Imagens Hubble revelam as galáxias mais antigas do universo

Por , em 15.12.2009

O telescópio Hubble, da Nasa, conseguiu imagens que mostram as galáxias mais antigas do universo. A imagem, conhecida como ‘ultra deep field” foi obtida com a nova câmera Wide Field 3. Os objetos com a luz mais fraca e avermelhada, na imagem provavelmente são as galáxias mais antigas a já serem identificadas, e teriam se formado apenas de 600 a 900 milhões de anos após o Big Bang.

Em 2004, o Hubble criou uma imagem com a maior profundidade com luzes visíveis do universo, e agora, com a nova câmera, o telescópio conseguiu enxergar ainda mais longe. A imagem foi tirada na mesma região que a foto de 2004, mas com um maior espectro de ondas de luz. Assim, a nova câmera consegue “enxergar” a luz de estrelas novas nas galáxias mais distantes, que são visíveis nas regiões ultravioletas da luz.

» Galáxia escura está em rota de colisão com a nossa Via Láctea

A nova imagem também dá mais informações sobre o nascimento e crescimento das galáxias nos anos iniciais do universo. Os novos dados encontrados na foto já foram analisados em 12 trabalhos científicos em apenas três meses depois da sua divulgação para astrônomos, em agosto de 2009. O tempo de exposição da imagem foi de 173 mil segundos, ou seja, o telescópio ficou quatro dias apontado para o mesmo local, um ponto aparentemente negro no espaço, para conseguir a incrível imagem dos primórdios das galáxias.

Estas observações do telescópio Hubble abrem caminho para o James Webb Space Telescope (JWST), telescópio que irá entrar em funcionamento em 2014. Com o JWST, cientistas esperam conseguir observar eventos ainda mais antigos da história do universo.

Para baixar a imagem em alta resolução clique aqui.

Veja abaixo uma incrível simulação tridimensional de uma foto anterior do Ultra Deep Field.

[Science Daily, Nasa]

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6 comentários

  • Thomaz M:

    Olá,
    Eu fico assustado com oque o ser humano pode fazer com a ciencia coisas que a 10 anos atrás achavamos impossiveis, como voar, e essas coisas.
    Mas oque mais me deixa pasmo é o evento mais improvavel do Universo que foi provado sua existencia ainda esse ano, ”A bolha cosmica” ou “Bolhas de Lyman alfa”, essa bolha tem a probabilidade de 1/148765098678709654 de acontecer de novo (o número está certo achei num site que revela segredos da Nasa).
    Inclusive tem uma matéria nesse site vejam:http://colunas.g1.com.br/observatoriog1/2009/06/30/a-bolha-cosmica-misteriosa/

    Qualquer coisa sobre o site que estiver errado delete o comentário.

  • marcos paulo batemarco:

    ola! muito bm velo o ultra deep field.
    qe realmente parece coisas interessante ao vela na foto tirada,
    por la deve vim algo muito masi estranho para este mundo.
    {patetico oque esta lemdo },mas mesmo esta em uma galaxia muito
    proxima para este anos agora.

    o velho deep field tem coisas verdadeira reais.
    que podem nos surprender.

    sei oque sabem,mas ela pode ser o unico caminho.

    abrço

  • Bruno Carvalho:

    só uma correção…
    173 mil segundos são 48h, ou seja, 2 dias e não 4 como diz no texto.

  • GERALDO BOHESSEF:

    Com um universo desse tamanho, seria muita pretensão do homem achar que somos os únicos habitantes dessa imensidão de planetas, galáxias e estrelas.

  • Bruno FV:

    Po, queria ver o vídeo da postagem legendado =/

  • wellington:

    Sincereamente fico pasmo só de tentar imaginar o tamanho do universo.
    me sinto como um grao de poeira insignificante em meio a um mar de galaxias.

    Por isso acho que há infinitas possibilidades de vida fora da terra.

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