8 intrépidas exploradoras pouco conhecidas

Por , em 4.05.2012

A fama sempre precede alguns nomes responsáveis por grandes feitos, como o de Amelia Earhart (1897-1937), norte-americana do Kansas que se tornou mundialmente conhecida por ser a primeira aviadora a cruzar o oceano Atlântico, entre outros recordes. E a glória de sua figura só aumentou com o seu desaparecimento.

Perto de completar 40 anos, ela quis enfrentar um novo desafio: dar uma volta ao mundo. Depois de uma parada técnica na Nova Guiné, ilha no sudoeste do Oceano Pacífico, ela desapareceu em pleno voo. Até hoje, as buscas por Amelia foram as mais caras da história dos Estados Unidos, totalizando mais de 4 milhões de dólares (cerca de 7,6 milhões de reais).

Atualmente, ruas, escolas e aeroportos de todo aquele país recebem seu nome. Mas toda exploradora tem a mesma ‘sorte’ de ser lembrada? Parece que não. Confira a lista.

1 – Alison Hargreaves

Difícil de acreditar, mas essa mulher não só escalou o Monte Everest (cerca de 8.848 metros de altura) como também o fez sem a ajuda de oxigênio extra e de carregadores e guias do Himalaia. Um mês depois, em junho de 1995, Hargreaves acabou morta por uma tempestade, enquanto tentava subir ao topo do K2 (com aproximadamente 8.611 metros), o segundo pico mais alto do mundo, mas o mais difícil de escalar, na opinião da maior parte dos alpinistas contemporâneos. Durante suas escaladas anteriores, ela foi severamente alvejada por críticos, mas sua coragem encorajou foi passada a algumas de suas contemporâneas.

2 – Amy Johnson

Amy Johnson (1903-1941) foi outra fera da aviação. Na década de 1930, ela se tornou a primeira mulher a voar da Grã-Bretanha à Austrália. E como se isso não bastasse, Amy quebrou diversos recordes ao completar voos longíssimos. Em uma dessas aventuras, conheceu o piloto escocês Jim Mollison, que a pediu em casamento oito horas depois de tê-la conhecido pela primeira vez. Ela morreu durante a Segunda Guerra Mundial. Amy faleceu depois de enfrentar uma tempestade em pleno voo, enquanto transportava aeronaves da Força Aérea Real.

3 – Ellen MacArthur

Esse nome pertence ao nosso tempo e é bem possível que você já o tenha escutado por aí. Ellen MacArthur é uma navegadora inglesa que já deteve o recorde de circum-navegação, conquistado em 2005. Após seu feito, o francês Francis Joyon a despojou da glória, estabelecendo um novo recorde em 2008. Em 2010, ela se aposentou e anunciou a criação da Fundação Ellen MacArthur, cujos objetivos são inspirar e ajudar as pessoas a repensar, planejar e construir um futuro melhor através da visão de economia circular.

4 – Harriet Chalmers Adams

Escritora, fotógrafa e exploradora, Harriet tomou gosto por aventuras com seu pai, que, na falta de filhos, fez dela seu pequeno cavaleiro, ensinando-a a cavalgar e a escalar. Apesar de não ter formação catedrática, era uma rata de biblioteca que, mais tarde, decidiu refazer o caminho de Cristóvão Colombo e dos conquistadores espanhóis da época das grandes navegações. Por isso, esteve em quase todos os países da América Latina. Devido a suas aventuras, escreveu inúmeros artigos para a revista National Geographic e deu palestras pelo mundo todo. Vida interessante, não? Mas isso é só a metade. Harriet trabalhou como correspondente de guerra para a revista Harper – periódico mensal que aborda literatura, política, cultura, finanças e artes –, durante a Primeira Guerra Mundial, e foi a única repórter mulher a ter permissão de visitar trincheiras localizadas em território francês. Depois de ter feito tudo isso, Harriet quis entrar para a Sociedade da National Geographic, mas o grupo só permitia que homens fossem membros. Esse obstáculo foi oportunidade para ela. Criou, então, em 1925, a Sociedade das Mulheres Geógrafas, atuando como sua primeira presidente até 1933.

5 – Gertrude Bell

Formada em história pela Universidade de Oxford, Gertrude (1868-1926) foi muitas coisas em sua vida, mas é especialmente lembrada por seu papel decisivo na construção dos estados modernos dos atuais Iraque e Jordânia. Essa inglesa foi exploradora, escritora, política e arqueóloga. Certa vez foi visitar um tio em Teerã (atual Irã) e ficou enfeitiçada pela região. Debruçou-se sobre os livros e as culturas locais, e aprendeu, sozinha, diversos idiomas ‘exóticos’. Seus mapeamentos de áreas da Síria, Ásia Menor e Arábia tornaram-na influente nos corredores dos escritórios do império britânico. Em conjunto com o famoso Lawrence da Arábia, Bell ajudou a estabelecer as dinastias Hashemites na Jordânia e no Iraque. Principalmente no último país, ela foi crucial, pois ajudou a administrá-lo, utilizando-se de sua posição privilegiada por ter viajado muito e por ter relações com líderes tribais por todo o Oriente Médio. Ela foi bastante respeitada pelos oficiais britânicos e, até hoje, é uma das poucas pessoas lembradas com carinho pelos povos da região, de acordo com o livro “Forjadores de reis: A invenção do Oriente Médio moderno”, dos jornalistas especializados Karl Meyer e Shareen Brysac. Bell foi sepultada em Bagdá, a capital do país que ela ajudou a criar.

