A personalidade de uma pessoa pode afetar a sua vulnerabilidade a doenças cardíacas

Por , em 19.09.2010

Segundo uma revisão de estudos sobre saúde do coração, os mal humorados e pessimistas podem ter mais dificuldade em se recuperar de algum problema cardíaco.

A revisão analisou os resultados de 49 estudos anteriores, envolvendo mais de 6.000 pacientes, os quais tiveram o coração e a saúde psicológica examinados. Para determinar se os pacientes tinham o tipo de personalidade D, que indica o pessimismo, os pesquisadores se basearam em respostas a um inquérito com 14 perguntas, que perguntou se eles concordavam com afirmações como “sou uma pessoa fechada” ou “me sinto infeliz com frequência”.

As pessoas com personalidade do tipo D apresentaram um risco três vezes maior do que os outros pacientes de ter futuros problemas cardiovasculares, como doença arterial periférica, insuficiência cardíaca e ataque cardíaco. Eles também tinham um risco maior de precisar de um transplante de coração.

Segundo os pesquisadores, os resultados ressaltam a importância das terapias comportamentais, além dos tratamentos tradicionais para doenças cardíacas.

Pessoas com personalidade do tipo D são muitas vezes ansiosas, irritadas, pessimistas e reservadas quando se trata de compartilhar sentimentos. Essas características não causam problemas cardiovasculares por si só, mas o estudo mostrou que os pacientes que têm doenças do coração e um tipo de personalidade D se beneficiam menos dos tratamentos e tem mais probabilidade de ter mais problemas cardíacos do que as pessoas de outros tipos de personalidade.

Isso porque essas características podem influenciar a saúde de várias maneiras. Por exemplo, muitas dessas pessoas guardam as emoções por muito tempo, o que pode levar a estresse crônico, que pode ser prejudicial ao sistema cardiovascular. Em parte, isso se deve porque o estresse pode levar a maus hábitos como tabagismo e sedentarismo.

Elas também são mais prováveis do que os outros a terem pressão arterial elevada ou inflamação crônica, pois podem ter um sistema imunológico hiperativo, ou podem ser menos comunicativas com o seu médico sobre seus problemas de saúde.

Apesar de algumas características da personalidade do tipo D serem semelhantes aos das pessoas com depressão, apenas cerca de 25% das pessoas entrevistadas nos estudos foram classificadas como sendo depressivas e tendo uma personalidade tipo D. Segundo os pesquisadores, a depressão é mais um transtorno emocional, enquanto o tipo D é, em essência, um traço de personalidade normal.

A ideia de classificar os tipos de personalidade surgiu na década de 1970. Segundo os pesquisadores, a personalidade tipo A é de uma pessoa competitiva, hostil, compulsiva. O tipo B representa as pessoas que são descontraídas, sociáveis e não particularmente influenciáveis.

Embora pesquisas iniciais associassem a personalidade do tipo A com doenças cardíacas, a maioria dessas teorias foi posteriormente desmentida. No entanto, a personalidade tipo D, que foi reconhecida pela primeira vez na década de 1990, inclui muitos aspectos da personalidade tipo A que se acreditava serem portadores de problemas cardíacos.

Essa nova revisão de estudos constitui um forte argumento para considerar a personalidade de um indivíduo na prevenção das doenças cardiovasculares, em tratamentos de doenças já desenvolvidas e na prevenção de complicações posteriores.

Especialistas aconselham que os cardiologistas tenham uma noção da personalidade de seu paciente e conversem com eles sobre como as suas tendências poderiam ter um impacto sobre sua saúde, visto que somente os tratamentos tradicionais podem não ser suficientes. [LiveScience]

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1 comentário

  • Eddy:

    Somatização é mais importante de entender do que qualquer outra medicina milagrosa.
    E o veículo da personalidade, que transporta grupos de pensamentos à nossa realidade pessoal, sem nenhuma dúvida deveria ser cultivado em um ambiente de alegria e prazer.

    Repito um comentário já feito. Ainda que o tema secundário era acupuntura:

    Se a doença é um estado mental “decantado” ao corpo físico (poderíamos dizer somatização), estudar a função mental sobre a “cura” deveria ser nossa responsabilidade social. Ou curar de uma vez esse engano/ilusão que chama-se hoje de “realidade”.

    MENTAL também é um conceito que vai ter que ser muito ampliado ok amada familia humana?

    A psiconeuroimunologia a quase 30 anos indica isso.
    Se você pensa que vai se curar com um agulha ou com uma boa noite de amor… não vai fazer muita diferença. Bom, todos sabemos que sim têm uma linda diferença.

    Agora pergunto: Se você soubesse que pode curar-se com uma massagem, um passeio ou uma quimioterapia qual você escolheria?
    O problema focal é esse justamente, quanto mais longe dessa “idéia” você estiver, mais nas mãos de nossos escolados estarão. Qual idéia? A idéia de que você pode curar-se. Em verdade não é curar-se, é voltar ao seu estado natural de SER. Porque saúde é NORMAL.

    Então vêm os fantasmas escolados (formados por universidades sustentadas por corporações) e te enchem de medos. E aí não têm jeito, paralisado de medo você não toma riscos, você joga essa responsabilidade para cima de outro. Esse é o médico que vai remediar (dar remédio) para a situação.

    Se fosse como era antigamente, que o médico só ganhava seu salário quando o cliente estava com saúde. Quando caía doente parava de ganhar dinheiro. TUDO BEM.
    Mais hoje o que acontece? Você acha realmente que estes médicos (não todos obviamente, não gosto de generalizar mais com pouco tempo é mais fácil passar a mensagem, senão seria igual afirmar que todos os policiais são corruptos, ou todos os políticos são egoístas… que isso gente… somente 99% 🙂 )… Você acha que vão querer ajudar-te a sair rapidinho dessa situação ANORMAL de “doença”? Que tremendo conflito não? Ganhar dinheiro e sobreviver ou manter um sistema perpétuo de dependência/remediação?

    Mais sobre o tema, uma das perspectivas sérias e perseguidas, com o Dr. Ryke Hamer vejam os vídeos (acho que vão ter que copiar e colar o link completo):
    http://video.google.es/videoplay?docid=-1521978235347176166&hl=ca#
    +
    http://video.google.es/videoplay?docid=-1521978235347176166&hl=ca#docid=-
    4544090866377476126

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