Para que serve a expressão do medo no rosto humano?

Por , em 16.06.2008

Todo mundo conhece a face do medo.

Frente ao assassino que segura a motosserra em um filme de terror, a donzela em apuros normalmente arregala os olhos expande as narinas horrorizada.

Anteriormente se pensava que as expressões faciais mais fáceis de reconhecer tinham função meramente comunicativa e social entre os seres humanos. Mas cientistas descobriram que esta expressão, a do terror, não é apenas coisa de cinema, mas realmente serve uma função biológica ao alterar a maneira que os sentidos percebem o mundo.

A nova hipótese afirma que mudanças na expressão levam a diferentes quantidades de entrada de dados sensoriais. É o que afirma Joshua Susskind, psicólogo graduado pela Universidade de Toronto que trabalhou no estudo testando a função das expressões faciais. “A idéia e que o medo é para a vigilância. Você pode esperar que as mudanças no rosto, como olhos arregalados, possam ser características do medo porque você está tentando obter mais informações do seu ambiente.” Efeito-Biquíni torna os homens impulsivos

Olhos semi-cerrados e nariz fechado

Para testar esta hipótese, Joshua e seu colaborador, Adam Anderson, e outros colegas usaram imagens de rostos de pessoas que posavam com expressões associadas ao medo e repulsa. Usando modelos estatísticos, a equipe analisou as faces e descobriu que duas expressões produziam os efeitos faciais opostos.

Em seguida os cientistas testaram que funções estas mudanças faciais serviam. Eles tomaram diversas medidas de percepções sensoriais como volume de ar inalado, largura do campo visual e da visão periférica e a velocidade do rastreamento visual. Os pesquisadores perceberam que as expressões de medo fizeram com que os voluntários respirassem mais ar, tivessem o campo de visão maior e pudessem rastrear objetos mais rapidamente. Parar de fumar é contagioso

“Nós descobrimos certos padrões na maneira que os rostos mudam entre o medo e a repulsa”, disse Joshua. “Estas mudanças foram bastante consistentes com a idéia de que o medo expande as superfícies sensoriais. A repulsa parece produzir o efeito oposto, contraindo a entrada sensorial.”

Quando as pessoas espremem os olhos em aversão e fecham as narinas elas vêem menos e sentem menos odores.

Expressão de Medo - Revista HypeScience

“Nós estamos afirmando que estas emoções são opostas tanto nas aparências quanto nas funções”, disse Joshua. “Uma é a necessidade de pegar mais informações e a outra é a necessidade de rejeitar informações.”

A idéia de Darwin

Darwin foi o primeiro a sugerir que expressões emocionais poderiam haver evoluído por alguma razão.

“Nós sugerimos que elas não são simbólicas ou arbitrárias, elas tem um propósito”, disse Joshua. “Elas aumentam as chances de que a espécie animal sobreviva.”

Darwin e outros teceram teorias de que as expressões de felicidade (sorriso) e tristeza (franzir a testa) podem ter funções sociais, ao comunicar as emoções internas que alguém sente. Namoro pela internet é mais ‘poderoso’

Mais tarde alguns cientistas descobriram que as expressões de emoção são extremamente similares entre diversas culturas: horror e repulsa são iguais em paulistanos e nigerianos. Também descobriram que pessoas de diferentes culturas podem reconhecer emoções como alegria, raiva e surpresa em outros rostos, mesmo que não compartilhem o mesmo idioma.

O fato de que as expressões emocionais parecem ser universais levou os cientistas a deduzir que elas não eram usadas apenas para comunicação e propósitos sociais, mas também serviam para uma função biológica adicional de adaptação.

Estudos futuros

O novo estudo pode ser o primeiro a medir as mudanças nas entradas sensoriais que acompanham estas expressões. “Até onde sabemos, nós fomos os primeiros a olhar para as conseqüências reais da entrada de informações”, disse Joshua. “Anteriormente isto era apenas especulação.”

Os cientistas não acreditam que seus resultados estão confinados às duas emoções que eles colocaram à prova. Outras mudanças de semblante podem servir também para funções biológicas. “Nós gostaríamos de ver como isto se estende para outras expressões”, disse Joshua, “Será que é possível medir as mudanças nas entradas sensoriais da raiva? Talvez descubramos que estamos diminuindo a entrada. Não estamos tentando dizer que isto é específico do medo ou da repulsa.” Descoberta a chave para o sucesso social do adolescente

Joshua e seus colegas irão testar se animais expressam emoções com mudanças faciais similares e se estas servem os mesmos propósitos em outras espécies. [Fonte]

1 Star2 Stars3 Stars4 Stars5 Stars (3 votos, média: 3,33 de 5)

3 comentários

  • Junior:

    eu tomo remédios para ansiedade, tive fobias fiquei internado por isso, era muito agitado, as vezes uso cocaina, essa droga, percebo que quando uso fico q nem antes q estava com fobia, é provavel q seja a droga q ta causando isso, pq pelo que eu saiba a cocaina agita a pessoa fica ansiosa, euforica, q pode causar o medo a fobia , estou certo nesse caso?

  • brian:

    Esta tambem é a primeira vez que entro no site, ótimo em todos os aspectos, parabéns a hypescience!

  • Valdir Brandini:

    Esta é a primeira vez que entro neste site…Fantástico, vocês me surpreenderam e me conquistaram.
    Um sinal de vida inteligente na net…..Parabéns a todos vocês

    Valdir Brandini

Deixe seu comentário!