9 Incrivelmente drásticas imagens que mostram a realidade da mudança climática

Por , em 8.01.2021

O planeta está passando por mudanças drásticas em relação ao clima. As calotas polares estão derretendo, furacões e tempestades estão se tornando mais intensos, vários locais estão experimentando inundações cada vez piores, incêndios florestais são uma ocorrência mais frequente, secas extremas estão eliminando gigantescas fontes de água — a lista é imensa.

Agora, muitas organizações e instituições estão de olho no que está acontecendo pelo mundo em termos climáticos, e a NASA é um dos maiores players. Ao longo dos anos, a NASA tem vigiado milhares de locais ao redor do mundo usando sua tecnologia espacial, procurando sinais de mudanças climáticas globais.

Para isso, lançou o site Imagens da Mudança, onde documenta os antes e depois de vários lugares pelo globo, destacando o derretimento das geleiras, resultados de incêndios florestais, desmatamento, secas extremas e uma série de outros fenômenos.

O site Bored Panda coletou algumas das mudanças mais veementes registradas ao longo dos anos e décadas.

1. Baixa da Cobertura do Gelo marinho do Ártico bate recorde

“A área do Oceano Ártico coberta de gelo aumenta durante o inverno e depois encolhe durante o verão, geralmente atingindo o ponto baixo do ano em setembro. A cobertura mínima para 2012 estabeleceu um recorde baixo desde ao menos 1979, quando as primeiras medições confiáveis de satélite começaram. Essas imagens comparam o mínimo de 1984, que era aproximadamente igual à extensão mínima média de 1979-2000, com a de 2012, quando o mínimo era cerca de metade disso. O mínimo de 2013 foi maior, mas continuou a tendência de queda a longo prazo de cerca de 12% da perda de gelo por década desde o final da década de 1970, um declínio que acelerou após 2007. A mínima de 2016 foi empatada pela segunda menor já registrada. “No ritmo em que estamos observando esse declínio”, disse o cientista da NASA Joey Comiso, “é muito provável que o gelo do mar de verão do Ártico desapareça completamente dentro deste século”.

2 Desaparecimento gradual o Mar de Aral, Ásia Central

“O Mar de Aral foi o quarto maior lago do mundo até a década de 1960, quando a União Soviética desviou água dos rios que alimentavam o lago para que o algodão e outras culturas pudessem ser cultivados nas planícies áridas do Cazaquistão, Uzbequistão e Turquemenistão. O contorno preto mostra o litoral aproximado do lago em 1960. Na época da imagem de 2000, o Mar do Norte de Aral havia se separado do Mar do Sul de Aral, que se dividiu em lobos orientais e ocidentais. Uma represa construída em 2005 ajudou o mar do norte a recuperar grande parte do nível da água em detrimento do mar do sul. As condições secas em 2014 fizeram com que o lobo oriental do mar do sul secasse completamente pela primeira vez nos tempos modernos. A perda da influência moderadora de um corpo tão grande de água tornou os invernos da região mais frios e verões mais quentes e secos.”

3. Derretimento das geleiras de Muir, Alaska, EUA

“A fotografia de 1941 mostra os confins da geleira Muir e seu afluente, a Geleira Riggs. … Na fotografia de 2004, a Geleira Muir, continuando a encolher, está localizada a cerca de 7 quilômetros a noroeste, fora do campo de visão. A Geleira Riggs recuou cerca de 600 metros. Ambas as geleiras diminuíram substancialmente.”

4. Desaparecimento do lago Poopó, Bolívia

“O Lago Poopó, o segundo maior lago da Bolívia e importante recurso pesqueiro para as comunidades locais, desapereceu mais uma vez por causa da seca e do desvio de fontes de água para mineração e agricultura. A última vez que secou foi em 1994, depois do qual levou vários anos para que a água voltasse e ainda mais tem para que os ecossistemas se recuperassem. Em tempos úmidos, o lago ocupou uma área que se chegava a quase de três mil quilômetros quadrados. Sua profundidade rasa — comumente não mais do que 3 metros — torna-0 particularmente vulnerável a flutuações [de umidade].”

5. Rara neve cai na borda do deserto do Saara

“Caiu na borda do deserto do Saara, no noroeste da África, em meados de dezembro de 2016, uma raridade para a região. O sensor Enhanced Thematic Mapper Plus (ETM+) do satélite Landsat 7 capturou a brancura da foto de cima de branco sobre uma paisagem cor de caramelo a sudoeste da comunidade argelina Ain Sefra, uma cidade às vezes referida como a porta de entrada para o deserto. Toda a neve desapareceu, exceto nas elevações mais altas, como mostrado na imagem certa capturada por Landsat 8. A última queda de neve de Ain Sefra ocorreu em fevereiro de 1979.”

6. Derretimento da geleira Ok, Islândia

“Essas imagens mostram os últimos estágios do declínio de Okjökull, uma geleira derretendo no topo do vulcão Ok, no centro-oeste da Islândia. (“Jökull” é islandês para “geleira”). Um mapa geológico de 1901 estimou que Okjökull se estendeu por cerca de 38 quilômetros quadrados. Em 1978, a fotografia aérea mostrou que a geleira havia encolhido para cerca de 3 quilômetros quadrados. Hoje menos de 1 quilômetro quadrado permanece.”

7. Redução recorde no gelo do Mar de Bering

“Menos gelo se formou no Mar de Bering durante o inverno de 2017-18 do que em qualquer inverno desde o início dos registros feitos desde 1850. Normalmente, o gelo cobre mais de 500 mil quilômetros quadrados do mar no final de abril, cerca da mesma área de toda a região sul do Brasil. A extensão do gelo naquela em 2018 era de apenas cerca de 10% do normal. Mudanças nos padrões de derretimento de gelo podem afetar o fitoplâncton que, por sua vez, podem afetar todo o ecossistema de Bering. Além disso, a água aberta absorve mais a energia do Sol do que o gelo, o que contribui para o aquecimento do planeta.”

8. Encolhimento das geleiras da Nova Zelândia

“A Nova Zelândia contém mais de três mil geleiras, a maioria nos Alpes Do Sul da Ilha Do Sul. As geleiras estão recuando desde 1890, com curtos períodos de pequenos avanços. Em 2007, cientistas do Instituto Nacional de Pesquisa em Água e Atmosfera (NIWA) do país atribuíram essa mudança principalmente ao aquecimento global. Sem um resfriamento climático substancial, disseram eles, as geleiras não voltariam aos seus tamanhos anteriores. As diferenças entre 1990 e 2017 podem ser vistas nestas imagens, que incluem a Geleira Mueller, a Geleira Hooker e a Geleira Tasman, a mais longa da Nova Zelândia.”

9. Desaparecimento de ilha do Havaí

“Até o furacão Walaka atingir em outubro de 2018, as Ilhas Havaianas do Noroeste incluíam a Ilha Leste, mostrada na imagem de setembro. Mas a tempestade levou embora a maioria dos 44,5 mil quilômetros quadrados de areia e cascalho que constituíam a ilha, deixando apenas duas lascas de terra, visíveis na imagem de outubro. A Ilha Leste fazia parte do Cardume da Fragata Francesa, um atol no Monumento Nacional Marinho Papahānaumokuākea.”

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