Bluetooth recebeu este nome por causa de um rei escandinavo de mil anos atrás

A tecnologia Bluetooth, a rede sem fio pessoal, existe há 20 anos, e estamos tão acostumados com a palavra que nem nos perguntamos sobre sua origem. Quem atende a uma ligação no carro usando o sistema de som ou joga vídeo game com controle sem fio nem pensa duas vezes sobre esta palavra.

Um dos desenvolvedores da tecnologia, Jim Kardach, representante da Intel, relembra como este nome surgiu, e explica o que um rei dinamarquês que viveu há mil anos tem a ver com o Bluetooth.

Harald “Blåtand” Gormsson foi um viking que reinou a Dinamarca e Noruega entre os anos de 958 e 985. Entre suas várias conquistas, a maior foi a unificação da Dinamarca e Noruega. Ele também era conhecido por seu dente podre que tinha um tom cinza-azulado. Por causa desta característica, seu apelido era “Blåtand”, ou “Dente Azul”, que em inglês é “Blue Tooth”.

Mas qual a conexão do Rei Dente Azul com a rede sem fio pessoal? Em 1996, a tecnologia ainda estava sendo desenvolvida, e três grandes empresas decidiram que para facilitar o seu desenvolvimento e evitar fragmentação, seria melhor alinhar seus padrões.

No mês de dezembro daquele ano, representantes das empresas Intel, Ericsson e Nokia se reuniram na Suécia para planejar seu trabalho dali em diante. As empresas, porém, não conseguiam entrar em um acordo sobre o nome para a nova rede. Entre as várias péssimas sugestões estava a palavra “Flirt”, ou “Flerte”, que vinha acompanhada da frase: “se aproximando, mas sem encostar”.

Sem entrar em unanimidade, Kardach sugeriu um codinome temporário, e explicou o motivo: “o rei Harald Dente Azul era famoso pela unificação da Escandinávia, e queríamos unificar as indústrias de computadores e celulares com um único tipo de rede sem fio”. Nas reuniões e contratos, o projeto era chamado de Bluetooth.

Batizado de Harald Blatand
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  • Mais tarde, a tecnologia foi finalizada e chegou o momento de anunciar a novidade, desta vez com seu nome permanente. Os envolvidos votaram entre duas opções: RadioWire (proposta pela Intel) e PAN (proposta pela IBM, que significava Personal Area Networking). No mês de abril de 1997 a equipe se reuniu e escolheu o nome PAN. O lançamento seria dali a quatro semanas.

    “Cerca de uma semana depois, uma reunião de emergência foi feita. As outras empresas envolvidas haviam feito uma pesquisa sobre a palavra PAN e descobriram que ela seria uma péssima palavra para ser registrada: uma busca na internet havia produzido dezenas de milhares de resultados”, explica Kardach em seu blog.

    Já a outra opção, RadioWire, não passou por pesquisa semelhante, e as empresas decidiram simplesmente manter o codinome Bluetooth. Kardach lembra que o nome acabou sendo muito bem recebido e causado curiosidade entre o público.

    A história do Bluetooth não termina aqui. Além do nome, a tecnologia também precisava de um logo. Você pode olhar para o logo e pensar “mas isso não é um ‘B’ escrito com uma fonte esquisita?”. Na verdade ele é a união entre duas runas nórdicas: Hagall (linha vertical com um x no meio) e Berkanan (B formado por linha vertical e dois triângulos), que correspondem às letras H e B das iniciais do nome Harald Blåtand.

    Resumindo, o Bluetooth tem este nome porque seus desenvolvedores gostavam de história e não tinham muita criatividade para escolher um nome melhor. A boa notícia é que a palavra foi muito bem recebida e é vista como sinônimo de rede sem fio pessoal em vários países ao redor do mundo. [Business Insider, EE Times]

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