Garoto 13 anos descobre tesouro de rei dinamarquês incluindo martelo de Thor

Por , em 17.04.2018

Pesquisadores descobriram centenas de moedas, anéis, pérolas e pulseiras de prata de 1.000 anos de idade, ligadas à era do rei dinamarquês Harald Gormsson, na ilha de Ruegen, no leste da Alemanha.

O achado só foi possível graças a dois arqueólogos amadores – René Schön e seu estudante Luca Malaschnitschenko, de apenas 13 anos – que vasculharam a ilha de Ruegen usando detectores de metal.

Inicialmente, uma única moeda de prata foi encontrada por Luca, perto da vila de Schaprode, em janeiro.

Ao se dar conta do que possuía em mãos, a dupla então entrou em contato com o departamento de arqueologia local, que finalmente conseguiu desenterrar todo o tesouro em abril.

A surpresa

O garoto de 13 anos, à primeira vista, pensou ter detectado apenas lixo de alumínio. Depois de limpar a descoberta, no entanto, ele e seu professor verificaram que se tratava de uma moeda do século 10 pertencente a um rei dinamarquês.

Schön e Malaschnitschenko foram convidados a participar da escavação final do tesouro, que abrangeu 400 metros quadrados.

O tesouro inclui pérolas, joias, um martelo de Thor e cerca de 100 moedas de prata, sendo que as mais antigas são datadas de 714 dC e as mais recentes de 983 dC.

Especialistas acreditam que a coleção pertencia a Harald Gormsson, também chamado de “Bluetooth”, um rei nascido viking que abandonou sua fé nórdica e trouxe o cristianismo para a Dinamarca. O local da escavação representa o maior acervo de moedas Bluetooth já descobertas na região sul do Báltico.

História

Ameaçado por uma rebelião liderada por seu filho, o rei fugiu da Dinamarca no final da década de 980, aproximadamente na mesma época que o tesouro de prata foi enterrado, refugiando-se na Pomerânia, na costa sul do Mar Báltico. Foi ali que Bluetooth morreu, em 987 dC.

Seu apelido deriva de um dente morto que o rei possuía, que adquiriu uma cor azulada (em português, “bluetooth” significa “dente azul”).

Hoje, seu legado vive na tecnologia Bluetooth sueca que leva seu nome. Até seu símbolo usa os caracteres rúnicos para suas iniciais: HB. A Ericsson decidiu nomear a tecnologia, desenvolvida para conectar dispositivos, em homenagem ao rei por conta de sua capacidade de unir a antiga Escandinávia.

Ele foi um dos últimos reis vikings do que hoje é a Dinamarca, o norte da Alemanha, o sul da Suécia e partes da Noruega. [WashingtonPost, MentalFloss]

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