10 adaptações animais totalmente bizarras

Por , em 12.04.2014

Escamas, garras, caudas… Apesar de não as termos, estamos familiarizados com as características que alguns animais evoluíram ao longo do tempo. Ou melhor, com algumas delas. Certos traços são tão bizarros que os animais quase parecem alienígenas. É ou não é meio ficção científica lagartos que choram sangue, vermes que derretem osso e peixes que atiram lâminas de seus olhos?

10. Ocapi e sua língua bizarra


O ocapi, nativo das florestas africanas, se assemelha a um cavalo com listras de zebra, mas na verdade é um parente próximo da girafa. Geralmente é encontrado em altitudes superiores a 500 metros, onde a sua pele oleosa o ajuda a se manter seco mesmo sob garoa constante. A língua do ocapi é preênsil, tem a forma de um tubo e mede impressionantes 30 a 36 centímetros. Ela serve principalmente para pegar folhas de plantas, mas a sua extensão confere-lhe uma outra habilidade especial: o ocapi pode lamber o seu próprio globo ocular, a fim de limpá-lo. Ele também pode lamber o próprio ouvido.

9. Verme zumbi sem boca


Em vez de mastigar e deglutir sua comida, os vermes zumbis (do gênero Osedax) suam ácido sobre ela. O alimento sólido derrete em uma espécie de caldo, que o bicho então chupa através de sua pele. Esse ácido dissolve carne e até osso, e bactérias simbióticas permitem que o animal absorva os nutrientes libertados.
O sistema de reprodução desta espécie é ainda mais estranho do que os seus hábitos alimentares. Os machos literalmente vivem dentro da fêmea: até 100 minúsculos vermes dentro da coitada de uma só vez, como um harém reverso, ali apenas para fertilizá-la.

8. Lagarto que espirra sangue


Quando perturbado, o lagarto-de-chifres (da família Phrynosoma) da América do Norte dispara enormes quantidades de sangue a partir de seus olhos. Isso se torna uma distração excepcionalmente eficaz para uma boa fuga. Além disso, os produtos químicos presentes no sangue têm gosto ruim e podem fazer o predador desistir da presa ou fugir caso entrem em contato com sua boca. Esta adaptação é mais fácil para o lagarto do que soltar seu rabo, como outros répteis fazem, já que o sangue é um fluido que pode ser reposto rapidamente, em vez de uma parte do corpo que precisa crescer de novo. Ainda assim, a capacidade do lagarto se defender dessa maneira é limitada. Pequenos lagartos poderiam facilmente morrer se perdessem muito sangue em um curto espaço de tempo.

7. Cecílias e seus filhotes pouco amáveis


Cecílias estão entre as espécies de anfíbios mais estranhas e assustadoras do planeta. Elas têm pouca visibilidade e nenhum membro, de forma que se parecem muito com vermes. No entanto, possuem tentáculos escondidos e dentes capazes de matar presas. Uma espécie, Boulengerula taitanus, do sudeste do Quênia, é apavorante. Quando filhote, sua dieta consiste inteiramente de uma coisa: a pele de sua mãe. Durante a época de reprodução, as fêmeas produzem uma pele mais grossa, com níveis de nutrientes mais altos. Os jovens puxam essa pele e a comem com seus pequenos dentes que se assemelham ganchos. As fêmeas não demonstram qualquer estresse por conta deste comportamento. O filhote eventualmente cresce e passa a se alimentar de outros invertebrados.

6. Foca-de-crista e seu nariz inflável


A foca-de-crista ou foca-de-capuz, nativa do Atlântico Norte, parece bastante normal, até que incha seu nariz. O macho já tem uma espécie de “capuz” inflável em sua cabeça (que dá ao animal seu nome), mas, quando quer, pode inflar a narina também. A estrutura, como tantos outros adornos animais masculinos, ajuda a foca a atrair parceiras.

5. Botias e seus espinhos oculares


Botias, extremamente populares como peixes de aquário, estão disponíveis em muitas lojas de animais. Mas criadores de peixe descuidados podem ficar surpresos se decidirem manusear esses bichos: há uma grande probabilidade de ganhar cortes desagradáveis. Estes parentes das carpas são verdadeiros mestres de artes marciais. Abaixo dos olhos das botias ficam espinhos afiados que podem ser usados à vontade pelo animal. Conhecidos como espinhos suboculares bifurcados, essas extensões podem emergir dos sulcos abaixo do olho do peixe e cortar a carne de animais que chegarem perto de sua cabeça.

4. A batuíra-de-bico-torto


A batuíra-de-bico-torto é nativa da Nova Zelândia. Encontrado nos sinuosos rios da Ilha do Sul, este pássaro perfeitamente camuflado tem uma distinção completamente desconhecida em outras espécies de aves. Totalmente sem simetria, esta espécie tem um bico permanentemente curvado para a direita. Ninguém pensaria que um bico torto poderia oferecer qualquer benefício, mas a curva de fato ajuda o pássaro a alcançar sua comida, permitindo que ele pesque rapidamente invertebrados debaixo de pedras.

3. O cão-guaxinim


A seleção natural, por vezes, cria formas estranhamente similares a partir de diferentes “estoques” genéticos. Um exemplo notável de evolução convergente ocorre na família do cão. O cão-guaxinim, como o próprio nome sugere, se parece excepcionalmente como um guaxinim, mas é um verdadeiro canino. Nativo da Ásia Oriental e introduzido em toda a Europa, representa um tipo primitivo e ancestral dos caninos, e pode ilustrar como a família do cão começou. O peso máximo do cão-guaxinim é de apenas 9 a 10 kg. Raro para um canino, esta criatura pode subir em árvores para buscar comida ou abrigo. O comércio de peles em partes da Ásia ameaça o bem-estar desses animais.

2. Marabus e abutres e seu xixi nojento


Marabus e abutres vivem em ambientes abertos e quentes. Como resultado, eles desenvolveram uma estratégia de resfriamento extremamente estranha. As aves direcionam fluxos de urina e fezes para baixo de suas próprias pernas, e a evaporação esfria os pássaros. A acidez também desinfeta os membros, e os cientistas observaram que o resíduo branco do material reflete a luz solar. Como se não fosse suficiente banhar-se em sujeira, os abutres também têm um mecanismo igualmente nojento contra os inimigos: vômitos defensivos.

1. Estrelas-do-mar com tentáculos longos


Certas estrelas-do-mar, da subordem Euryalina, chegam a mais de 60 centímetros de diâmetro e estendem tentáculos longos que funcionam como armadilhas. Quando a estrela vê algum zooplâncton, envolve os tentáculos ao redor da presa e secreta um muco para prendê-la. Em seguida, leva a comida à boca, se alimenta, e estende os tentáculos de novo para pegar sua próxima vítima. [Listverse]

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1 comentário

  • Renan Fernandes Moura:

    O primeiro não se trata de uma estrela-do-mar. A subordem Euryalina (sem itálico) faz parte da classe Ophiuroidea, portanto são ofiúros, serpentes-do-mar. As estrelas-do-mar pertencem à classe Asteroidea.

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