Asteroide Vesta tem montanha maior que o monte Everest

Por , em 5.10.2011

A sonda Dawn, da NASA, está orbitando o gigante asteroide Vesta e revelando novos detalhes sobre a superfície da enorme rocha do cinturão de asteroides. A mais recente descoberta é uma enorme montanha mais alta do que a maior montanha da Terra, o monte Everest.

A montanha encontrada é localizada no pólo sul de Vesta e é maior do que o Havaí. É quase tão alta quanto a maior montanha (e vulcão) do sistema solar, o Monte Olimpo, em Marte, que se estende por 24 mil metros acima da superfície.

Na Terra, o maior vulcão tem 9 mil metros, incluindo a parte do vulcão submarino que se estende ao fundo do mar. Já o monte Everest, a montanha mais alta da Terra acima do nível do mar, tem reles 8,8 mil metros de altura.

Dawn está circulando Vesta desde meados de julho e até agora tem enviado surpreendentes imagens do asteroide, mostrando que a superfície do local é incrivelmente diversificada.

A sonda da NASA também revelou que a superfície de Vesta parece ser muito mais dura do que a da maioria dos asteroides do cinturão – a vasta região repleta de rochas espaciais entre as órbitas de Marte e Júpiter. Além disso, as estimativas preliminares indicam que as crateras do hemisfério sul são muito mais jovens do que as do norte, com aproximadamente apenas um a dois bilhões de anos.

Depois de um ano estudando Vesta, a sonda Dawn deve sair para explorar Ceres, o maior asteroide do sistema solar. Vesta, que tem aproximadamente 530 quilômetros de diâmetro, é o segundo maior corpo no cinturão de asteroides, e é o mais brilhante asteroide em nosso sistema solar.

Agora, os cientistas estão estudando as crateras e serras de Vesta, e esperam mapear toda a superfície iluminada do asteroide até o fim do ano. [Space]

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13 comentários

  • Brejonild:

    é por causa do brilho do sol,procure ver que em missões feitas á noite o brilho das estrelas é facilmente notado

  • victor:

    ja notaram que 90%das fotos tiradas no espaço não tem estrelas?

    porque sera?

    • Cristiano M. G.:

      Simples, a aparência do céu noturno na foto depende do tempo de exposição da câmera (período em que a lente fica aberta para a luz entrar) e da luminosidade do local. Em uma foto numa rua movimentada à noite, não se veria estrelas porque há tanta claridade dos carros e prédios, que a câmera diminuiria o tempo com a lente aberta para evitar brilho demais na imagem, e assim não captaria as estrelas. Se houvesse muito tempo de exposição, os objetos da foto ficariam borrados, e não seria possível vê-los em detalhes, como no caso deste asteroide.
      O céu fica subexposto, porque tem pouca luz comparada à da superfície, e as estrelas não aparecem.

  • JPX:

    Porque até hoje a maioria das imagens fitas por sondas de objetos no nosso istema solar são em preto e branco? Ou esta é mesmo a cor do asteróide?

    • JPX:

      Digo: feitas. Foi mal…

    • JPX:

      Aralho!!!! faltou o s de sistema também. É melhor começar a ler antes de enviar rsrsrs…

    • Jonatas:

      O preto e branco torna os detalhes mais evidentes, mas a cor desse asteroide parece ser mesmo acizentada.

    • jair pirce:

      Porquê imagens monocromáticas ocupam menos espaço, possibilitando a transmissão de material com maior resolução.

  • Jonatas:

    Sendo ou não considerada em equilibrio hidrostatico para ser catalogado como Planeta Anão (Dwarf planet), Vesta parece está no limite de formato físico entre planetóide e planeta anão. No Sistema solar, duas luas saturninas e uma uraniana (Enceladus, Mimas e Miranda) são menores que Vesta mas esferóides bem mais perfeitos. Isso acontece porque são mundos de gelo, de materiais bem mais leves e moldaveis que as rochas pesadas que formam o corpo de Vesta. Acho que a grande campanha da Dawn será tentar descobrir como Vesta é por dentro, onde acredita-se ser um mundo diferenciado com camadas, e não uma pedra espacial homogênea, mais pra um proto-planeta do que pra um asteroide. Talves o estudo do interior de Vesta cele a sua classificação entre os mundos do cortejo solar. Enquanto isso não é definido, apreciemos as interessantes imagens deste relevo acidentado.

    • Magnus:

      Rapaz, tu devia escrever matérias pra estes sites, tu ta em todas.

    • feio:

      …éQUE O CARA É FERA,’SABE TUDO’…

    • Marcos – DF:

      Ainda quero ter um filho assim, cabeçudão !!!
      🙂
      Abração

  • sanep:

    uau!!que informação tão explicita e magnifica sobre este asteróide!realmente dá que pensar…algo tão imenso a pairar na cintura de asteróides, cresci intrigado sobre estes fenómenos, mais especificamente sobre os meteoritos, são “coisas” que na infância sem grande conhecimento sobre a matéria nos abre um campo da imaginação para alem do nosso subconsciente, nos intriga e nos adocica a pesquisa para desvendar tais acontecimentos; tive a oportunidade de acompanhar o cometa Halley Bob na minha infância, e tenho pesquisado imenso sobre ele, são imagens únicas que nunca mais esquecerei…

    obrigado por esta e outras noticias vitais!

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