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Subir de nível social diminui o risco de hipertensão

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Por em 26.07.2011 as 16:30

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Mais um bom motivo para ficar rico: a mobilidade social – para cima – parece reduzir o risco de desenvolver pressão alta. Uma pesquisa sugere que pessoas nascidas em famílias pobres ou desfavorecidas têm um maior risco de desenvolver hipertensão arterial, que favorece doenças cardíacas e derrames.

Os pesquisadores analizaram os dados de saúde e a escala social de várias gerações familiares suecas para descobrir se o risco de hipertenssão foi alterado. O levantamento utilizou o registro de 12 mil pessoas nascidas entre 1926 e 1958. Dados de status social e saúde de 1998 e 2002 também foram examinados.

As taxas de pressão alta foram maiores tanto entre os adultos de grupos socioeconônimos baixos quanto entre aqueles que tiveram uma infância pobre. Essas taxas também foram mais altas entre aqueles que tiveram um peso baixo ao nascer, nos obesos e em quem bebia em excesso.

O baixo nível socioeconômico foi associado a um risco 42% maior de pressão alta, sendo maior entre as mulheres. As gerações que subiram na escada social, entretanto, tiveram uma redução de quase 20% no risco de pressão alta. Quem perdeu dinheiro e caiu socialmente teve o risco aumentado em relação a quem se manteve nos degraus inferiores de maneira constante. [ScienceDaily]

Stephanie D’Ornelas é estudante de jornalismo, tem 19 anos e adora um café e um bom livro. Também escreve para o Jornal Comunicação da UFPR.

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One comment

  1. Francisco Carlos da Maia /

    Em muitos casos já acontece o contrário. Pessoas priorizam sobremaneira as conquistas materiais, passando a maior parte de suas vidas esfacelando sua saúde com o único objetivo de acumular riquezas.
    Enquanto isso, questões essenciais (a própria saúde, as relações de afetividade familiar, a importantíssima interações de amizade, o cultivo da paz interior e a luta pelo aprimoramento espiritual,…) vão sendo relegados a planos inferiores.
    Essa dinâmica é uma das principais causas da falência nas relações sociais resultante de uma das ordens mais fortes do capitalismo – a competição, vencer a qualquer custo.
    Nesse interim, a sociedade desorganizada (isso convém à burguesia dominante) tenta propor soluções paliativas que nunca irão resolver os problemas.
    Punir ou descartar o humano agressor quase sempre é a propossta vigente.
    E se por acaso atacássemos as reais causas dos desajustes sociais – resultantes das lacunas na formação do humano- reforçando e dando as condições ideais para a formação de cada pessoa, principalmente enaltecendo os valores humanos?
    E se por acaso o Estado -aqui também entra a classe alta- cumprisse com a sua função constitucional – erradicar a pobreza, diminuir as desigualdades e representar os interesses de toda essa massa de marginalizados -brasileiros, não seria um começo?
    Nem sempre lutar por uma condição econômica mais favorável deve ser o objetivo principal de nossas vidas.

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