergente situação que venha precisar.
    De uma coisa sempre estive certo em todos esses anos que sou doador: se eu for diabético não poderei doar sangue. Se eu for hipertenço ou hipotenço, idem. Se encontrarem doenças transmissíveis e outros tipos citado pelo el “oloco”, terei meu sangue jogado no lixo e eu serei informado para me curar.
    Comendo bem e todos os tipos de alimentos godurosos ou não, calóricos ou não; fumando feito saci entre doces e cafés diante de uma tela de PC onde reservo meu tempo à trabalhos, tenho peso de 85 kg para uma altura de 1,80m, pressão arterial 12×8 para 53 anos bem vividos. Em agradecimento à essas dádivas que Deus me concedeu é que faço as doações de sangue 3 ou 4 vezes por ano. Seria meu dízimo religioso, já que não sigo religião alguma. Faço caminhadas numa média de 5km diários. Tomo bastante líquido durante o dia. Uma ou duas colheres de mel puro de abelha antes de dormir e uma colher de azeite extra-virgem de oliva ao levantar e uma hora antes do café da manahã bem reforçado.
    Talvez isto seja o segredo.

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  2. Ezio, nao adianta nada doar sangue para saber se seus exames estao ok neste caso…
    Exames de doação são tipagem sanguínea + infecto-contagiosos, ou seja, que podem ser transmitidos via transfusão, via sexual ou alguma outra forma de contato com secreções.

    Exames como triglicerides, glicose, colesterol, etc NÃO constam nas doações sanguíneas.

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  3. Anúncios, etiquetas rotulativas, figuras e etc não vão conter o desejo de ninguém que quer saborear aquilo que lhe apraz. Com fome ou sem fome somos levados às delícias gustativas.
    Será que tudo que eu gosto, que eu como é ilegal, imoral ou engorda? Claro que não! Cada organismo reage de uma forma diante de certos alimentos. Sempre comí variados tipos de alimentos gordurosos ou não, calóricos, extremamente calóricos e tenho uma saúde perfeita com peso corporal dentro do padrão da OMS. Sou doador de sangue e à cada 3 meses pratico essa ação voluntária donde tenho direito à exames do sangue doado. Confiro muito bem para oservar alguma alteração e não encontro nada anormal, tudo está ok. Isto, sem contar que sou fumante e já fui alcoóltra.

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  4. acho que nao funciona…qdo uma pessoa “normal” quer comer alguma coisa…pouco importa se é calórica ou nãp

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  5. Nestes casos apenas a informação calórica e nutricional não adianta mesmo… As embalagens deveriam ter algo mais polêmico, que assustasse, como aquelas figuras nas carteiras de cigarros.

    mesmo assim, qdo a vontade bate e a pessoa gosta daquilo, só mesmo o $$ para impedir!

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  6. eu sei as calorias das coisas que como, mais continuo gorda, agora qdo vc percebe q se não se cuidar, não estou falando só em termos de contagem de calorias, e os outros nutriente??? que são até mais importantes q valor calorico!; estou falondo de atividade fisica e um alimentação saudavel, pra mim a ficha caiu e em 2 meses perder 2 dos 15 kg q preciso perder!

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  7. Não adianta nada ter a informação e não saber oq fazer com ela

    Todos já sabem que junk food engorda e faz mal à saúde, e não mudam seus hábitos. Mostrar alguns números não fará diferença nenhuma. Para a maioria, são apenas números mesmo.

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