6 – Helen Thayer

Neozelandesa à la Indiana Jones, Thayer foi a primeira mulher a completar uma expedição ao Polo Norte magnético, em 1988. E foi mais difícil do que parece, pois ela já tinha 50 anos e estava viajando sozinha, apenas com uma mochila nas costas e seu cachorro. Desde então, Thayer não parou mais. Já viajou à pé mais de 2.500 quilômetros pelo deserto de Gobi, na China, bastante conhecido por constar nas histórias do genovês Marco Polo e por ser um dos maiores sítios arqueológicos do mundo, onde muitas espécies de dinossauros foram encontradas pela primeira vez. Na sua lista de aventuras, incluem-se o círculo Ártico, onde viveu durante um ano com um grupo de lobos, e a floresta Amazônica, em 2008, quando estudou culturas indígenas e tópicos relacionados à água. Segundo a Sociedade da National Geographic, ela é uma das mais importantes exploradoras do século 20.

7 – Isabella Bird

Inglesa e filha de um pastor, Bird se sentia em casa em qualquer lugar. Nada a assustava. Escócia, Estados Unidos, Havaí, Austrália, Índia, Tibet, China, Japão, Marrocos e Curdistão. Esses foram os lugares que ela visitou no século 19, durante seus 73 anos de vida. Ela escrevia sobre suas viagens e, por isso, virou uma lenda em seu próprio tempo, sendo a primeira mulher a integrar a Sociedade Geográfica Real. Não é para menos, pois viveu entre os berberes do deserto e chegou a colecionar presentes que ganhava dos sultões, como um garanhão negro, no qual ela só conseguiu subir com o auxílio de uma escada. Em 1904, aos 73 anos, ainda planejava outra viagem à China, mas acabou falecendo.

8 – Delia Akeley

Norte-americana de Wisconsin e nascida em 1875, Akeley explorou muitos cantos do continente africano, com suas próprias expedições. Sua paixão pela África era tão grande que conseguiu que uma seção africana fosse construída no Museu Americano de História Natural, em Nova York, EUA. Se você for lá, saiba que um dos elefantes que montam a cena central da exposição foi abatido por ela. Em suas viagens, concentrou-se na etnografia de tribos mais reclusas, como a dos pigmeus da floresta, na década de 1930. Akeley chegou a viver entre os pigmeus do Zaire e foi uma das primeiras ocidentais a explorar o deserto entre o Quênia e a Etiópia. [MSNBC/AmeliaEarhart/NationalGeographic/Listverse/HelenThayer/ClassicTravelBooks/Foto]

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8 comentários

  • luysylva:

    mulheres independentes, que não são submissas, são espelhos para muitas mulheres; eu sou a mantes das mulheres, sou igual ao Vinicius de Moraes poetas das mulheres.

  • Flor de Lis:

    Essas são apenas 8 das tantas heroínas que já existiram e ainda existem. É um orgulho ver mulheres tão destemidas, corajosas, que contribuíram e contribuem tanto para o nosso mundo. Parabéns a elas e a quem reconhece seu valor.

  • João da cruz vieira leite:

    Bastante cignificativa a atuação das mulheres na Hístória, olhem estas heroinas que ultrapassaram o seu tempo, e que deixaram marcas para toda vida.
    Sempre precisa de ter a prineira ves, para conhecermos o intransponivel e apartir daquela datas ficaram a humanidades tomando conhecimento daquelas aventuras e assim ficaram conhecido o imensuravel descorberto por estas personagens, bastante ciguinificante.

  • daniel_vieira30:

    essa isabela bird era do rock!!!!!!!

  • Alexandre Galhardo:

    Caramba!! As Mulheres já vem Apavorando a Tempo. Parabéns as Mulherada Corajosas..

  • jose ajosilaudo:

    as mulheres tem a mesma competencia que os homems,o problema é que viviam numa sociedade machista, mas que gradativamente esta ruindo este conceito de sociedade, abrindo o espaço merecido das mulheres.

  • Carlos Wroblewski:

    Considero também uma grande exploradora a Srta. Amelia Earhart.Primeira mulher a voar sozinha sobre o Oceano Atlântico,e morreu no Pacífico ao tentar dar uma volta ao globo.

  • Marcos – DF:

    Puxa, parabéns às exploradoras !
    Cada uma mais fera que a outra 🙂

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